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2020. Oportunidade de recomeçar!

January 6, 2020 13:41 , by Redação CDC - 0no comments yet | No one following this article yet.
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Ciclos. Recomeço.

                                                     (Uósnei Moncorvo)

Num movimento circular, em que as repetições promovem um começo, um meio e um fim, sucedendo-se um reinicio, a natureza nos ensina.

O sol ergue a vida, a cada dia sucessivamente, após cada noite. Os dias se seguem e somando-se promovem o trajeto do planeta em torno de si mesmo, e por consequência, o planeta se move numa cadência sucessiva e gira em torno da estrela maior, o sol. Seu satélite, a lua, na conjugação de dias somados, atravessa suas fases, os chamados quartos, que surgem (lua nova), avançam (quarto crescente), ou prosseguem, completam-se enchendo. Findam desaparecendo, outra vez no minguar até seguir-se outra lua nova. Sempre para outra vez seguirem o seu curso. Assim no macrocosmo prosseguem os ciclos e, o movimento, no mundo dos homens.

No corpo, no microcosmo, ocorre algo similar, pois simbolicamente ‘como em cima está, em baixo se repete’. Os ciclos continuam a se suceder. O coração bate, na conjugação ritmada de sístoles e diástoles. Os pulmões enchem-se no suceder de inspirações seguidas de expirações. O sangue e a linfa percorrem o corpo, irrigando, realizando trocas de substâncias e retornando para ciclicamente ser purificado.

As idades avançam, e ciclicamente, a infância segue o curso para juventude, e ainda que diante da teimosia das fugas estéticas, a juventude atravessa a idade adulta e segue no envelhecimento corporal.

E diante de todo este movimento a vida nos oportuniza a possibilidade das mudanças, de recomeçar, e com elas a chance do aperfeiçoamento e de aprendizado.

A vida oferta um palco, teatro, onde os atos da representação vão construindo a nossa história. Qual Francisco de Assis, com o lobo, na cidade de Gubbio, o espírito dialoga com o corpo. A sede da consciência, o EU superior, frente ao despertamento do eu egóico que desperta, fala!

Proponho um paralelo na história de Francisco com o lobo, onde o lobo seria o corpo e Francisco, o Espírito. E o lobo-corpo, só escuta diante da doçura, da conexão do olhar, da comunicação estabelecida em nome do amor. O espírito, Francisco, se compromete em alimentar o lobo - corpo.

Após essa conexão estabelecida por Francisco, o lobo-corpo concorda e lhe estende a pata, num gesto humano, mesmo diante de sua animalidade, das suas paixões desvirtuadas. E as instâncias dialogam. Corpo e Espírito, Francisco e lobo, propõem-se a trabalharem juntos.

Assim permaneçam os nossos bons propósitos diante de um novo ciclo. Diante de um novo ano que se inicia. Corpo e Espírito trabalhem juntos...

Desafios virão, que os olhemos com ternura. Dores violentas talvez se apresentem, que os nossos lábios espirituais possam verbalizar o diálogo, educando e treinando a habilidade da compreensão. Fome promovida pelo ímpeto, e pelo desejo talvez surjam, e somente a promessa de fornecimento de alimento verdadeiro acalmará a nossa fera interior.

Mas qual Francisco, que tenhamos a disposição para a aproximação de nós mesmos e a resolução das questões que nos afligem e nos impedem de evoluir. Que possamos conceder ao amor, a permissão de brotar, surgir, e cumprir o seu papel em nós mesmos e, consequentemente, no mundo.

O ano de 2020 nos aguarda cheio de novas oportunidades! 

Sugestão de consulta:

  1. O caso do Lobo de Gubbio, episódio relatado como pertencente à vida de Francisco de Assis. 
  2. A vontade, entre as Potências da Alma/ O Problema do Ser do Destino e da Dor. Autor: Léon Denis.

 

 

(...) As causas da felicidade não se acham em lugares determinados no espaço, estão em nós, nas profundezas misteriosas da alma, o que é confirmado por todas as grandes doutrinas.

"O reino dos céus está dentro de vós", disse o Cristo.

O mesmo pensamento está por outra forma expresso nos Vedas: "Tu trazes em ti um amigo sublime que não conheces.

A sabedoria persa não é menos afirmativa: "Vós viveis no meio de armazéns cheios de riquezas e morreis de fome à porta"(Soufis Ferdousis)

Todos os grandes ensinamentos concordam nesse ponto: é na vida íntima, no desabrochar de nossas potências, de nossas faculdades, de nossas virtudes, que está o manancial das felicidades futuras.

Olhemos atentamente para o fundo de nós mesmos e (...) veremos surgir luzes inesperadas, ouviremos vozes fortificantes e consoladoras"

(Léon Denis).

 


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