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Joana: uma história de amor. Episódio 2: as mães da Casa do Caminho

May 16, 2021 0:32 , by Vicente Aguiar - 0no comments yet | No one following this article yet.
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As mães da Casa do Caminho-PAE decidiram contar as suas histórias ... E todas elas são surpreendentes!
Nesse segundo relato, você vai conhecer a história de Joana que demonstra o quanto o perdão pode nos ajudar a desenvolver laços de afeto. E quem mais ganha com isso? Nós mesmos.
No dia das mães, trouxemos o episódio n.1, a história de Mariana que demonstra a persistência de um Espírito:
 
 
A Casa do Caminho-PAE deseja a todos que exercem o papel da maternidade, em cada uma das oportunidades que a vida oferece, sabedoria, serenidade e muito amor no dia de hoje e durante todo o mês de maio.
 
 

Joana desenho

Desenho feito por Joana, aos 09 anos de idade
 

 Uma História de amor: o perdão me ajudou a criar laços de afeto!

https://m.youtube.com/watch?v=2E1mfY4cjPU&feature=youtu.be

Meu pai José conheceu o espiritismo aos oito anos de idade quando vivia com simplicidade em Caxias do Sul, com meu avô, minha avó e seu irmão. Médium ostensivo, tornou-se um estudioso da doutrina espírita. Minha mãe Maria, nascida aqui no sertão baiano, era muito católica quando se casou com o meu pai, mediante permissão do meu avô, um comerciante reconhecido da região. Década de 1950 e, a partir daí, mamãe deu luz a quatro filhos, até que eu nasci, no ano da revolução, 1964, a quinta e última da prole, quase seis anos depois do meu irmão caçula. Como diziam naquela época, a pequenina era final de safra, por isto, carinho e chamego não me faltavam.

Ainda pequenina, já presenciava o Evangelho no Lar e sessões mediúnicas na nossa casa. Às vezes até dormia escutando o que não entendia, entretanto, fui crescendo e entendendo o amor, a caridade e o perdão sempre próximos. Nossa mãe àquela altura já tinha compreensão sobre a doutrina espírita trazida por Allan Kardec. Tínhamos muitos amigos espirituais e frequentávamos comunidades as mais diversas. Ali fomos aprendendo, com alegrias e com todas as dificuldades que passamos. Eu não compreendia o sofrimento como algo eterno ou que não ia acabar, logo pensava que ia passar, fosse uma doença ou algum acontecimento que não esperávamos. Nos fortalecíamos unidos na fé, atentos aos ensinamentos de Jesus e sob a orientação de nossos irmãos espirituais protetores. Eles nos acalmavam e, muitas vezes, nos mostravam um caminho para a solução, sem dúvida, na medida do nosso merecimento (...).

Minha irmã mais velha se casou com um rapaz inteligente e calmo - esse sempre foi um irmão, quase um pai para mim, e tiveram duas filhas e um filho; alguns anos depois, meu irmão mais velho casou-se e tiveram duas filhas e um filho - sua esposa, que se formou em medicina, foi quem me ensinou a andar de bicicleta na infância. Eu já tinha seis sobrinhos quando meu irmão caçula se casou com uma jovem muito doce e tiveram um menino e uma menina. Minha irmã do meio e eu não tínhamos casado, morávamos com nossos pais e convivíamos muito próximos com esses sobrinhos - crianças encantadoras. Nossa casa passou a ser a casa da vovó e do vovô! Aconteciam encontros barulhentos aos domingos - casa cheia! Nossa casa cresceu, nossa família cresceu, nossas crianças trouxeram luz. Eu era uma tia presente, cuidava e me divertia. Verdade que lembrava do tempo que era criança e brincava de bonecas - eu era apaixonada por bonecas bebês e pequeninas, logicamente, queria ser mãe: para cuidar, para ensinar, para dar amor.

