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Perdoar para ser perdoado. O Seminário que celebrou 16 anos da Casa do Caminho foi um sucesso!

November 6, 2017 19:08 , by Redação CDC - 0no comments yet | No one following this article yet.
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Seminário promovido para celebrar os 16 anos da Casa do Caminho, com a participação de Nahon Castro e da cantora Carla Visi, ensina a importância de não julgarmos as pessoas e a sermos indulgentes com os erros do próximo

 Seminario

Quando, ao som da linda voz profunda e harmônica da cantora Carla Visi encerrou nesse último domingo (dia 22) o seminário “Pelas Páginas do Evangelho: analisando o julgamento e a indulgência ao som da MPB”, ela literalmente levou ao delírio as mais de 600 pessoas que lotaram as dependências do salão principal da Casa do Caminho.

Promovido para marcar os 16 anos da Casa, comemorados em outubro, e conduzido por Nahon Castro e banda, tendo Carla Visi como convidada especial, o seminário levou, em suas mais de quatro horas de duração, as pessoas a refletirem sobre a importância de não julgarmos os outros e sobretudo da necessidade de sermos indulgentes com os erros do próximo.

Durante o seminário, permeado pela exibição de obras de grandes cantores e compositores da música brasileira, a exemplo de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Djavan, Jamelão e Cássia Eller, Nahon “mergulhou” nas páginas do evangelho,mostrando o que ele tem a nos ensinar sobre a atitude de julgar, “oferecendo a proposta de não julgarmos e o exercício de sermos sempre indulgentes, apresentando essa feição da caridade aos corações, porque fora da caridade não há salvação”, destacou.

Antes da apresentação, Nahon, que possui mais de três mil palestras divulgando a doutrina espírita desde 1998 em seu extenso currículo, tanto no Brasil como no exterior, explicou porque costuma lançar mão da música e do humor em suas apresentações: “A música é um canal de sensibilização da alma. Aquele que é acessado pela música se mostra muito mais disposto a aprender. Da mesma forma, o humor, que alegra os corações num mundo que tem apresentado estímulos à tristeza e ao desencanto, faz com que a alma naquele instante se coloque em festa, e todo aquele que está em festa vai estar mais receptivo a tudo o que está por vir”.

Convidada a dividir com Nahon Castro parte desse seminário, no qual além de cantar, alternou momentos como palestrante, Carla Visi, que passou recentemente por um drama pessoal, tendo que se submeter a uma cirurgia para retirada do câncer de mama, demonstrou grande carinho e consideração pela proposta de trabalho da Casa do Caminho. Ela confessou estar alegre “em poder participar desse presente para a Casa do Caminho e da Casa do Caminho para todos nós, encarnados e desencarnados”.

Ao abordar a questão do ato de julgar, Nahon salientou a importância de entendermos que, do ponto de vista jurídico, nós não podemos julgar ninguém pois não estamos autorizados legalmente para isso, ao contrário dos juízes de carreira, que prestam concurso e contam com a autorização do Estado para analisar as provas, conceder o direito de defesa e por fim dar o veredito com o objetivo de resolver o problema a ele apresentado.

“E nós, quando julgamos, não sabemos fazê-lo e nem procuramos saber como fazê-lo. Então apenas condenamos as pessoas segundo os nossos pontos de vista sem oferecer-lhes o direito à defesa. Dessa forma, em vez de resolvermos o conflito, justamente promovemos o conflito”, conceituou.

Carla Visi lembrou à plateia, através de uma história contada,  que os estragos causados pelo lançamento de calúnias ao vento não podem redimir o mal espalhado. Nahon ressaltou o papel que a internet e as redes sociais, com seu crescimento vertiginoso, tem desempenhado nos últimos anos “potencializado o mal disseminado pelas palavras, maculando a imagem das pessoas através de um julgamento nada caridoso, matando a pessoa no coração de quem a estima”.

Citando Mateus, segundo o qual “o que contamina o homem é o que sai da boca e não o que entra”, o palestrante afirmou ser importante analisar as três peneiras de Sócrates – se o assunto em questão é verdade, se vai ajudar a pessoa e se terá alguma utilidade–antes de disseminá-lo.  Lembrou ainda, ser a maledicência um mal ainda maior que o julgamento e que o julgamento precipitado seria um caminho rápido e certo para cometermos injustiça e erros, bloqueando a capacidade de entendimento.

