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As mães da Casa do Caminho. Conheça suas histórias

May 9, 2021 22:42 , by Casa do Caminho - 0no comments yet | No one following this article yet.
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Mães da Casa do Caminho #1 Mariana - Youtube
 
Durante uma aula sobre a Doutrina Espírita na Casa do Caminho - PAE, algumas mães, envolvidas pela emoção do momento associada ao assunto estudado, decidiram contar suas histórias.
Não, nós não conhecíamos suas histórias, mas ficou extremamente claro que elas mereciam ser compartilhadas. E mergulhamos no mundo maravilhoso das mães.
No mês que celebramos uma data especial para as mães no plano físico, vocês terão oportunidade de conhecer um pouco dessas histórias.
Temos certeza que aqui estão alguns desses emocionantes relatos de amor. São relatos reais que nos ensinam um pouco sobre a beleza do ato de educar, um dos maiores desafios do ser humano encarnado. 
Cada uma delas te surpreenderá em algum aspecto, demonstrando a presença da Providência Divina em nossas vidas.
 
"Afinal de contas... Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos?
Disse Jesus para nos lembrar um conceito importante acerca dessa experiência, que é universal.
A verdade, se assim podemos chamá-la, é que todos somos mães. Ontem, hoje, agora, amanhã e daqui a pouco.
A maternidade é um verdadeiro hóspede que não necessariamente experimentaremos no berço do sentido físico.
Porém, as lembranças nos revisitam a oportunidade de ter por perto os preciosos filhos do ontem, quiçá os amigos de agora, mas que certamente serão irmãos maternalmente amorosos do amanhã."
Por isso, abençoadas sejam as lembranças, ainda que de hoje mesmo.
 
A Casa do Caminho-PAE deseja a todos que exercem o papel da maternidade, em cada uma das oportunidades que a vida oferece, sabedoria, serenidade e muito amor no dia de hoje e durante todo o mês de maio.
 
Nesse primeiro relato, você vai conhecer a história de Mariana que decidiu vivenciar essa reencarnação!
 

 MARIANA, FRUTO DE PERSISTÊNCIA E RESISTÊNCIA DO ESPÍRITO.

 Tudo começou quando eu descobri que estava grávida. Era jovem, participava da juventude espírita de um centro em Salvador. Eu estava com uma pessoa que também frequentava o mesmo ambiente. Conhecemo-nos e nos tornamos amigos e namorados.

Depois de quatro meses, a paixão foi ficando mais forte e sem planejar o futuro, engravidamos. Fazíamos faculdade, éramos muitos jovens. Naquele período lembro-me que alguém sempre sonhava com criança, e dizia: “alguém vai engravidar”. Minha avó chegou a sonhar e minha ex-sogra também comentava que havia sonhado com uma menina correndo pela sala... 

Um belo dia na aula de línguas antigas, na universidade, a professora comentou uma palavra latina que permaneceu como original em vários idiomas. Eu achei aquela explicação tão bonita, foi então que senti uma voz que dizia: “Mariana”. Pensei: vou dar esse nome a minha filha e senti uma emoção muito forte!

Naquele período, eu fazia duas faculdades e uma delas me inspirou a dar o nome de minha filha, a outra faculdade era musicoterapia que não cheguei a concluir, mas usei muitas técnicas para a chegada dela.

Eu ouvia muito músicas clássicas e instrumentais. Assim, já sabendo que estava grávida de 15 dias, resolvi escolher um curso apenas.

Reunimos a família pra contar e, como toda família tradicional, acharam que deveríamos nos casar, apesar de que, entre nós, já havíamos acordado um casamento, um laço mais forte. Hoje já estamos separados e cada um constituiu outras famílias.

A gravidez transcorreu com algumas cólicas, o médico dizia que eu deveria ter repouso, não pegar peso etc. Nós não trabalhávamos, não tínhamos plano de saúde que cobrisse a gravidez e, como não planejamos, nem pensávamos nisso. A minha mãe, então, resolveu fazer um plano de saúde, porém havia carência para vários exames.

No início de março de 1994, o pai de Mariana nos inscreveu para um curso de gestantes. Fomos no dia 8 de março, era um curso gratuito, fim da tarde, num grande hospital. Lembro-me que estava com 20 semanas de gestação, ou cinco meses e, durante o curso, aprendi a respirar, a trocar fraldas, carregar um boneco. O curso ainda iria continuar, mas quando chegamos em casa, minha sogra havia feito um mingau de aveia e, por volta de 21 horas, me sentia cansada e com sono. Fomos nos recolher.