Aos 32 anos não havia casado e se distanciava a hipótese de ter filhos biológicos, pois era normal na época ter o primeiro filho até os 30. Mas não pensava somente nisso. Dedicava-me aos estudos, à família e ao trabalho. Tive alguns namorados, saía com meus amigos e cheguei a fazer algumas viagens para conhecer outras cidades. Até que o destino me apresentou meu companheiro aqui em Salvador: um artista pintor, encantador! Fui apresentada a ele por um amigo comum. Lá, então, começou a nossa história. Namoramos por seis longos anos e, aos 37 anos, firmamos nossa união. Já se sabia que ainda seria possível ter filhos até os 40 anos ou mesmo até os 42, porém não era essa a história que estava escrita (...).

Ao anunciar nossa união, um espírito amigo da família nos atendeu e perguntou se estávamos certos do que estávamos planejando, pois tínhamos valores diferentes. Um pouco assustada, eu me adiantei e disse – estamos certos sim; meu coração já estava cheio de amor para superar todos os obstáculos que fosse preciso. Entretanto, percebia claramente que éramos diferentes no conceito família, mas não pelos nossos valores de amor ao próximo, por exemplo. Poderíamos, entretanto, viver algum conflito moral. Acreditava que o tempo, sabedor de todas as coisas, iria nos permitir alinhar nossas diferenças(...).

Juntos no mesmo teto, eu tinha um modelo preestabelecido de família e queria que tudo funcionasse como era na minha casa com meus pais. Não era bem assim! Passados alguns meses de euforia, percebi um certo desagrado com os costumes diferenciados, coisas bobas. Para ele, não era do mesmo jeito que tinha que ser, pois havia vivenciado um modelo diferente. Unimos também nossos amigos que nos animavam; até nos chamavam de Casal 20, parodiando um seriado antigo da TV. Sua profissão o levava muitas noites para eventos de arte e eu o acompanhava na maioria das vezes, apesar de trabalharmos durante todo o dia. E assim fomos seguindo.

Um ano após, me dediquei aos estudos de especialização e ao mesmo tempo foi o momento de dedicar-me também aos cuidados de meu pai José, que veio a falecer. Um momento difícil na minha vida, pois ali chegava o momento de me reconhecer como espírita de fato, ao me separar dele e dos irmãos espirituais que convivíamos através da sua mediunidade. E agora José? Mesmo constituída de fé e na crença da existência da continuidade da vida, foi um choque. Era necessário ultrapassar aquele momento de tristeza provocado pela saudade imensa e, contudo, acolher minha mãe Maria, sofrida, pois fariam quase 60 anos de convivência.

Naquela ocasião meu companheiro esteve presente ao meu lado, e ali na nossa casa já havíamos estabelecido uma rotina, compartilhando o mesmo espaço. Eu queria ser mãe, porém o tempo passava e não acontecia. Eu já havia completado 40 anos de idade.  Daí, procurei especialistas para orientar-me. Estava um pouco acima do peso e logo um médico disse para mim:  você deve emagrecer, deve ser por isto que não engravida e não faço parto em mulher gorda. Saí do consultório triste e um pouco chateada. Entendi suas limitações e procurei um outro profissional. Nesta consulta me animei, porque o novo médico foi receptivo e positivo. Após analisar os resultados dos exames, disse-me que minha idade já era considerada de risco para gravidez, mas era possível acompanhar com tranquilidade. De imediato, recomendou uma cirurgia para retirada de mioma e, uma vez realizada, estaria pronta para engravidar. Assim fizemos.

Já era o nosso terceiro ano juntos e ela, nossa filha, já havia nascido do ventre da sua mãe biológica. Eu não sabia, algo estava estranho; nele crescia uma angústia, uma dúvida, um sentimento de injustiça perante minha ingenuidade; de uma forma ou de outra, sentíamos que algo não estava bem. Assim seguimos. Fiquei grávida pela terceira vez e nesta cheguei no terceiro mês, cerca de doze semanas. Até ganhei fraldas, roupinhas e sapatinhos dos familiares e amigos. Já estava sentido aquele Ser parte de mim, sentia-me plenamente Mãe experimentando a sensação de poder gerar um bebê, disposta a recebê-lo com saúde ou qualquer distúrbio, como havia me dito o médico sobre o risco que corria em função da minha idade. Não importava, eu estava preparada. Mas não vingou, como diz o povo. Aquele Espírito retornou à casa do Pai. Chorei, rezei e senti um vazio. Depois pude entender que não era o momento ou o lugar daquele Irmãozinho e que, por hipótese, pode ter vindo com a missão de me causar a sensação da maternidade e preparar-me para receber minha Filha de Amor. Só Deus, sabedor de todas as coisas.

