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Abril celebramos o Espiritismo na Casa. André Peixinho lança seu livro!

May 6, 2019 11:33 , by Redação CDC - 0no comments yet | No one following this article yet.
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Abril celebramos o Espiritismo na Casa. André Peixinho lança seu livro! 

Como parte da celebração dos 162 anos do lançamento do Livro dos Espíritos, no dia 16 de abril, tivemos uma noite especial ao receber na Casa do caminho, o atual presidente da Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB).

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André Peixinho, médico, filósofo e psicólogo ministrou a palestra 'Evolução e finalidade da alma' e, na mesma noite, lançou o seu novo livro na Casa, colocando-se à disposição para os autógrafos. 
A palestra teve como objetivo abordar um dos princípios da Doutrina Espírita: a imortalidade da alma/transitoriedade do corpo, apresentados para nós por Allan Kardec, de modo inequívoco e magistral,  no Livro dos Espíritos.
 
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Para quem já teve a oportunidade de ouvir André Peixinho com o seu vasto conhecimento e cultura, sabe que o assunto foi abordado de forma clara, alegre, leve, com vários exemplos práticos e casos reais e divertidos, deixando a plateia reflexiva. Vivemos em um mundo material transitório, mas insistimos em nos apegar a ele como se fora eterno e, por isso, sofremos. André Peixinho deixou isso claro de forma alegre, em vários momentos de sua explanação.
Iniciou ressaltando e explicando a importância de compreendermos a diferença entre sermos do mundo ou estarmos no mundo.
 
Andre peixinho3
 
"Qual é a diferença prática entre ser e estar?  Ser é aquilo que nunca mudará. Estar é aquilo que aparece e desaparece. O Ser é permanente. O ser é imortal e, portanto,  não está submetido ao tempo e espaço. Tudo que está submetido a tempo e ao espaço é transitório e, por isso, passageiro. Como diziam os filósofos, o ser é. O existir é estar, e dessa forma, aparece e desaparece. (...). A manifestação do ser é que podemos chamar de existir (existência) - desaparecerá em breve.  
O espírito é geneticamente Divino e portanto, por natureza potencial, perfeitamente Divino." É o Espírito que é a nossa essência perfectível, em evolução constante e progressiva, criada para a felicidade verdadeira e plenitude quando entende-se como ser Divino.  
 
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E qual a importância de compreendermos a diferença entre ser e estar? Proporcionar em cada um de nós, a possibildade de mudança ao olhar para os desafios da vida corpórea e entender todos eles como algo transitório, que passará e deixará em nós apenas o aprendizado. Esse entendimento é capaz de gerar em nós a serenidade necessária para tocar a vida com mais simplicidade e menos angústias.
 
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Peixinho referiu-se ainda sobre a relevância de compreendermos o conceito básico do mundo materialista que é, frequentemente, a causa de muitos conflitos humanos. 
"Naturalmente, no mundo em que vivemos, predominantemente materialista, buscamos atender as nossas necessidades e desejos pessoais. Seja pela força, seja pela astúcia ou seja criando leis que nos beneficiem. Essa é a regra básica da sociedade atual. Uma vez satisfeitas parcial ou integralmente as posses ditas materiais, partimos para as posses afetivas, sociais. Um exemplo: aqui é meu marido (lembrando que toda propriedade é passível de sofrer furto ou roubo - tirando risadas do público). Sem nos darmos conta, a ideia é a criação de uma dinâmica afetiva de dominação, de submissão e construção de regras para manter uma norma de convivência que possibilite que os outros nos obedeçam. Isso gera em nós, a sensação de segurança. Porque é mais difícil lidar com a diversidade, com os diferentes de nós, já que isso nos assusta. Essa é a cultura do mundo materialista. Mantendo um mundo das propriedades e em busca da riqueza material, sem muita reflexão, vamos vivendo a nossa falsa ideia de segurança e estabilidade emocional. Entretanto, vamos também trazendo para nós, as grandes expectativas e suas respectivas frustrações. Com tudo isso, o risco dos transtornos mentais diversos como a depressão.
Finalizou a palestra envolvendo a todos em um grande sentimento de esperança, emoção e harmonia, quando lembrou de forma poética o grande sermão da Montanha realizado por Jesus Cristo - As bem- aventuranças. 
Ao final, os presentes encontravam-se emocionados e foram para os seus lares com muito para pensar.
 
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Após o término da palestra, Peixinho autografou, com tranquilidade e carinho, para os que desejaram, os exemplares do seu novo livro - "As Bem-Aventuranças e outras belezas espirituais".  
No livro, para o nosso deleite, levamos para casa textos produzidos de forma poética com o objetivo de reflexão e esclarecimento sobre o sermão da Montanha. Como citado no prefácio pelo autor, "(...) Mais que o curador e o consolador dos dramas humanos, em Jesus identificamos o caminho, a verdade e a vida para se chegar à plena união com Deus. E como aprendemos com Mahatma Gandhi, o Sermão da montanha encerra lições suficientes para transfomar a história da humanidade, elevando-a à tão sonhada civilização dos valores do espírito."
 
O livro de André Peixinho continua à venda na Livraria da Casa do Caminho e a sua compra contribui para a manutenção das nossas obras sociais e atividades da nossa Casa. 
 
A noite proveitosa de 16 de abriil na Casa do Caminho ficará em nossos corações como mais uma oportunidade de crescimento e evolução moral. Exatamente como nos orientavam os espíritos e Allan Kardec ao lançar, há 162 anos, na França, O Livro dos Espíritos.
 
"Oh cansados e oprimidos... vinde a mim e eu vos aliviarei. Prossegue a sinfonia das palavras que emanam dos lábios do Mestre...
E quão exaustos estão os seres humanos!
Uns, curvados pelo peso das querelas (discussões) cotidianas; outros, enfastiados (entediados) pela rotina do trabalho sem criatividade; outros, ainda, exauridos pelo esforços repetitivos, na tentativa de renovar estruturas sociais; e muitos se sentem sem força e vitalidade para gerir seus próprios dramas existenciais (...).
Assim é a vida percebida como opressão: de forças convergentes entre o contexto histórico e as circunstâncias sociais de uma parte, e o momento existencial evolutivo de outra. 
Quando o sentimento de exaustão se expande em ritmos opressivos e paralisantes, a voz do Mestre, confiável e solidária, assegura que os seguidores da Boa-nova encontrem alívio na Sua presença (...).
Os opressores do mundo são apenas agentes do bem, pois que no sistema divino, tudo que surge travestido de maldade trabalha para aprimorar a alvorada evolutiva dos atingidos... E a ascese (aperfeiçoamento moral), quando se apreende esse sentido, torna-se mais rápida e brota no ser, uma gratidão muito peculiar pelos enganados algozes de um momento... (...)
As opressões lapidam os sentimentos e os quereres, amadurecem um sentido de liberdade que transfoma os grilhões da escravidão do mundo em ferramentas do progresso espiritual.
Quando a exaustão ocorre, ainda assim, os seguidores da Boa-nova bebem na fonte vitalizante do amor evangélico o entusiasmo necessário, que, como tônico imponderável (impalpável, indefinível), os faz prosseguir sempre...
(do livro: As Bem-Aventuranças e outras belezas espirituais/André Peixinho)

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