Nahon defendeu ainda a necessidade de sermos indulgentes (não ver os defeitos dos outros e prestar atenção mais nos seus próprios defeitos) e, em vez de "pormos lenha na fogueira", procurarmos minimizar os defeitos alheios, buscando encontrar uma justificativa para aquele comportamento. E completou destacando que devemos aplicar a regra de ouro do cristianismo: só fazer aos outros o que desejaria que fizessem a você.

Ele salientou também ser o amor o objetivo maior da vida, ser a flexibilidade uma virtude de quem é superior e pontuou a importância do perdão para que possamos ser perdoados. No final, deixou um recado: “Que a Casa do Caminho continue de portas abertas”.

Antes de encerrar com a canção de maior sucesso em sua carreira, Carla Visi falou da importância de colocarmos o amor em tudo o que fazemos em nossa caminhada, o que,segundo ela, se traduz em um elemento fundamental para a transformação de nossas vidas.

E nos bastidores, o trabalho dos voluntários foi intenso: com muito carinho e alegria, os participantes foram recepcionados, com direito a pastinha feita especialmente para o evento. A equipe de som, também composta por voluntários, desde cedo, esteve atenta tentando oferecer aos presentes toda a qualidade possível!  A cantina não foi diferente: preparou-se oferecendo grande variedade de lanches que foram todos vendidos durante o intervalo. Uma delícia!

A manhã de domingo acabou com um sentimento de 'quero mais'... 

Nunca é demais lembrar: A Casa do Caminho é um esforço de muitos e todo o valor arrecadado com o evento é utilizado para manutenção das obras sociais, físicas e espirituais. Gratidão a todos os envolvidos nessa ação de amor! 

 

 

"(...)Trazemos múltiplos clichês mentais arquivados no inconsciente profundo de nós mesmos: alguns são velhas recordações danosas, herdadas nas mais variadas épocas, seja na atualidade, seja em outras existências no passado distante.

Essas fontes emitem, através dos mecanismos psíquicos, energias que não nos deixam sair com facilidade do fluxo desses eventos desagradáveis, registrados pelas retinas da própria alma, mantendo-nos retidos em antigas magoas e feridas morais entre os fardos da culpa e da vergonha.

Por não recordarmos que o perdão a nós mesmos e aos outros é um poderoso instrumento de cura para todos os males, e que não deixamos o passado fluir, não desenvolvendo renovação, mas sim, enfermidades e abatimentos.

Tentamos viver alienados dos nossos ressentimentos e velhas amarguras, distraindo-nos com jogos e diversões ou mesmo buscando alívio no trabalho ininterrupto, mas apenas estamos adiando a solução futura da dor, porque essas medidas são temporárias.

É mais fácil dizer que se tem uma úlcera gástrica do que admitir um descontentamento conjugal; é mais fácil também consentir-se portador de uma freqüente cólica intestinal do que aceitar-se como indivíduo colérico e inflexível.

(...)Desta forma, compreenderás que a gravidade e duração dos teus sintomas de prostração e abatimento orgânico são diretamente proporcionais à persistência em manteres abertas tuas velhas chagas do passado.

Portanto, as causas das doenças somos nós sobre nós mes­mos, e para que tenhamos equilíbrio psicológico é preciso cuidar de nossas atitudes íntimas, conservando a harmonia na alma.

Muitos de nós ficamos constantemente tentando provar que sempre estivemos certos e que tínhamos toda a razão; outros ficam repisando erros e as faltas alheias. Mas, se quisermos saúde e paz, libertemo-nos desses fardos pesados que nos impedem de voar mais alto para as possibilidades do perdão incondicional.

(...) Perdoar não significa esquecer as marcas profundas que nos deixaram, ou mesmo fechar os olhos para a maldade alheia. Perdoar é desenvolver um sentimento profundo de compreensão, por saber que nós e os outros ainda estamos distantes de agir corretamente.

Das velhas doenças nos libertaremos, quando as velhas recordações do "não-perdão" pararem de comandar o leme de nossas vidas.

(Francisco do Espírito Santo Neto, Renovando Atitudes, espírito Hammed)


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