Ela já tinha um ano e onze meses quando meu companheiro falou sobre uma filha linda que teria tido com outra mulher. Não foi planejada por ele, pois foi concebida em um dos poucos encontros, num daqueles dias que não estávamos compartilhando plenamente a nossa união. Como dizem os jovens: a casa caiu para mim. Fiquei muito triste. Naquele momento fui impactada por uma notícia inesperada. De imediato, não tive a sensação de traição, mas uma sensação de perda por não ter sido capaz de gerar aquela nossa filha para ser minha – seria egoísmo da minha parte?

Ele logo me pediu perdão por ter me traído (à luz da lei da sociedade em que vivemos) e estava certo de que não queria que nos separássemos. Pediu que eu decidisse e disse para mim - “eu te amo e quero continuar vivendo com você, mas não abandonarei a minha Filha”. Daí, por três dias, o questionei sobre todos os acontecimentos para refletir sobre a sua conduta e poder tomar uma decisão. Não pensei de imediato em desistir do que havíamos plantado para florescer nossa Família. Lembrei que nosso mestre e amigo Jesus proferiu: “onde quer que se encontrem duas ou três pessoas reunidas em meu nome, eu com elas estarei” (Kardec, Allan apud S. MATEUS, Cap. XVIII, v.20)[1], e então continuamos, dia a dia, dialogando de forma madura, ainda com ressentimentos da minha parte, obviamente, entretanto, certa de que todas as vezes que estivéssemos ali juntos, Jesus estaria conosco, iluminando o caminho a seguir.

Precisava decidir, não poderia deixar o tempo passar, era preciso escolher continuar o Casamento pela Lei do Amor ou desistir do Casamento pela Lei da Sociedade. Quais barreiras eu deveria enfrentar? Era uma enteada que estava chegando na minha vida, mas eu ainda não tinha a dimensão do quanto seríamos unidas e que iniciaria ali uma História de Amor escrita nas estrelas.

Então, dentre algumas opiniões com quem pude compartilhar o fato, esta foi fundamental: “a decisão é sua, somente sua e baseada no que você pode suportar (psicologicamente falando).” Além dessa orientação, pensei profundamente nas lições que recebi dos meus Pais e dos espíritos Irmãos que nos acompanhavam e nelas me apoiei. Tratava-se de uma oportunidade de exercitar plenamente o amor, a caridade e o perdão.  Sabia que não seria fácil. Para meu companheiro também não seria nada cômodo, ser o culpado, o perdoado ou mesmo o desprezado por ter sido julgado. Não, ele era o meu Companheiro, e quem seria eu para julgá-lo por uma felicidade que Deus lhe concedeu de gerar uma filha para criar e cuidar? Caberia a mim a esta altura da história decidir se o ajudaria a criá-la.

Passaram-se quinze dias e não havia decidido. Ainda não conhecia a pequenina, apesar de ele logo propor conhecê-la, mas eu não estava estruturada emocionalmente, por razões claras. Pensava todo o tempo, certa de que tínhamos uma história de vida em curso e sabíamos que não estávamos juntos por um motivo qualquer. Conclusivamente, lembrei-me que fomos alertados por um irmão da espiritualidade sobre algum conflito moral que poderíamos passar. Naquele instante, decidi prosseguirmos juntos, já era a decisão. De sorte, havia um problema a administrar, as relações sociais, trazendo a todos uma notícia que feriria leis sociais e que poderia ser desmoralizadora para nós. Entretanto, estávamos resolvidos. Meu coração palpitando, falei para ele – traga sua filha até nossa casa e, no domingo seguinte, aconteceu.

