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Avós, uma presença de amor na vida! Gustavo Biscaia

July 26, 2020 15:57 , by Redação CDC - 0no comments yet | No one following this article yet.
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Durante a nossa caminhada na vida terrena somos presenteados com desafios que auxiliam o nosso progresso moral e intelectual. As experiências diárias oportunizam uma educação para o espírito. Somos Espíritos! Compreender que somos espíritos nos permite ter um olhar mais seguro e cuidadoso com a nossa atitude no mundo, além de acolher as potências e limitações da diversidade de papéis que vamos exercer na sociedade. Seremos pais, mães, filhos, netos, criança, adulto, idoso e uma infinidade de personagens da vida cotidiana, incluindo os avós.  

Léon Denis (O Problema do Ser, do Destino e da Dor) nos traz que a vida presente é, como sabemos, um simples episódio de nossa longa história, um fragmento da grande cadeia que se desenrola para todos através da imensidade. E, constantemente, recaem sobre nós, em brumas ou claridades, os resultados de nossas obras.

Neste fragmento da nossa existência vamos viver os papéis sociais que revelam o resultado de todas as ações de vidas passadas nos guiando diante das necessidades que conduzem ao aprimoramento evolutivo do Espírito. 

Joanna de Ângelis, no livro Constelações Familiares, afirma que a reencarnação, no entanto, coloca no proscênio terrestre as mesmas personagens, que trocam de papel, para reajustamento, aprendem no turbilhão dos conflitos o respeito e a disciplina que são necessários para a libertação do egoísmo e da rebeldia que os caracterizam. 

E nesta dinâmica de aprendizados na vida, precisamos considerar o lugar dos avós na experiência terrestre. Os avós nascem quando um novo espírito chega ao sistema familiar para ocupar o lugar de neto. Desta forma, os recém chegados avós, têm a possibilidade de assumir novos comportamentos perante a vida. Mas, como percebemos os avós nas relações familiares? Será que compreendo a importância deste papel social no processo reencarnatório? E quando chegar o momento de viver esta experiência, o que posso aprender com ela? 

A forma como percebemos os avós é diversificada diante da realidade social, cultural, econômica e de questões de gênero. “A imagem de avós hoje revela outros atributos: pessoas ativas com objetivos próprios, que se aprimoram, por meio de seus recursos e experiências, que lhes nutrem e lhes trazem sentido (...) os avós apresentam para a criança a ancestralidade, a tradição familiar, a noção de continuidade da existência.” (Maia).

Os avós, portanto, assumem novas características na sociedade contemporânea, mas não deixam de ser um sinônimo de experiência, sabedoria e afetividade, e um grande agente de comunicação sobre os desafios da vida para as gerações futuras. 

O significado dos avós nos faz pensar sobre a característica de renovação da vida, fortalecendo a necessidade de conexão com o verdadeiro sentido da existência. Além disso, ser avós permite que hábitos e comportamentos anteriores perante a função no sistema familiar sejam revisitados, ocupando um lugar de transmissão dos saberes que adquiriu no seu processo de reencarnação. 

Aos avós, pois, está facultada a tarefa de amar os netos, mas cuidadosamente, a fim de não os tornar soberbos, especiais, em relação às outras crianças, aprendendo a alargar a família consanguínea com aqueles que sofrem carência, desenvolvendo o germe do amor universal num conjunto ampliado (Joanna de Ângelis).

Um dos desafios de ser avós que podemos destacar se refere à crença negativa de inutilidade do sujeito quando inaugura a fase da velhice. Em diferentes contextos sociais, os avós, na condição de pessoa idosa, vivenciam também no seio familiar o lugar da invisibilidade e exclusão social. Nestas condições sua relação com a sensação de pertencimento familiar é inexistente, mesmo que ele esteja morando na mesma casa dos seus filhos e netos. Com isso, perdemos a chance de acessar as riquezas das experiências e sabedoria dos nossos avós

Assumir este papel social na vida reflete também em construir uma nova relação com os  filhos, visto que preciso compreender que não tenho a mesma função educativa. Chegou a hora de permitir que a semente plantada possa florescer. E que este florescer seja no tempo do outro. O tempo dos avós agora é outro. É o tempo de cuidar mais de si, de praticar a criatividade e afetividade na relação com os netos, é o tempo de auxiliar na dinâmica do sistema familiar sem assumir responsabilidades do outro. 

Os avós são fundamentais para o funcionamento da vida terrena e representam uma presença afetiva na relação familiar. Como diz a música Avós de Isadora Canto, “Me afago no colo querido, me acalmo com o seu sorriso, sou cria da sua cria, tão cria quanto a sua cria.”

A vós, Espírito, mais uma oportunidade de crescer! 

Avós, uma presença de amor na vida!

 

Referências:

ÂNGELIS, Joanna de. Constelação Familiar. Psicografado por Divaldo P. Franco, 3. ed. Livraria Espírita Alvorada Editora, Salvador, Bahia; 2016.

DENIS, Léon. O problema do ser, do destino e da dor: os testemunhos, os fatos, e as leis. Tradução de Guillon Ribeiro. 32. ed. Brasília: FEB, 2013. 374 p.

MAIA, D. D. O autorretrato revisitado de uma avó. Self - Revista Do Instituto Junguiano De São Paulo1. 2016.

 

196. Não podendo os Espíritos aperfeiçoar-se, a não ser por meio das tribulações da existência corpórea, segue-se que a vida material seja uma espécie de filtro ou de depurador, por onde têm que passar os seres do mundo espírita para alcançarem a perfeição?

“Sim, é exatamente isso. Eles se melhoram nessas provas, evitando o mal e praticando o bem. Mas é somente após muitas encarnações ou depurações sucessivas que atingem, ao cabo de um tempo mais ou menos longo, conforme os esforços que empreguem, a finalidade para que tendem.”

a) – É o corpo que influi sobre o Espírito para que este se melhore, ou o Espírito que influi sobre o corpo?

“Teu Espírito é tudo; teu corpo é simples veste que apodrece: eis tudo.”

O suco da vide nos oferece um símile material dos diferentes graus da depuração da alma. Ele contém o licor que se chama espírito ou álcool, mas enfraquecido por uma imensidade de matérias estranhas, que lhe alteram a essência. Esta só chega à pureza absoluta depois de múltiplas destilações, em cada uma das quais se despoja de algumas impurezas. O corpo é o alambique em que a alma tem que entrar para se purificar. Às matérias estranhas se assemelha o perispírito, que também se depura, à medida que o Espírito se aproxima da perfeição

(O Livro dos Espíritos/ Allan Kardec).


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