Go to the content
Colabore com a casa
or

 Go back to Temas Doutri...
Full screen Suggest an article

Além do Setembro amarelo, a prevenção do suicídio precisa ser diária

September 10, 2018 1:54 , by Redação CDC - 0no comments yet | No one following this article yet.
Viewed 355 times

O suicídio é um assunto delicado, complexo e presente na sociedade contemporânea. Impossível não tratar desse tema! A prevenção e as iniciativas de combate a esse ato vão além do mês de Setembro, período da campanha utilizado com o objetivo de alertar a população a respeito da realidade desse fato. A Campanha do "Setembro Amarelo" foi iniciada no Brasil pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federeal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria). No dia 10 de setembro, celebra-se o Dia Mundial de Combate ao suicídio. 

Entretanto, a discussão desse  assunto de tamanha relevância não pode ficar restrito a um único mês por ano. 

"Um problema de saúde pública que vive atualmente a situação do tabu e do aumento de suas vítimas é o suicídio. Pelos números oficiais, são 32 brasileiros mortos por dia, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer. Tem sido um mal silencioso, pois as pessoas fogem do assunto e, por medo ou desconhecimento, não veem os sinais de que uma pessoa próxima está com ideias suicidas.

A esperança é o fato de que, segundo a Organização Mundial da Saúde, 9 em cada 10 casos poderiam ser prevenidos. É necessário a pessoa buscar ajuda e atenção de quem está à sua volta (setembroamarelo.org.br)".

 

Cdc 

Dados sistematizados pelas Organização Mundial da Saúde (OMS) e publicados num primeiro relatório global sobre a prevenção da causa de morte, em 2014, indica que uma pessoa morre a cada 40 segundos por suicídio no mundo. Entre os jovens de 15 a 29 anos, o suicídio é a segunda maior causa de morte global.

Os centros espíritas tem por obrigação manter o tema do suicídio na pauta das suas atividades doutrinárias e educativas, uma vez que a doutrina espírita nos alerta sobre a imortalidade da alma e as consequencias do ato do suicídio para o Espírito.

Se há uma certeza nessa vida é que estamos aqui na Terra de passagem, no entanto, pela visão da doutrina espírita, entende-se que a morte não é o fim de tudo, e sim, um desenlace do corpo físico com o espiritual. Quando o indivíduo interrompe esse ciclo de maneira abrupta, adentra-se em um campo vibratório que não é benéfico nem para quem fica, nem para quem por si só ceifou sua própria vida carnal. Como a vida não cessa, a morte é uma ilusão, os sofrimentos somente se agravam para aquele que cometeu o suicídio.

Dados da OMS também apontam que mais de 90% dos casos de suicídio estão, de certa forma, associados a distúrbios mentais e, portanto, podem ser evitados se as causas forem corretamente tratadas.

Tia Douçourada

Moradora do Bairro de Brotas, Maria dos Anjos* é frequentadora da Casa do Caminho Pronto - Atendimento Espírita (CDC), em Sussuarana, Salvador-BA. Ela é ligada diretamente a arte e utiliza como instrumento de trabalho, em prol do próximo, uma fantasia de palhaça, na qual ela “encarna” a Tia Douçourada.

 Cdc 4

“Aconteça o que acontecer, por pior que seja, nada seria pior caso eu tivesse me suicidado”, conta a palhacinha, que toca um projeto pessoal cujo o título é: Prevenção ao Suicídio Irmã Dulce com Tia Douçourada. 

Depois de conseguir superar a depressão, ser acolhida pelo telefone pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), durante uma possível tentativa de suicídio com ingestão de vários remédios, Tia Douçourada informou que num determinado momento de fragilidade foi “salva” por Irmã Dulce. Ela relata que em virtude da "visão" que teve de Irmã Dulce, foi novamente induzida a desistir do suicídio. 

“Ninguém quer morrer, muito menos suicidar-se, o que todos nós queremos é libertar-se do intenso sofrimento e, não do corpo físico”, destacou a artista, explicando que o mergulho em atentar contra a própria vida está ligada a uma fuga pessoal, no sentido de querer “livrar-se” das angustias e dificuldades vivenciadas.

