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10 de setembro - Dia mundial de prevenção ao suicício

September 3, 2017 18:24 , by Redação CDC - 0no comments yet | No one following this article yet.
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10 de setembroA Casa do Caminho incorpora-se à campanha do Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, o Setembro Amarelo, celebrado no dia 10 do mesmo mês. Os números oficiais dão conta de que pelo menos 32 brasileiros suicidam-se por dia, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer. Todos os anos são registrados cerca de 10 mil suicídios no Brasil e mais de um milhão em todo o mundo.
 
ESTATÍSTICAS SOBRE SUICÍDIO
 
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 9 em cada 10 casos, ou seja, 90%, poderiam ser prevenidos. Esse tem sido um mal silencioso, pois as pessoas fogem do assunto e, por medo ou desconhecimento, não veem os sinais de que uma pessoa próxima está com ideias suicidas. Considerado um problema de saúde pública por parte das entidades governamentais, o suicídio também é encarado pelos psicólogos como um comportamento com determinantes multifatoriais e resultados de uma complexa interação de fatores psicológicos e biológicos, inclusive genéticos, culturais e socioambientais. Para eles, o suicídio deve ser considerado como o desfecho de uma série de fatores que se acumulam na história do indivíduo, não podendo ser considerado de forma causal e simplista apenas a determinados acontecimentos pontuais e sim a consequência final de um processo.
 
Oms americasOs estudiosos explicam que a pessoa que tenta suicidar-se tem três crenças acerca do seu sofrimento: que é insuportável, que não há outra saída e que é interminável. Existe uma distorção da percepção de realidade com avaliação negativa de si mesmo, do mundo e do futuro. Dentre os principais fatores de risco do suicídio estão o histórico de tentativas de suicídio e transtornos mentais não tratados. Os suicidas estão passando quase invariavelmente por uma doença mental que altera, de forma radical, a sua percepção da realidade e interfere em seu livre arbítrio. O tratamento eficaz da doença mental é o pilar mais importante da prevenção do suicídio. É sabido que quase todos os suicidas tinham uma doença mental, muitas vezes não diagnosticada, frequentemente não tratada ou não tratada de forma adequada. Os transtornos psiquiátricos mais comuns incluem depressão, transtorno bipolar, alcoolismo e abuso/dependência de outras drogas e transtornos de personalidade e esquizofrenia.
 
O suicídio quase sempre está ligado a uma profunda depressão emocional, e a qualidade do ambiente de trabalho também pode mesmo ser um fator desencadeador de muitas doenças. A pessoa tem que apresentar vários sintomas para que a depressão seja uma doença, e o estresse provocado por situações no trabalho é um deles, garantem os especialistas. Além de situações estressantes, fatores como alcoolismo, ansiedade e síndrome do pânico podem ser determinantes para um quadro depressivo. A prevenção, portanto, se dá pelo aconselhamento profissional, um dos primeiros passos para o tratamento da depressão e, consequentemente, para se evitar o suicídio.
 
A VISÃO DO ESPIRITISMO
  
Livros
 
Na visão do espiritismo, em nenhuma hipótese o suicídio representa alívio ou solução para os problemas. Pelo contrário, agrava-se a situação de quem, pelos mais variados motivos, desperdiçou a oportunidade de aproveitar a existência para avançar na linha evolutiva. Para a doutrina espírita, o desligamento do corpo de um suicida ocorre de forma muito dolorosa.
 
Na obra clássica “Memórias de um suicida”, romance emblemático psicografado pela médium brasileira Yvonne do Amaral Pereira e cuja autoria é atribuída ao escritor português Camilo Castelo Branco, é mostrado que o sofrimento do suicida não se encerra na sua morte. Se arrasta por anos a fio, às vezes por séculos, e não termina senão com uma reencarnação repleta de sofrimentos causais e dolorosa limitação física. O suicida encontra dificuldades em se afastar do corpo físico logo após o desencarne, gerando grande aflição, pois sofrerá as impressões do que venha a acontecer ao cadáver durante o processo de decomposição da matéria orgânica.
 
A leitura que a doutrina espírita faz do suicídio é bastante abrangente. Como professa a não existência da morte, ou seja, que o espírito continua vivo do lado de lá, corrobora o fato de que   a pessoa que pratica o autoextermínio acredita erroneamente que vai acabar com todo o sofrimento que lhe aflige, mas isso não acontece. O primeiro grande choque se dá quando o suicida percebe-se vivo, descobre que a morte não existe e que a dor que o afligia foi potencialmente agravada pelas consequências de seu ato. Para quem procurava uma solução, o desapontamento é evidente.
 
Existe ainda uma outra forma de autoextermínio, que o espiritismo denomina de suicídio indireto, que é menos conhecida, como a dependência de fumo e álcool. Suicídio é também tudo que se faz conscientemente para apressar a extinção das forças vitais. Quando o indivíduo compromete a integridade do organismo, precipita consequentemente o seu retorno ao mundo espiritual.
 
