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Veja como foi o II Seminário Unicaminho

January 17, 2018 17:56 , by Redação CDC - 0no comments yet | No one following this article yet.
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Veja como foi o II Seminário Unicaminho

 

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O II Seminário da Unicaminho, que aconteceu na quinta-feira 18/01, foi um marco para a Casa do Caminho em seu projeto de difusão da doutrina espírita na sociedade. Com palestra de abertura de André Luiz Peixinho, Presidente da Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB), sobre o tema “Cuidado e Espiritualidade”, o tema da noite girou em torno do relacionamento entre o Espiritismo e a academia e suas consequências sobre a aprendizagem. Muitos trabalhadores da Casa compareceram para contribuir com a germinação desta semente.

A noite começou com tocante oração, em seguida da leitura do capítulo I do livro A Gênese da codificação kardequiana: “Caracteres da Revelação Espírita”. O texto convida a pensarmos sobre quais as modificações de paradigma o Espiritismo traz para a humanidade, na medida em que propõe um equilíbrio entre o saber filosófico, os avanços científicos e a fé religiosa.

Composta a mesa, inicia-se a palestra ministrada pelo Presidente da FEEB. A questão ontológica, ou seja, do que é o ser, foi profundamente abordada. O modelo materialista de sociedade, considera Peixinho, já não é capaz de explicar e satisfazer os anseios humanos em (re)descobrir sua própria essência, autoconhecer-se. Nossa experiência humana gira, entretanto, em torno apenas da existência, manifestação no espaço-tempo de quem realmente somos: Espíritos imortais.

Como trazer à consciência o fato de que somos seres espirituais, transitoriamente vivendo uma experiência encarnados? Uma das formas é entendendo que saber que é Espírito (plano mental) é diferente de sentir-se Espírito (plano vivencial). Muitas obras antigas e contemporâneas trazem esta reflexão, mas, além de leituras e estudos diversos, é preciso buscar experiências que transcendam nosso percepção de matéria, como por exemplo: os estados alterados de consciência originados pela meditação, a prática mediúnica, o desenvolvimento e análise de experiências oníricas, dentre outros.

No campo da Educação, os debates do evento giraram em torno do retorno da espiritualidade ao ambiente acadêmico, com experiências em universidades em todo o planeta, a exemplo da local Universidade Federal da Bahia, que já alguns anos possui o Grupo de Estudo em Espiritualidade. Peixinho abordou, nesse sentido, diversas pesquisas científico-acadêmicas, como a redução do sofrimento humano efeito de círculos de oração, estudos em experiências de quase-morte, resiliência em situações drásticas da vida por parte de quem tem alguma religiosidade, entre outras.

Finalizada a palestra magna, o microfone foi franqueado para aqueles que quisessem tecer considerações ou esclarecer questões sobre o projeto. Muitos trabalhadores da Casa comentaram, elogiosamente, sobre o arrojo de tal iniciativa, parabenizando o grupo de trabalho liderado pela caminheira Teresinha Fróes, que se dedica amorosamente à materialização dessa conquista. Foi relembrada por um dos trabalhadores a idealização da Espiritualidade coordenadora da Casa do Caminho que, desde há muito tempo, pediu para colocar uma placa intitulada “Núcleo de Estudos” onde se localiza atualmente a lavanderia da Casa, já preconizando a educação e o autoconhecimento como rota única de esclarecimento e busca da felicidade.

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Após os debates, devidamente registrados pelo grupo de trabalho, foi relida a recém atualizada carta de intenções da Unicaminho, que destacou como princípio da Unicaminho a criação de uma faculdade baseada numa educação livre, aberta e inclusiva, acolhendo pessoas em todos os graus do saber, independente de formação acadêmica. Mais do que incutir conhecimento, repetindo os padrões sociais vigentes, a Unicaminho buscará promover o conhecimento respeitando o ser em seu momento evolutivo e tendo o Amor universal como referência máxima.

O seminário foi encerrado com um momento musical, seguido de uma vibração coletiva que certamente ascendeu aos céus as preces de todos para a consecução deste ideal.



“Nós existimos, logo, o nada não existe (b); eis o que somos, e eis o que vocês serão; o futuro está para vocês como o é para nós. Vocês marcham na treva, nós viemos clarear a rota de vocês e lhes abrir a visão; vocês iam ao acaso, nós lhes mostramos o alvo. A vida terrestre era tudo para vocês porque nada viam além; viemos lhes dizer, em lhes mostrando a vida espiritual: a vida terrestre não é nada. A sua vista se detinha na Tuma e nós lhes mostramos além um horizonte esplêndido. Não sabiam porque sofriam na Terra; agora, no sofrimento, veem a justiça de Deus; o bem tornava-se sem frutos aparentes para o porvir, de hoje em diante terá uma finalidade e será uma necessidade; a fraternidade era apenas uma bela teoria, e agora esta assente sobre uma lei da natureza. Sob o império da crença que tudo acaba com a vida, a imensidão é vazia, o egoísmo reina como mestre entre vocês, e sua palavra de ordem é: ‘cada um por si’; com a certeza do futuro, os espaços intermináveis se povoam a infinito, o vazio e a solidão não são sem valor, a solidariedade reata todos os seres além e aquém do túmulo; é o reino da caridade com o lema: ‘cada um por todos e todos por um’. Enfim, ao termo da vida vocês dizem um eterno adeus aos que lhes são caros, agora, dirão: ‘até breve’”.

A Gênese, capítulo 1 – Caracteres da Revelação Espírita


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