Era um domingo ensolarado, arrumamos a casa para receber a pequenina Joana. Sua mãe biológica a preparou para o encontro e colocou nela um vestidinho rosa que guarda até hoje. Papai foi buscá-la e quando chegaram vi aquele toco de gente, linda; meu coração palpitou forte, me abaixei e abri meus braços para recebê-la, foi um encanto. Olho no olho, me aproximei e a abracei carregando a pequenina no colo; ela me olhou e não estranhou. Colocamos um vídeo do filme “Madagascar” para passar na televisão. Lá em casa tinha um puff e ela logo pediu para subir, como uma artista no palco cantou fazendo a coreografia do tema do filme que dizia assim: “eu me remexo muito, eu me remexo muito”. Gargalhamos e ela se sentiu à vontade, ainda que sem muito compreender quem era aquela pessoa na casa do papai. Foi um momento inesquecível. Instante mágico em que estava chegando a nossa criança.

Nunca passou pela nossa cabeça afastá-la da mãe biológica, obviamente. E, com muito respeito e cuidado, ao longo desses mais de doze anos de convivência não tivemos um conflito sequer. O Papai exemplar, muito amoroso e emocionado com o aprendizado da sua pequena, sensível. O olhar do papai artista registrava tudo em fotografia a melhor obra de arte, Joana.

Eu, presente. Começávamos uma nova etapa de vida. Uma nova relação com a presença dela nos aproximando com amor. Logo nos primeiros dias que a vi, me veio a vontade de ser parte na criação daquela menina linda e esperta. Pensei, sem drama, história que segue. Muito preocupada em acolhê-la nos momentos iniciais que estivemos juntas, pois precisávamos nos adaptar, policiava-me para não transferir algum sentimento ruim que, porventura, ainda tivesse relação com os fatos adversos. Comecei a ler através da internet em sites especializados como cuidar de crianças, por idade, e trocava ideias com outras mães.

Em verdade, existia entre mim e a mãe biológica um conflito nada fácil de lidar, nossos costumes culturais, e percebia que eu precisava amadurecer neste sentido. Era tudo diferente. Quais eram os meus limites? Até onde eu poderia agir? O que eu poderia fazer? Socialmente, todas essas questões a saber e apreender. Muito feliz, digo que, atualmente, a empatia que se constituiu entre nós nos fez superar certas dificuldades de convivência.

Passaram-se mais dois anos.  Nós três, eu ele e Joana, em família, sempre aos finais de semana íamos à praia, parquinhos de diversão, no Museu da Criança ali em Patamares, ao cinema, nos espaços de arte para crianças e muito mais. Também virou rotina ir às casas das vovós. Minha mãe muitas vezes nos fazia companhia nos passeios semanais. Ela foi acolhedora, compreensiva e, apesar de preocupada com minha decisão, proferiu palavras de incentivo para que eu alicerçasse a relação que se constituía nos valores de Família. Aqueles valores que falamos no início dessa história. Ela foi fundamental para mim na construção dessas relações.

Adiantados, começamos a trocar ideias sobre o futuro de nossa Pequena e escolhemos uma boa escola. Eu, a partir daí, fui bem participativa no acompanhamento escolar de Joana, inclusive com anuência de sua mãe. Conversávamos por telefone, porém, até então, não tínhamos nos encontrado pessoalmente. O Tempo, sabedor de todas as coisas, havia de encontrar o melhor momento. E assim se sucedeu, através da nossa pequenina que, pela segunda vez, contraiu uma pneumonia viral.

Há fatos na vida que sabemos que não são do acaso. Desta vez, não havia vaga no hospital e assumimos tratá-la na nossa casa. Dedicamo-nos. Foram dias difíceis compartilhando os cuidados, por quase três semanas; me senti inteiramente Mãe. Ela foi curada, mas ainda necessitava de fisioterapia para os pulmões, por ter tido uma atelectasia, que se trata de um colapso parcial do pulmão que pode ser grave se não tratado. Sua mãe biológica acompanhava sobre os cuidados à distância, trabalhava muito e emitia confiança em nós. Ainda não estávamos amadurecidas para o primeiro encontro. Mais tranquilos, fomos levá-la até a sua mãe, quando então nos conhecemos pessoalmente. Com muita alegria ouvi desta Mulher simples e corajosa: “Joana é de nós duas, nossa filha”. Emocionada, a abracei e agradeci a sua generosidade. A pequena, presenciando aquela cena, ensaiou um sorriso para nós duas.