Segundo o livro “Nosso Lar”, psicografado por Chico Xavier, o espírito de André Luiz desencarna mais cedo que o previsto por complicações causadas pelo tabagismo, pela bebida e pelas noitadas. De acordo com a obra, ele passou oito anos padecendo no umbral pela culpa de ter consumido suas preciosas energias vitais de forma tão displicente e irresponsável.
 
Entre os agravantes do suicídio está o fato de o indivíduo, quando retornar à Terra em novas reencarnações, terá que passar por expiações aflitivas. Joanna de Angelis, no livro “Após a Tempestade”, cita essas consequências: “Aqueles que esfacelam o crânio, reencarnam com a idiotia, surdez-mudez, conforme a parte do cérebro afetada; os que tentaram o enforcamento, reaparecem, com os processos da paraplegia infantil; os afogados, com enfisema pulmonar; os mortos com tiros no coração, cardiopatias congênitas irreversíveis; os que se utilizam de tóxicos e venenos, sob o tormento das deformações congênitas, úlceras gástricas e cânceres”.
 
O QUE FAZER E COMO AJUDAR

Mas o que podemos fazer para ajudar as pessoas com tendências suicidas? Caso note alguém próximo a você com mudanças no comportamento, exibindo algum dos fatores de risco, como abuso de álcool ou drogas, por exemplo, ou percebe que a pessoa está muito pessimista e desesperançosa em suas falas, o ideal é conversar com ela sobre isso. Fale abertamente sobre o assunto com essa pessoa, mostre que você está interessado. Isso fará com que o pensamento suicida não seja um enorme peso na mente da pessoa. E finalmente, ofereça ajuda, marque uma consulta com um profissional especializado, vá junto, leve a pessoa para que ela se sinta mais confortável em ter alguém de confiança por perto, informe o que se passa a amigos e familiares se for necessário, para que eles também possam dar esse suporte. Muitas pessoas que têm oportunidade de conversar sobre a ideia de se matar percebem que existem saídas melhores e não transformam o pensamento em ação.
 
Não subestime o poder de uma simples conversa que pode ser oferecida. Ter alguém que demonstre sincero interesse, preocupação e que ajude a encontrar saídas alternativas pode fazer o suicida desistir da morte, mesmo que temporariamente. Isso já dá tempo o suficiente para que se consiga ajuda especializada de profissionais da saúde. Estatísticas apontam que dos que morrem por suicídio, 60% nunca se consultou com um profissional de saúde mental ao longo da vida. Talvez, se tivessem passado por um profissional da área, pudessem ter sido salvos. É importante que estejamos preparados para detectar esses casos e proporcionar auxílio, encaminhando para ajuda profissional.
 
E se você conhecer alguma pessoa passando por algum momento difícil, é bom buscar saber como ela está lidando com isso. Muitas vezes pode parecer que a pessoa lida bem, mas em seu íntimo há uma grande confusão e sentimentos que não conseguem ser expressados ou compreendidos. Por isso o simples ato de buscar saber como a pessoa está passando por essa fase pode ser libertador e preventivo. Se ela estiver lidando bem com isso, ótimo, ela ainda viu que você se importa, não foi negativo se importar. Mas se ela estiver lidando mal você pode ser o apoio que ela precisava.
 

Amizade

 

 
Portanto, toda ajuda é bem-vinda para evitar o mal maior. Para isso, é importante que se tomem as seguintes medidas:
  • Campanhas em centros espíritas, igrejas, empresas e escolas que problematizem o assunto, de forma leve que desconstrua tabus e facilite a prevenção.
  • O incentivo à promoção da saúde mental pública, com grupos de autoajuda nos centros, escolas, associações e outros espaços públicos.
  • Ajudar no controle e regulamentação do acesso aos métodos de suicídio mais utilizados (armas, pesticidas, raticidas, etc).
  • Utilizar a mídia para campanhas preventivas e não para apenas veicular tentativas de suicídio, tratando o tema de forma sensacionalista.
  • Evitar enfatizar apenas métodos empregados por suicidas ou fatos e cenas chocantes, que podem causar horror e reforçar o tabu. O ideal é falar sobre o assunto de forma leve, sempre trazendo à tona meios de prevenção.

 

Se você conhece alguém que esteja passando por uma situação difícil que pode levá-lo a cometer tal ato,  aproxime-se dela com carinho, sem pressionar para que ela reconheça em você um canal aberto ao diálogo! E se, caso esteja passando pela sua cabeça ideias de auto destruição, não guarde isso para si. Divida essa carga com uma pessoa de confiança e procure ajuda. O suicídio NUNCA é uma solução.

Conheça a campanha Setembro Amarelo - Sua vida vale muito! promovida pela Casa do Caminho, clicando aqui.

 

 

 Nunca esmoreças, ante as dificuldades que te surjam no caminho para a vanguarda. Quando estiveres a ponto de ceder à pior rendição de todas - aquela de recusar o dom da vida - detém-te a refletir em Deus que te criou para a sabedoria e para o amor.
(Emmanuel - Aos quase suicidas)


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