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Tarde de capacitação para evangelizadores na Casa do Caminho foi enriquecedora!

March 12, 2017 17:55 , by Redação CDC - 0no comments yet | No one following this article yet.
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Projeção da pergunta norteadora do encontro de evangelizadores

Gratidão foi a palavra que muitos dos participantes utilizaram para descrever a linda e alegre tarde de sábado, do dia 04 de fevereiro na Casa do Caminho Pronto-Atendimento Espírita.

O solo frutifica sempre quando ajudado pelo cultivador. Usa, pois, o arado com que o Senhor te enriquece as mãos, trabalhando a leira que te cabe, com firmeza e esperança, na certeza de que a colheita farta coroar-te-á os esforços, cada vez mais, desde que permaneças apoiado no propósito seguro de corresponder ao programa de trabalho que o Pai te reserva, na oficina da luz, em busca da alegria inalterável” (Emmanuel).

Atendendo ao chamado de Jesus Cristo, “Deixai vir a mim as criancinhas”, bem como a orientação de uma imensa quantidade de bons espíritos – entre eles Bezerra de Menezes -, a evangelização infantojuvenil deve ser vista como uma prioridade na casa espírita.

‘A confiança na colheita dependerá, sobremaneira, da qualidade da semeadura’.

Para exercermos com responsabilidade, além do imenso amor, sabedoria e tolerância, devemos nos capacitar, compreendendo a importância da nossa atividade com crianças e jovens. “Se desejamos um mundo melhor, precisamos contribuir na formação de melhores seres humanos para o mundo.”

Dessa forma, sob a condução e  apoio dos responsáveis pelo Núcleo de Infância da Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB) que carinhosamente atendeu a solicitação da Casa do Caminho, organizamos uma tarde dedicada à reflexão e aprendizado sobre o nosso papel como evangelizadores.

Com o objetivo de discutir a ‘qualidade relacional na evangelização’, estiveram presentes mais de 45 voluntários trabalhadores, representantes das atividades de evangelização de 14 centros espíritas em Salvador e região metropolitana, como COBEM (Casa de Oração Bezerra de Menezes), Casa de Oração Maria de Magdala em Abrantes, Grupo Espírita Lar Francisco de Assis (GELFA) no Cabula, Escola de Doutrina Espírita Edgard Armond em São Cristóvão, Grupo Espírita Perseverança e Caridade (GEPEC) na Graça, entre outros.

Está pensando que todos permaneceram sentados ouvindo palestras com orientações de como proceder nas atividades de evangelização? Equívoco! A tarde foi animada, interativa e muito, mas muito produtiva!

Os presentes foram acolhidos com músicas suaves e enquanto aguardavam o início, nos cantinhos da sala, tinham acesso a livros infantis e jogos lúdicos para ir entrando ‘no clima’.

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Cantinho lúdico

A atividade começou com uma grande roda de ciranda com música e pandeiro, para integração e apresentação dos participantes. Tudo detalhadamente pensado pela equipe do Núcleo de Infância da FEEB, para que pudesse ser utilizado posteriormente nas atividades de evangelização. Soltamos o corpo e a voz.

Logo em seguida, de surpresa, entra um griot (contador de estórias de origem africana – aqui, um dos integrantes do Núcleo de Infância), ornamentado com guizos e chapéu engraçado, contando de forma teatral a Lenda do Algodão. Uma estória para que os pequenos e grandes possam entender a importância do amor nas relações. Flocos de algodão que representavam o carinho, foram distribuídos entre os presentes por um ‘morador’ da cidade onde acontecia a estória.

Momentos de conversa para compartilhar ideias e contribuir na solução dos desafios da relação evangelizando - evangelizador. Como tornar o ambiente da evangelização um local de aprendizado atraente e enriquecedor para TODAS as crianças e jovens, cada um deles com suas próprias características.  Seres humanos únicos!

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Marcus Welby (FEEB) facilitando a roda de conversa

O exercício do olhar sensível: olhar sensível à criança e ao jovem implica considerá-lo em sua integralidade, respeitando-o em sua singularidade.

“As ações de acolher, consolar, esclarecer e orientar, bem conduzidas e pautadas na vivência da “fraternidade legítima”, conforme nos alerta Emmanuel, possibilitam a construção de laços de confiança e afeto com pessoas, com a mensagem espírita e com a própria instituição, proporcionando o conforto de percebê-la como espaço familiar de confraternização e aprendizado”, lembrou-nos a equipe do Núcleo de Infância que conduzia a tarde.

Após o intervalo, outras propostas de atividades lúdicas e inclusivas: A Casa do Zé. Todos os presentes cantaram e dançaram com animação, em roda que estimula o uso da linguagem corporal e música, a alegria e vinculação com o evangelizador. 