O psiquiatra José Alberto Del Porto, pós-doutor pela University of Illinois at Chicago (EUA) e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em entrevista ao Jornal Estadão, em de 2017 e baseado nos dados a OMS, salienta que “a ideia de que o suicídio é um ato de liberdade e um exercício de livre arbítrio está errada”. Segundo ele, “A doença mental limita a liberdade da pessoa e a capacidade de escolha. É importante lembrar que o suicídio está na maior parte das vezes atrelado a uma doença passível de tratamento e prevenção”, afirma o especialista.

 Cdc 3

Convocação

Fantasiada com as cores do Brasil, Tia Douçourada além de espalhar doces palavras de superação, esperança e fé, alicerçadas na doutrina espírita, apresenta também um conjunto de cartazes e faz chamamento para que todos e todas despertem para o tratamento e cuidado no combate ao suicídio.

“O grande problema do Brasil e do mundo é a nossa ignorância espiritual, o que sentimos, o que pensamos, falamos, fazemos."

Ela salienta que mesmo que um irmão seja beneficiado ou prejudicado em alguns momentos dessa existência, o que importa é a compreensão de que tudo retorna para nós, em virtude de estarmos submetidos a lei Divina de Causa e Efeito.  "Porque as leis divinas são inexoráveis”, finalizou Tia Douçourada, que também é cantora e compõe músicas.

Quando alguém em desespero, pensando em suicídio, busca ajuda, poderá experimentar o consolo e com maior serenidade no coração compreender que não há mal eterno. Descobrindo em si mesmo a força da esperança, será capaz de transcender os desafios temporários da matéria e alimetar em si mesmo o sentimento de dever cumprido ao final da jornada.

Maria dos Anjos* é um nome fictício da fonte que pediu sigilo quanto sua identidade. 

Link da publicação ( em inglês) - http://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/131056/9789241564779_eng.pdf;jsessionid=3DB06EDEC0BB2C20DA04EB49E55F2EEF?sequence=1

 

 

"... Na caverna onde padeci o martírio que me surpreendeu além do túmulo , nada disso havia! Aqui, era a dor que nada consola, a desgraça que nenhum favor ameniza, a tragédia que ideia alguma tranquilizadora vem orvalhar de esperança! Náo há céu, não há luz, não há sol, não perfumes, não há trëguas!

O que há é o choro convulso e inconsolável dos condenados que nunca se harmonizam! O assombroso ranger de dentes da advertência prudente e sábia do sábio Mestre de Nazaré! A blasfêmia acintosa do réprobo a se acusar  a cada novo rebate  da mente flagelada  pelas recordações penosas! A loucura inalterável de consciências contundidas pelo vergastar infame dos remorsos! O que há é raiva envenenada daquele que já não pode chorar , porque ficou exausto sob o excesso de lágrimas! O que há é o desaponto, a surpresa aterradora daquele que se sente vivo a despeito de se haver arrojado na morte! É a revolta, a praga, o insulto, o ulular de corações  que o percutir monstruoso da expiação transformou em feras"

(...) Após  longo relato dos detalhes da recuperação do espírito como suicida, Camilo Cândido finaliza o seu livro :

Coragem, peregrino do pecado! Volta ao ponto de partida e reconstrói  o teu destino e virtualiza o seu caráter aos embates remissores da Dor Educadora! (...) Mas tem paciência e sê humilde, lembrando-te de que tudo isso é passageiro, tende a se modificar com o teu reajustamento  às sagradas leis que infringiste...e aprende , de uma vez que és imortal e que não será pelos desvios temerários do suicídio que a criatura humana encontrará o porto da verdadeira felicidade"

(Memórias de um suicida/ pelo espírito Camilo Cândido/ Yvonne  A. Pereira)  


This article's tags: suicídio Valorização da vida Setembro amarelo

0no comments yet

Post a comment

* field is mandatory

If you are a registered user, you can login and be automatically recognized.