Durante a madrugada, senti como se eu tivesse feito xixi na cama. Vi minhas roupas molhadas e o lençol da cama e achei que não fosse nada. Com insônia e sentindo umas cólicas, percebi que ainda estava com vontade de urinar. Levantei-me, eram umas seis horas, mais ou menos, e fui até o quarto da sogra e avisei a ela que eu estava fazendo xixi toda hora e molhou a cama. Ela imediatamente levantou da cama e foi ver o que era. Não era líquido de urina, era o líquido amniótico que havia vazado. Nessa hora todo mundo já havia acordado, inclusive o pai que nem sabia do ocorrido, porque eu não quis acordá-lo. Minha sogra, na época, ligou para o obstetra de sua confiança, que já estava me atendendo desde o início, e ele pediu que fosse pra clínica para examinar.

Às sete e meia da manhã estava já chegando à clínica. Avisaram a minha mãe que mora até hoje no interior. O obstetra examinou, eu já estava com um e meio de dilatação e recomendou que fosse urgente me internar. O meu plano de saúde dava cobertura ao meu atendimento mas não havia como incluir a criança. O obstetra ainda se aproximou de mim e disse:

- Você sabe, não é minha filha, que essa criança pode não nascer viva. É quase que um aborto.

Eu nem sabia o que pensar...só sei que lá no fundo do meu coração algo me dizia que não era verdade aquilo que estava ouvindo.

Chegando ao hospital, fui para o quarto preparar-me para o parto. As dores já estavam intensas e às 15h, eu já estava na sala de parto. O pai de Mariana observava da pequena janela ao lado, mas não podia entrar. Começaram as dores e, mais uma respiração que o obstetra me conduziu; nasceu Mariana, bem pequenina, de parto natural!

Ele a carregou e colocou em meu peito. Eu disse algumas palavras bem baixinho para ela: “oi meu amor!” Deixa-me ver com quem você parece... com o papai! Logo depois o pediatra a examinou ao meu lado e escrevia algumas informações:

- Peso? – perguntava ele a enfermeira.

- 490 gramas, doutor.

Eu ouvia todo aquele procedimento enquanto o médico obstetra dava pequenos pontos no meu períneo. De repente o pediatra diz:

- Parou de respirar, foi a óbito! Assinou um termo e entregou também ao obstetra, que disse:

- Não, eu não preciso assinar. Eu sou médico apenas da parturiente, Leilane.

E, de repente, eu fiquei imóvel sem saber o que dizer... não sabia se aceitava de Deus aquela notícia ou se questionava se era verdade. Não havia ninguém ali ao meu lado. Nessa hora fiz uma prece e perguntei: “E agora, meu Deus? Que estranho... não consigo levantar...não tem ninguém aqui comigo...” 

Senti um vazio muito grande! Levei uma hora naquele corredor vazio, gelado e sem ninguém pra me explicar, nem chamar algum parente. Eu estava sonolenta e já pedindo a Deus que aparecesse alguém pra me tirar dali...

Foi então que veio uma enfermeira, em silêncio e foi empurrando a maca. Quando cheguei na parte dos visitantes, estavam lá minha tia, Dona Lili, o pai de Mariana e minha sogra. Eu olhei pra eles e não sabia o que dizer. Minha ex-cunhada com um ramo de flores lindas que veio me entregar... eu recebi as flores, senti seu perfume, respirei e disse:

- Não sobreviveu. 

Contei como tudo ocorreu. E aí no final questionei: para dizer que alguém morreu não tem que esperar 24 horas? E aí o pai de Mariana me confortou, mas desabou fora do quarto pra que eu não visse seu tamanho pesar.

Minha mãe já estava perto e quando entrou no quarto chorei, pegando em sua mão.

A essa altura ocorria outra cena que não vi, mas minha tia, Dona Lili e minha sogra vivenciaram. Elas me contaram que queriam ver o feto, com quem se parecia e vestir a “roupinha de pagão para enterrar”. Perguntou a uma enfermeira que estava atrás de um balcão de vidro transparente e atrás dela, um refrigerador branco. Balançou a cabeça afirmando que sim e deu uns passos para trás; abriu a geladeira e retirou de dentro um bolo de algodão enrolado. Em seguida, ela se aproxima das duas senhoras, vai desenrolando o algodão da cabeça e mostra o seu rostinho. De repente aquele neném, Mariana, abre a boca e respira como se desse sua primeira respiração para aquela nova vida!