Estava estabelecida a nossa relação, Mãe e Filha, Joana não mais me chamava de tia, e sim de mamãe. Meu coração já estava preenchido do amor incondicional. Não media esforços para dar-lhe o que precisava e que estivesse ao meu alcance, acolhendo-a em todos os momentos que podia, fosse através do papai, ajudando-o a criá-la, através de sua mãe biológica, trocando ideias sobre ela, ou mesmo atendendo às suas demandas de criança. Levava a doutrina espírita através dos livros infantis que líamos toda noite. Meu tempo se multiplicava. Dava conta de trabalho, da casa, do meu marido e da Filha de Amor que Deus me enviou. 

Ela cresceu, hoje já próximo de completar 15 anos, é uma menina linda, por dentro e por fora. Vive na nossa casa e na casa da sua mãe, numa rotina que se estabeleceu para mantermos uma convivência saudável e permanente. Não é fácil para ela, pois convive com duas realidades diferentes de costumes adversos, entretanto, tem tido uma capacidade admirável de compreender os limites de cada ambiente.

O diálogo sempre foi um caminho para atravessar esse percurso, como qualquer outro com obstáculos que é preciso tomar fôlego para ultrapassá-los, e ultrapassamos. O caminho principal foi o da fé, dos valores morais que construímos juntos, evangelizando nossa filha com os ensinamentos de Jesus. Nós a levávamos na Casa do Caminho e sua mãe biológica a levava para a Igreja Católica do bairro onde mora. Não temos dúvida que sua educação fundamental de princípios e valores morais foram plantados. Assim, continuamos mostrando os caminhos e crescendo juntos como uma Família.  Lá, como nossos pais nos ensinaram.

Essa história mudou minha vida aprendendo a ser Mãe. Como diz o ditado popular: ser mãe é desdobrar fibra por fibra e assim me dedico a cuidar dela para ser uma pessoa saudável de corpo e de alma. Cuidando e mostrando exemplos de amor para que compreenda o mundo na sua diversidade e que a faça ser uma pessoa sem preconceitos e sem aceitar preconceitos; mostrando os exemplos do mestre Jesus para que a ajude a ser uma pessoa livre para escolher o Bem como conduta perante a humanidade; e oferecendo boas escolas para que possa ter um posicionamento crítico perante a sociedade e escolher seguir uma profissão que a faça feliz por servir ao próximo e servir de exemplo para seus seguidores.

A Casa do Caminho nos recebeu de portas abertas e aqui estamos há mais de 10 anos, aprendendo, dia após dia, com os ensinamentos da doutrina de Allan Kardec e com as oportunidades que nos oferece para crescimento e evolução espiritual. Sem dúvida, esse amparo que agradeço a Deus, foi um dos pilares para superar as dificuldades e compreender quais mudanças morais que precisávamos fazer para prosseguir, e ainda temos muito a saber.

Não gerei e nem gestei organicamente nossa Joana. Juntas geramos um Amor Verdadeiro, geramos uma relação sem fronteiras. Sou uma Mãe Feliz e a certeza de que ainda teremos muitas alegrias juntas.  Sua mãe biológica tem grande participação nesta construção de afeto entre nós. Eu e o Papai procuramos superar conflitos das leis da sociedade através das Leis de Deus. E assim seguiremos numa construção de paz e harmonia familiar. Agradeço ao Pai Celestial por esta oportunidade. 

[1]”. KARDEC, ALLAN. Evangelho Segundo o Espiritismo. Versão digital, 2019.

 

"A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não for misericordioso não poderá ser brando e pacífico. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. O ódio e o rancor denotam alma sem elevação, nem grandeza. O esquecimento das ofensas é próprio da alma elevada, que paira acima dos golpes que lhe possam desferir. Uma é sempre ansiosa, de sombria suscetibilidade e cheia de fel; a outra é calma, toda mansidão e caridade"

(O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap.X, Allan Kardec).


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