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Agosto Dourado - O leite materno vale ouro!

August 13, 2020 4:39 , by Redação CDC - 0no comments yet | No one following this article yet.
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Agosto dourado

O mês de agosto é dedicado à intensificação das ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno [1].

O Grupo de Apoio a Gestantes da Casa do Caminho desenvolve uma série de atividades educativas, de conscientização e apoio às mães, para que amamentem seus bebês pelo menos nos primeiros 6 meses de vida, tempo dedicado à amamentação exclusiva.

A campanha "Agosto Dourado" tem origem em um encontro, em Nova Iorque, entre a Organização Mundial da Saúde (OMS) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em 1991 [2]. Por que a cor dourada? Por que o leite materno é considerado um alimento de qualidade ouro para bebês e crianças. 

As pediatras Clotildes Nunes de Melo e Ana Luisa Siqueira, que colaboram com o Grupo, falam mais sobre esta sublime tarefa.

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Amamentação 

O leite materno vale OURO. E agosto tornou-se o mês dourado com o objetivo de esclarecer e incentivar a amamentação.
Dar leite materno ao bebê é dar vida. A função materna não se extingue no parto, ao contrário, se prolonga por toda a vida. E os cuidados com este ser que nasce exige o suprimento de nutrição do corpo e da alma. Sob o carinho e dedicação destas mãos maternas que o acolhem está uma sublime forma de amor que existe entre os seres humanos: amamentar. É um dos exemplos de amor que foi legado pelo divino.

O ato de amamentar é uma troca afetiva. A mãe e o pai sentem-se plenos e o bebê reconhece este sentimento através dos seus cuidados, do seu aconchego, do seu olhar. E nestes momentos então se criam e sedimentam vínculos que os unirão por toda a existência. Esta é a maior nutrição: o alimento da alma.

Além de nos ensinar o amor puro, a amamentação também carrega outra lição; de que a natureza é perfeita. O leite materno, desde as primeiras gotas, contém tudo que a criança precisa para se nutrir e desenvolver. O que aos nossos olhos pode parecer “ralo” ou “pouco”, na verdade é um elixir de imunidade, pensado para proteger o bebê de todos os riscos que envolvem o nascer. É a primeira e mais poderosa vacina que existe.

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Enquanto o bebê ainda está na barriga da mãe, a natureza vai sabiamente selecionando o que oferecer para a criança que está por vir. Tudo é pensado e harmoniosamente programado: o ambiente em que a criança vai nascer, a quais vírus e bactérias ela estará mais exposta – as informações são percebidas durante a gestação e começa o mágico ciclo de alimentar e nutrir. Por isso, não há no mundo, melhor alimento para o bebê do que o leite materno; ele é feito sob medida para cada criança.

Em um momento como o que estamos vivendo, com medo de contaminação e de adoecer, se torna ainda mais importante lembrarmos da amamentação. Não temos ainda vacina contra o COVID-19, mas o melhor que podemos oferecer para as crianças é o leite materno. Ele será a primeira e mais importante barreira imunológica de proteção para o bebê. A Sociedade Brasileira de Pediatria e os órgãos de saúde internacionais reforçam a cada dia de que a amamentação deve ser incentivada, especialmente no cenário atual. Mães com suspeita ou confirmação de infecção pelo coronavírus também podem amamentar, desde que estejam em condições clínicas que permitam a amamentação.

Como mensagem final que aprendemos com a natureza e a beleza da amamentação, está a certeza de que não estamos sozinhos nesse processo. Amamentar não é um ato solitário ou isolado, ele abraça muito mais do que a mãe e o filho. É preciso uma tribo, um bando – uma rede de apoio. Apesar de instintivo, para muitas mulheres pode ser um momento desafiador; e está tudo bem. Nessa hora surgem os maiores aliados: pai, avós, tias, amigos e todos aqueles que estão dispostos a fazer dar certo.

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Os desafios e dúvidas podem surgir, e as melhores estratégias para seguir em frente são o conhecimento e o apoio.
Confiar na amamentação é confiar na divindade da natureza, da criação. Confiar na nossa genuína capacidade de amar e cuidar uns dos outros.

Clotildes Nunes de Melo e Ana Luisa Siqueira
Pediatras. Colaboradoras do Grupo de Apoio a Gestantes da Casa do Caminho. 

 

SAIBA MAIS SOBRE O GRUPO DE APOIO A GESTANTES!

https://casadocaminho-pae.org.br/noticias/casa-do-caminho-comemora-os-10-anos-de-trabalho-do-grupo-de-apoio-as-gestantes 

https://casadocaminho-pae.org.br/noticias/retrospectivacdc2018-grupo-de-apoio-a-gestantes  

REFERÊNCIAS: 

[1] Sociedade Brasileira de Pediatria: https://www.sbp.com.br/especiais/agosto-dourado/

[2] Blog Medicalway: https://blog.medicalway.com.br/agosto-dourado-entenda-o-que-e-e-como-aderir-a-essa-campanha/

 

890. Será uma virtude o amor materno, ou um sentimento instintivo, comum aos homens e aos animais?

“Uma e outra coisa. A Natureza deu à mãe o amor a seus filhos no interesse da conservação deles. No animal, porém, esse amor se limita às necessidades materiais; cessa quando desnecessário se tornam os cuidados. No homem, persiste pela vida inteira e comporta um devotamento e uma abnegação que são virtudes. Sobrevive mesmo à morte e acompanha o filho até no além-túmulo. Bem vedes que há nele coisa diversa do que há no amor do animal.” (O Livro dos Espíritos/ Allan Kardec)

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