Minha sogra e minha tia ficaram admiradas com aquela cena. Minha tia se tremeu e falou que a criança estava respirando. Nesse momento, minha sogra deu um alarde: “Ela tá viva!”

A enfermeira ficou perdida. Enrolou novamente a cabecinha do neném e colocou na geladeira dizendo que era fase terminal.

Foi aí que minha tia, Dona Lili, conversando com Tia Bia, decidiu irem juntas reclamarem do ocorrido, juntamente com minha sogra, na administração do hospital.

Só lembro que chegou um homem dizendo que era médico, mas ninguém sabia quem era, porque depois sumiu, e ninguém sabia dizer ao certo. Disse-nos que Mariana estava bem e já se encontrava na incubadora...

Quando o médico saiu, ficamos emocionados e sem saber ao certo o que ocorrera. 

Mariana levou seis meses para ganhar peso, foi uma luta e tanto! Foram muitas suposições médicas... que Mariana iria ficar cega, débil etc., por causa do nascimento muito prematuro, com 5 meses e 490 gramas.

Mas tudo passou! E passou com muita luta e certeza de que Deus está sempre no controle! Quando os médicos pediam para nós decidirmos sobre em que eles tinham que intervir, como cirurgias e remoção para outro hospital, nós dois, imaturos que éramos, rogávamos ao Pai que nos desse a certeza do que fazer. E mais uma vez, Mariana nos avisava dando os sinais de perda de peso, mudança de cor da pele ficando arroxeada, etc.

Mariana hoje tem 25 anos, não teve nada do que os médicos disseram, sempre foi um espírito sensível, tranquilo e amoroso. Mudou a vida de muita gente daquele hospital que não acreditava em Deus, na espiritualidade, na minha família. Mesmo tendo vindo de uma família que estudava a doutrina espírita, eu não tinha essa total fé na espiritualidade!

Nesse ano de 2019, Mariana formou-se em Direito e escreveu exatamente o título dessa história. Nesse dia nos fez relembrar de toda sua trajetória e ela contou-me rindo:

- Ai meu Deus! Você aqui chorando e lembrando do meu nascimento e vovó e papai lá na casa deles, na hora do jantar, também chorando e lembrando da mesma coisa!

Eu disse a ela:

- Pois é minha filha, independente de hoje já termos outras escolhas, eu agradeço a Deus pela sua existência, por eu estar nessa encarnação sendo sua mãe e por minha Dona Lili e sua avó paterna terem tido a intuição de ver que você queria viver!

E que você sempre se lembre nas aflições da vida, na hora do choro, da tristeza, na hora de querer desistir de seu sonho... lembre-se que você queria viver! Você é resistência e persistência!

Nos abraçamos muito nesse dia com sua irmã, Clara, que veio três anos depois desse episódio para fazer parte do nosso amor!

 

 

171. Em que se funda o dogma da reencarnação?

“Na justiça de Deus e na revelação, pois incessantemente repetimos: o bom pai deixa sempre aberta a seus filhos uma porta para o arrependimento. Não te diz a razão que seria injusto privar para sempre da felicidade eterna todos aqueles de quem não dependeu o melhorarem-se? Não são filhos de Deus todos os homens? Só entre os egoístas se encontram a iniquidade, o ódio implacável e os castigos sem remissão.”

Todos os Espíritos tendem para a perfeição e Deus lhes faculta os meios de alcançá-la, proporcionando-lhes as provações da vida corporal. Sua justiça, porém, lhes concede realizar, em novas existências, o que não puderam fazer ou concluir numa primeira prova (...).

A doutrina da reencarnação, isto é, a que consiste em admitir para o Espírito muitas existências sucessivas, é a única que corresponde à ideia que formamos da justiça de Deus para com os homens que se acham em condição moral inferior; a única que pode explicar o futuro e firmar as nossas esperanças, pois que nos oferece os meios de resgatarmos os nossos erros por novas provações. A razão no-la indica e os Espíritos a ensinam

(O Livro dos Espíritos, Allan Kardec) .


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