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Espiritismo: Anunciando o amanhecer de uma nova era

July 4, 2020 11:35 , by Redação CDC - 22 comments | No one following this article yet.
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ESPIRITISMO: ANUNCIANDO O AMANHECER DE UMA NOVA ERA

                                                                                                        (Parte 1) 

                                                                                          Adilton Pugliese

“Sendo a Terra um mundo de provas, é um mundo inferior porque os seus habitantes somos inferiores. Na medida em que nos melhoramos, o planeta melhora (1)”.

 

No livro 21 Lições para o Século 21, o autor, Dr. Yuval Noah Harari (1976-), PHD em História pela Universidade de Oxford e professor na Universidade Hebraica de Jerusalém, também autor do 'best seller' Sapiens: Uma Breve História da Humanidade, publicado em mais de 50 idiomas, destaca que a questão mais abrangente em vários capítulos da existência humana, a exemplo da tecnologia, política, religião e arte é: “O que está acontecendo no mundo hoje, e qual o significado profundo dos eventos?" 

Continuando suas reflexões em sua instigante obra, o erudito escritor indaga: “Considerando tudo que sabemos e que não sabemos sobre ciência, sobre Deus, sobre política e sobre religião – o que podemos dizer sobre o sentido da vida hoje? Quais são os maiores desafios e escolhas de hoje? Qual deve ser o foco de nossa atenção? O que devemos ensinar a nossos filhos?”(2). 

Suas profundas indagações, pode-se afirmar, são as dominantes na mente de “7 bilhões de pessoas que têm 7 bilhões de agendas”, como ele mesmo afirma em seu livro, sobretudo neste momento atual, em face da pandemia do COVID-19, que assola o planeta neste ano de 2020, com profundos reflexos na vida das nações e das populações nas cidades, sensibilizando aquelas mais carentes, emergindo um colapso na saúde pública ainda sem solução, mobilizando esforços da Organização Mundial de Saúde/OMS e de cientistas, médicos, especialistas em epidemiologia, etc. 

O cenário mundial é de perplexidade e aturdimento emocional geral, que se agrava à medida que crescem geometricamente os episódios de contaminação, ceifando milhares de vidas, provocando dramáticas crises familiares. 

Decorridos, neste momento, mais de 100 dias do início da crise pandêmica no Brasil, quando milhões de brasileiros procuraram se ajustar às recomendações das autoridades governamentais, amparadas por orientações dos órgãos de Medicina local e mundial, a exemplo da OMS, observa-se que os afetados e aqueles em isolamento social compulsório recorrem às suas convicções religiosas, buscando refúgio e conforto espiritual nas orações, com base na qualidade da fé que possuam, que pode ser “robusta” ou “vacilante”, consoante ensina Allan Kardec em O Evangelho segundo o Espiritismo. 

Contudo, notando que nada de animador acontece para controlar o avanço da pandemia, o desânimo, o estresse, a síndrome de pânico parecem se disseminar entre todos, sobretudo em idosos e crianças, em face do afastamento dos seus afetos. E muitos indagam, angustiados: “Onde está Deus nesta hora? Para que rezar se Deus está vendo tudo? Quando a Divindade adotará medidas saneadoras do problema? Se esta crise mundial era anunciada há tanto tempo, prevista em profecias e alertas em decorrência da forma como “caminha a Humanidade”, qual a razão de tanto desespero?

Enquanto milhões de pessoas fazem essas considerações e indagações, quantidade considerável de iniciativas procura oferecer explicações pelos mais diversos meios e fundamentações, apresentando argumentos e estudos de caráter cientifico, filosófico, sociológico e antropológico divulgando comentários otimistas e esperançosos; outros, consoante suas convicções e visão do homem e do mundo, veiculam comentários no tom pessimista do materialismo dialético, negando a existência de um poder diretor que rege as leis do Universo, ao lado daqueles que projetam na sociedade a concepção de um Deus distante, que julga e pune sua criação. 

A Doutrina Espírita, sensibilizada por parte dos seus adeptos, ante a ameaça invisível de um ser microscópico, desafiador e capaz de ser devastador, uma vez hospedado no organismo humano, vem oferecendo sua contribuição, por meio de lives programadas por várias Instituições Espíritas, com surpreendente alcance e participação do público, na expectativa de que esse encontre, nas palavras e nas abordagens dos oradores, sólidas explicações para esse evento mundial. Imaginemos o Espiritismo um anfitrião, fazendo-nos vários convites para entendermos os acontecimentos terrestres e o sentido da vida. De repente a Terra pode ser vista como imenso “Gabinete de Crise Espiritual”. Allan Kardec, representando Jesus, Governador do Planeta, se faz presente portando as obras básicas da Doutrina, sobretudo O Livro dos Espíritos (1857) e O Evangelho segundo o Espiritismo (1864) que contém o código moral do Cristo e onde “o mundo religioso encontrará nele as máximas que lhe são necessárias, como também a vida prática das nações haurirá dele instruções excelentes”(3).