 “Pra entrar na casa do Zé

Tem que bater o pé

Pra entrar na casa do Zé

Tem que bater o pé

Lê lê a, agora já posso entrar

Lê lê a, agora já posso entrar

Mas você tem que bater palmas também (...)

Mas você tem que dar um pulinho também

Mas você tem que dar um pulinho também

Dá um pulinho...

Bater palma, bater o pé, para entrar na casa do Zé”(...)

Não acabou por aí. Dividimo-nos em equipe para discutirmos exemplos de situações-problemas e encontrarmos, juntos, soluções em cada uma delas.  Descobrimos (ou relembramos) que na evangelização recebemos como presente de Deus, companheiros de jornada – as crianças e jovens – para AMAR e nesse exercício, estaremos também recebendo a oportunidade de nos evangelizarmos.    “O apoio dos novos métodos de ensino, na dinâmica pedagógica dos tempos atuais, ensejará ajuda, estímulo e segurança ao Movimento Espírita de Evangelização de crianças e jovens, onde professores, educadores e leigos, de corações entrelaçados no objetivo comum, continuarão a recolher dos Planos Acima a inspiração precisa para conduzirem com acerto, maestria e objetividade a nobilitante tarefa que lhes foi confiada em nome do Amor.” (Bezerra de Menezes, 1982, Sublime Sementeira, FEB, 2012).

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Trabalhores espíritas de diversas instituições compareceram para o encontro

“É pela educação que as gerações se transformam e aperfeiçoam. Para uma sociedade nova é necessário homens novos. Por isso, a educação desde a infância é de importância capital.

Não basta ensinar ao evangelizando os elementos da ciência.

Aprender (...) a conduzir-se como ser consciente e racional, é tão necessário como saber ler, escrever e contar: é entrar na vida armado não só para luta material, mas, principalmente, para a luta moral.[…]

Essa tarefa, entretanto, não é tão dificil quanto se pensa, pois não exige uma ciência profunda. Pequenos e grandes podem preenchê-la, desde que se compenetrem, do alvo elevado e das consequências da educação. […]

Instruamos a infância e a juventude, esclareçamos sua inteligência, mas, antes de tudo, falemos ao seu coração, ensinemos-lhe a despojar-se das suas imperfeições. Lembremos-nos de que a sabedoria por excelência consiste em nos tornamos melhores.” (DENIS, Léon. Depois da morte)

Ao final, recebemos como lembrança do encontro, e para a nossa profunda reflexão, o belíssimo texto de Pestalozzi que compartilhamos abaixo com os leitores.

Gratidão aos companheiros de jornada presentes e ao Núcleo de Infância da FEEB por nos proporcionar uma tarde tão rica, cheia de ensinamentos para o trabalho na evangelização e para a vida.

E como o aprendizado deve ser contínuo, outros encontros como esse, com certeza, estão a caminho!

 

Olhai a criança (Pestalozzi)

Quando estiveres entre os teus pequenos, na sala ou no pátio, escrevendo ou criando objetos artísticos, não vos preocupeis tanto com a redação e o objeto: olhai a criança.

Quando confeccionares um lindo painel para o mural de tua instituição, olhai menos para o que estais fazendo, olhai mais para a criança.

A redação, o objeto e o painel são apenas pretextos, tu podes querer que seja uma música ou uma dança, mas não tires seus olhos da criança.

Nunca duvides de que ela é o mais importante do teu trabalho, e que o que fazes só adquire realmente significado se olhares a criança.

Verás a que chora irritada, a que ri contente, a que teme tanto errar que mal consegue ter calma para trabalhar.

Verás a criança ansiosa par acabar e brincar, e a que até se esquece do que está fazendo, enquanto viaja por sua própria imaginação.

Verás a criança amedrontada e aflita, e poderás ajudá-la a encontrar coragem e serenidade.

Verás a criança que chora, e poderás sentar-te ao lado dela até que as lágrimas cessem. Verás a criança que anseia e procura, e poderás auxiliá-la em sua busca.
Verás a criança autêntica, e poderás cultivar sua autenticidade.
Verás a criança alegre, e te alegrarás junto dela.

Se olhares a criança, verás um mundo até então desconhecido. Verás a flor dos sentimentos, a raiz dos valores, a seiva da confiança.

Verás o que está por trás das chamadas malcriações, verás mais e mais além de todas as aparências do mundo adulto, se aprenderes a olhar a criança.

Se olhares a criança, com ternura e paciência, com muita atenção, verás Deus.

 


This article's tags: 2017 feeb Educação e Espiritismo evangelização infantojuvenil

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