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O que leva o ser humano a desejar por fim à própria vida?

September 10, 2016 3:00 , by Redação CDC - 0no comments yet | No one following this article yet.
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Setembro amarelo

Imagem: Campanha "Setembro Amarelo - Pela valorização da vida" - Federação Espírita Brasileira (FEB)

 O que leva um ser humano encarnado a desejar tirar a sua própria vida?

Com certeza não há uma resposta única. Entretanto, a maioria concordará que a razão principal será "acabar com o sofrimento, o tormento que é a minha vida. Assim me liberto de tamanha dor!". A verdade é que se o suicida compreendesse que o objetivo não será alcançado, uma vez que a vida continua em outro plano, possivelmente desistiria da sua decisão em boa parte das situações. Ou ainda, se houvesse o entendimento de que o tormento aumentaria, talvez fosse suficiente para permanecer encarnado, aceitando os seus desafios e aprendendo a usá-los a seu favor para conquistar a sua evolução.

O depoimento de um espírito que cometeu suicídio e conta a sua experiência vale uma reflexão: 

"Não os convidarei a crer (no que aqui está descrito). Não é assunto que se imponha à crença, simplesmente, mas ao raciocínio, ao exame, à investigação. Se sabem raciocinar e podem investigar – que o façam, e chegarão a conclusões lógicas que os colocarão na pista assaz interessantes para toda a espécie humana! O a que os convido, o que ardentemente desejo e para que tenho todo interesse em pugnar, é que se eximam de conhecer essa realidade através dos canais trevosos a que me expus dando-me ao suicídio por desobrigar-me da advertência de que a morte nada mais é do que a verdadeira forma de existir!..." (Camilo Cândido/psicografia Yvonne Pereira, Memórias de um suicida).

Segundo relatos de vários suicidas, a maioria quer fugir de algum infortúnio a todo custo, depois reconhece que além de não escapar do mal, caem num outro cem vezes pior! É uma escolha que tem graves implicações sociais e muito mais espirituais.  Ele é condenado por todas as denominações religiosas, por entenderem que só Deus tem direito sobre a vida.   
Não é mais possível ignorar a descrição feita por alguns espíritos sobre a condição encontrada no ambiente mental do suicida após a morte. 

 Imagem: representação do vale dos suicídas, filme: Amor Além da Vida (1998)

Imagem: representação do vale dos suicídas, filme: Amor Além da Vida (1998)

"O solo, coberto de matérias enegrecidas e fétidas, lembrando a fuligem, era imundo, pastoso, escorregadio, repugnante! O ar pesadíssimo, asfixiante, gelado, enoitado por bulcões ameaçadores como se eternas tempestades rugissem em torno; e ao respirarem-no, os espíritos ali (...) sufocavam-se como se matérias pulverizadas, nocivas mais do que a cinza e a cal, lhes invadissem as vias respiratórias, martirizando-os com suplício inconcebível ao cérebro humano habituado às gloriosas claridades do sol – dádiva celeste que diariamente abençoa a Terra – e às correntes vivificadoras dos ventos sadios que tonificam a organização física dos seus habitantes.

Não havia então ali, como não haverá jamais, nem paz, nem consolo, nem esperança: tudo em seu âmbito marcado pela desgraça era miséria, assombro, desespero e horror.

Aqui, era a dor que nada consola, a desgraça que nem um favor ameniza, a tragédia que ideia alguma tranquilizadora vem orvalhar de esperança! Não há céu, não há luz, não há sol, não há perfume, não há tréguas!

O que há é o choro convulso e inconsolável dos condenados que nunca se harmonizam! O assunto assombroso “ranger de dentes da advertência prudente e sábia do sábio mestre de Nazaré! A blasfêmia acintosa do réprobo a se acusar a cada novo rebate da mente flagelada pelas recordações penosas! A loucura inalterável de consciências contundidas pelo vergastar infame dos remorsos! O que há é a raiva envenenada daquele que já não pode chorar, porque ficou exausto sob o excesso das lágrimas! O que há é o desaponto, a surpresa aterradora daquele que se sente vivo a despeito de se haver arrojado na morte!" (Camilo Cândido/psicografia Yvonne Pereira, Memórias de um suicida).

Longe de ter a finalidade de aterrorizar pessoas, esses relatos devem servir como alerta para todos os seres encarnados nesse planeta e contribuir com a educação do espírito com relação à imortalidade da alma e da transitoriedade das dificuldades que atravessa. O Espiritismo oferece direcionamento para fortalecimento da fé raciocinada, esperança e compreensão das Leis Divina.

A Doutrina Espírita  compreende profundamente a realidade espiritual daqueles que optaram por esta saída ilusória da encarnação atual, e ao contrário de julgar, isto ajuda a intensificar as ações dos seus trabalhadores, com o propósito de impedir tal ato.  

 

 
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Setembro Amarelo
Diga Não ao Suicídio!!!
No dia 10 de setembro comemora-se o dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, esta  data foi criada pela Organização Mundial de Saúde em 2003 e desde 2014  é ampliada com a campanha do Setembro Amarelo. Por meio de identificação de locais públicos e privados com a cor amarela e ampla divulgação de informações, os vários envolvidos na campanha tem o intuito de conscientizar e alertar a população  a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo, além de suas formas de prevenção. Segundo informações do Centro de Valorização da Vida - programas de prevenção do suicídio e saúde mental(CVV), a cada 40 segundos, uma pessoa comete suicídio no mundo e a cada 45 minutos, morre um brasileiro vítima de suicídio. Estima-se que de 10 a 20 milhões de pessoas tentam o suicídio a cada ano.  Conta-se entre as vítimas, o maior número de jovens entre 15 a 17 anos e no total, são os homens que mais morrem. 

Os Centros Espíritas têm papel fundamental na prevenção do suicídio, promovendo palestras sobre o tema.  Atenta para este grave problema de saúde pública, a Federação Espírita Brasileira intensifica campanhas em favor da vida, tanto pelas redes sociais, como na distribuição gratuita nas casas espíritas do livreto: RESPEITEMOS A VIDA, SUICÍDIO NÃO!

É possível prevenir o suicídio!
Atentemos para quem está do nosso lado: podemos perceber alterações  no  comportamento daqueles que convivemos e oferecer ajuda. Sejamos âncora para um náufrago desesperado!
Sejamos a favor da vida!

 

"...O Suicídio é o mais grosseiro vestígio da fragilidade humana, que ata o homem ao primarismo de que se deve libertar. O homem é, na verdade, a mais alta realização do pensamento divino, na Terra, caminhando para a glória total, mediante as lutas e os sacrifícios do dia a dia."

Manoel P. de Miranda
(Temas da vida e da morte, psicografia de Divaldo P. Franco)


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