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Dia dos Pais, um convite à responsabilidade do perdão

August 9, 2020 16:02 , by Redação CDC - 0no comments yet | No one following this article yet.
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Então o AMOR resistiu ao tempo:

Dia dos Pais, um convite à responsabilidade do perdão

                                                                             Thaís Bedel

 

Hoje, nove de agosto de 2020, comemoramos o Dia dos Pais. 

Saudamos a todos os pais que compõem a nossa comunidade fraterna da Casa do Caminho e a todos os que exercem o papel de pai em qualquer local no Universo.

Parabenizamos todos aqueles que foram incumbidos de realizar tal grandiosa missão nesta encarnação. 

Sim, a paternidade, para além de dádiva amorosa divina, constitui inenarrável missão, que convida o homem à responsabilidade. 

Eis o momento de refletirmos sobre ela. 

Mas antes disso, convidamos você a uma análise interior. 

Não importa aqui se o seu pai está ou não encarnado, longe ou perto, querido ou não em seu coração. 

Apenas queremos que pense nele nesse momento. 

Para aqueles que não tiveram a oportunidade de nomear alguém como “pai” recomendamos que faça uma associação para a pessoa que ocupou um espaço de figura “paterna” na sua criação. 

Ótimo! Apenas pense no ser que você escolheu e aceitou vincular-se! 

Porque sim, você escolheu e aceitou este ser, com todas as suas peculiaridades. 

Entender isso facilitará o processo. 

Agora nos responda em silêncio: 

“Você consegue amá-lo?”

Se sim, guarde esse sentimento nobre. Conversaremos em breve, mais para o final do texto. 

Se não, seguiremos juntos nesse processo a partir de agora. 

Concentre -se. 

Vamos supor que os sentimentos que te recordam este ser, visto de forma isolada, não são dos melhores e você se sente até mesmo frustrado por isso. 

Por favor,  não rejeite a frustração nem os sentimentos que lhe vieram à tona. Pelo contrário. 

Os arrole e receba no rol da casa da sua mente e os deixe aguardar por um momento  a chegada de uma visita importante, o tempo. 

(...)

“Meu caro amigo(a), o tempo chegou. Mas levou também a sua posição única de filho(a)”.

Agora é sua vez de ocupar o espaço. 

Mas imaginemos que aquele ser, que foi seu genitor ontem, desperte como seu filho agora, sim, aquele mesmo ser que lhe trazia sentimentos não tão elevados, ele agora espera o seu acalento paterno. 

Você está pronto? 

Não dá para esperar resposta. 

Ele já está aqui à sua espera e possui necessidades urgentes. 

Necessidades materiais e emocionais, tais quais um dia você também teve. 

Ele precisa de um pai PRESENTE, amoroso, fiel e atento. Você está disposto a entregar o MELHOR de si?

Ele precisa de todo amor, que, talvez, tenha te “faltado” no somatório interno das suas contas afetivas imaginárias. 

E então, meu caro, é chegada a sua vez de também cometer alguns erros porque, sim, você errará. 

Tudo bem, do seu jeito, talvez de um modo menos intenso, mas, igualmente, cometerá erros. 

E quando perceber isso, reconhecerá que a paternidade é um vínculo de RESPONSABILIDADE. 

Que Deus nos concede a OPORTUNIDADE de direcionar outro ser na senda do bem. E as nossas falhas serão sempre observadas. 

No entanto, essa responsabilidade é mútua. É do seu pai para com você e sua para com ele. 

Afinal de contas, já sabemos que a imortalidade da alma nos permite reverter papéis com os mesmos personagens. 

Além disso, somos filhos e seremos pais de espíritos com finalidades e necessidades correspondentes ao progresso evolutivo, o que, por sua vez, não nos isenta dos erros, das dores e dos tropeços da jornada. 

Queremos, portanto,  convidar a todos ao estímulo fraterno do perdão daqueles que, por ventura, falharam nesse processo. 

Convidamos você à sugestão amiga do amor paterno, que RESISTE às couraças do tempo e nos recorda da responsabilidade de direcionar os caminhos da evolução do espírito, através da convivência familiar. 

Por fim, não nos esqueçamos de reverenciar, em todos os momentos, o PAI CELESTIAL, aquele que na estrutura familiar assume o papel de pai de quem se propôs a contribuir com a nossa chegada na terra, o pai de nosso pai, que não é nosso avó, mas senão também o nosso, pai, o CRIADOR!

Não nos esqueçamos, portanto, da filiação mais importante de todas. 

A qual devemos honrar em grau mais elevado. 

A quem devemos a existência em toda sua magnitude. 

Que estejamos em comunhão com o “Pai Nosso, que não está apenas na “terra” ou no “céu”, mas em TUDO”, inclusive no ser a quem dedicamos as referências de hoje.

E assim... enxergar a presença do pai celestial no pai terreno que escolhemos é exercitar o VERDADEIRO amor de Cristo... e que este amor resista aos tropeços do tempo hoje, agora e sempre! 

Que assim seja! 

 

110 — Qual a melhor escola de preparação das almas reencarnadas, na Terra?

— A melhor escola ainda é o lar, onde a criatura deve receber as bases do sentimento e do caráter.

Os estabelecimentos de ensino, propriamente da mundo, podem instruir, mas só o instituto da família pode educar. É por essa razão que a universidade poderá fazer o cidadão, mas somente o lar pode edificar o homem.

Na sua grandiosa tarefa de cristianização, essa é a profunda finalidade do Espiritismo evangélico, no sentido de iluminar a consciência da criatura, a fim de que o lar se refaça e novo ciclo de progresso espiritual se traduza, entre os homens, em lares cristãos, para a nova era da Humanidade 

(O Consolador, Emmanuel/ Chico Xavier)


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