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A COMEMORAÇÃO DE FINADOS

November 2, 2019 17:28 , by Redação CDC - 0no comments yet | No one following this article yet.
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Dia de finados card

No dia 2 de novembro a Igreja Católica celebra o Dia dos Finados. Cemitérios cheios, túmulos pintados, muitas flores e uma romaria de parentes e amigos, muitos orando pelos falecidos e outros simplesmente visitando.

Embora possa parecer uma criação da Igreja, a celebração acontece desde o século II, quando alguns cristãos rezavam pelos falecidas e visitavam os túmulos dos mártires.  Por não se lembrarem e, consequentemente não rezarem pelos mortos, no século V a Igreja passou a dedicar um dia por ano para se orar pelos mortos e, desde o século XI, os Papas Silvestre II, João XVII e Leão IX, obrigam as comunidades a dedicar um dia aos mortos. Finalmente, no século XIII a Igreja, fundamentada em algumas passagens bíblicas, determina que anualmente o dia 2 de novembro seja dedicado a celebrar o dia dos mortos ou "Dia de Finados" como é tradicionalmente conhecido.

Segundo Léon Denis, foram os druidas que estabeleceram um dia para a comemoração dos mortos. As reuniões não ocorriam nos cemitérios e sim em suas próprias casas.

Portanto não devemos entender que as palavras de Jesus, “deixai aos mortos enterrar seus mortos; mas quanto a vós, ides anunciar o reino de Deus.” (Lucas, 9: 59 e 60) como uma admoestação por parte de Jesus ao Seu seguidor, que lhe pedira para sepultar seu pai antes de seguí-lo, nem também como um comportamento desprovido de caridade. Até porque, sepultar uma pessoa, seja ela quem for, muito mais que uma obrigação é uma demonstração de respeito a um corpo que, durante um certo período, serviu de “habitat” para um espírito que dele se serviu para resgatar provas ou expiações, foi o transmissor dos seus conhecimentos e também serviu de exemplo para a sociedade. Se bons, devem continuar a ser seguidos, se maus, jamais imitados.

Então, a comemoração do Dia dos Mortos, essa tradição milenar, não pode nem deve vista por ninguém, religiosa ou não, em especial pelos seguidores da Doutrina Espírita, como um comportamento a ser abandonado. 

Sim, ali no cemitério, em tese, encontram-se mais que os restos mortais de pessoas que já não estão entre nós. Ali estão sepultadas pessoas, entes queridos que de uma maneira ou de outra deixou um legado, uma lembrança, um sentimento de gratidão para alguém. E orar por essa pessoa é um ato de caridade, o mínimo que podemos fazer por ela e conforme nos ensina a Doutrina: “Fora da caridade não há salvação.” 

Por outro lado, é sempre bom lembrar que o fato de comemorar o dia dedicado aos mortos indo orar por sua alma no cemitério, levar flores e providenciar para que o túmulo esteja bem conservado, é um ato de caridade, totalmente diferente do apego, muitas vezes doentio, como alguns familiares que tratam os bens pessoais que pertenceram ao falecido, principalmente roupas e alguns penduricalhos que ele possuía sem qualquer outro valor ou utilidade. Guardar um relógio, um anel, um colar é diferente, pois esses objetos possuem um valor estimativo. Agora, guardar as roupas no guarda roupa, lavá-las e passá-las regularmente poderá ser o início de uma obsessão de encarnado para desencarnado, com possíveis consequências graves para o encarnado e um empecilho para a libertação definitiva do espírito do falecido. Chamemos isso como quiser, menos de amor. 

Encerro lembrando o que responderam os Espíritos a Kardec e que consta no ‘O Livro dos Espíritos’:

Questão 329. O respeito intuitivo que o homem testemunha pelos mortos, em todos os momentos e em todos os povos, é um efeito da intuição que ele tem da existência futura?

  1. É a consequência natural dela; sem isso, o respeito pelos mortos não teria sentido.

 

 

941. A preocupação com a morte é para muitas pessoas uma causa de perplexidade; mas por essa preocupação, se elas tem o futuro pela frente?

    – É errado que tenham essa preocupação. Mas que queres? Procuram persuadi-las, desde cedo, de que há um inferno e um paraíso, sendo mais certo que elas vão para o inferno, pois lhes ensinam que aquilo que pertence à própria Natureza é um pecado mortal para a alma. Assim, quando se tornam grandes, se tiverem um pouco de raciocínio, não podem admitir isso e se tornam ateus ou materialistas. É dessa maneira que são levados a crer que nada existe além da vida presente. Quanto aos que persistiram na crença da infância, temem o fogo eterno que deve queima-los sem os destruir. A morte não inspira nenhum temor  ao justo, porque a fé lhe dá a certeza do futuro, a  esperança lhe acena com uma vida melhor e a caridade, cuja lei praticou, lhe dá a segurança de que não encontrará, no mundo em que vai entrar, nenhum ser cujo olhar ele deva temer. (Ver item 730.)

Comentário de Kardec: O homem carnal mais ligado à vida corpórea do que à vida espiritual, tem na Terra as suas penas e os seus prazeres materiais. Sua felicidade está na satisfação fuqidia de todos os seus desejos. Sua alma, constantemente preocupada e afetada nelas vicissitudes da vida, permanece numa ansiedade e numa tortura perpétuas. A morte o amedronta, porque ele duvida do futuro e porque acredita deixar na Terra todas as suas afeições e todas as suas esperanças

(O Livro dos Espíritos, Allan Kardec).


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