O primeiro convite é sobre a existência de Deus. São profundos e comovedoramente científicos, filosóficos e éticos os ensinos do Espiritismo acerca do Pai de Todas as Coisas: “Pelos seus efeitos é que se julga de uma causa, mesmo quando ela se conserve oculta”. “Todo efeito inteligente tem que decorrer de uma causa inteligente”. “Deus não se mostra, mas se revela pelas suas obras”(4). Em O Livro dos Espíritos, questão 4, Allan Kardec escreveu uma nota, onde declara:Para crer-se em Deus, basta se lance o olhar sobre as obras da criação. O Universo existe, logo tem uma causa. Duvidar da existência de Deus é negar que todo efeito tem uma causa e avançar que o nada pôde fazer alguma coisa”, e na questão 963 confirma a ação paterna de Deus: 

“– Deus se ocupa, pessoalmente, com cada homem? Não é Ele muito grande e nós muito pequeninos para que cada indivíduo em particular tenha, a seus olhos, alguma importância?”

“– Deus se ocupa com todos os seres que criou, por mais pequeninos que sejam. Nada, para a sua bondade, é destituído de valor”.

Conforme o pensamento do místico italiano Pietro Ubaldi (1886-1972) “A evolução leva cada vez mais a sentir Deus, não apenas transcendente, mas também imanente, até que o indivíduo espiritualizado sinta a presença Dele não somente em si, mas em torno de si. Então se descobrirá que Deus está em toda parte, que o Seu templo é o Universo e a alma, e que o Seu altar pode ser o coração do homem”(5).

O segundo convite é sobre a progressão dos Mundos. No capítulo III de O Evangelho segundo o Espiritismo, Allan Kardec, examinando a sentença de Jesus “Há muitas moradas na casa de meu Pai” (João 14:1 a 3), apresenta seus estudos acerca das diferentes categorias de mundos, consoante ensino dos Espíritos: (1) Mundos primitivos: destinados às primeiras encarnações da alma humana; (2) Mundos de expiação e provas: onde domina o mal; (3) Mundos de regeneração: nos quais as almas que ainda têm o que expiar haurem novas forças, repousando das fadigas da luta; (4) Mundos ditosos: onde o bem sobrepuja o mal; (5) Mundos celestes ou divinos: habitações de Espíritos depurados, onde exclusivamente reina o bem. E enfatiza o Codificador: “A Terra pertence à categoria dos mundos de expiação e provas, razão por que aí vive o homem a braços com tantas misérias”. Nos mundos venturosos, as relações, sempre amistosas entre os povos, jamais são perturbadas pela ambição, da parte de qualquer deles, de escravizar o seu vizinho, nem pela guerra que daí decorre”(6). É a visão da Terra da Era Nova.

Realizando uma análise psicológica do ser humano no perpassar da História, vendo-o, muitas vezes, como personagem guerreiro e conquistador nos acontecimentos, Kardec indaga aos Espíritos: “A perversidade do homem é imensa. Pelo menos do ponto de vista moral, não parece que ele recua, em vez de avançar?” “Enganas-te. Observa bem o conjunto e verás que ele avança, pois melhor compreende o que é mal, e dia a dia vai corrigindo os abusos. É preciso que o mal chegue ao excesso, para tornar compreensível a necessidade do bem e das reformas”(7).

Dessa forma, fica nítido que para essa reforma é imprescindível uma revolução na educação

 

(1) FRANCO, Divaldo. Roteiro de Luz na Europa 2013. 1ª ed.2015, FEP, p.314

(2) HARARI, Yuval Hoah. 21 Lições para o Século 21. 1ª ed. Companhia das Letras, p.12 e 13.

(3) KARDEC, Allan. Obras Póstumas. 2ª ed. FEB, 2017, tradução de Evandro Noleto Bezerra, p.271.

(4) KARDEC, Allan. A Gênese, cap. II, itens 3 e 6, Deus, 53 ed. Histórica, FEB, 2013, p.49 e 50.

(5) UBALDI, Pietro. Deus e Universo. 2.ed. FUNDAPU, p.201.

(6) KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. 131ª ed. Histórica, 2013, FEB, tradução de Guillon Ribeiro, p. 61.

(7) KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos, questão 784. 4ª ed. 2013, FEB, tradução de Evandro Noleto Bezerra.

 

" (...) A dor é como uma asa dada a alma escravizada pela carne para ajudá-la a desprender-se e a elevar-se mais alto.

(...) Se, nas horas da provação, soubéssemos observar o trabalho interno, a ação misteriosa da dor em nós, em nosso eu, em nossa consciência, compreenderíamos melhor sua obra sublime de educação e aperfeiçoamento.

Veríamos que ela fere sempre a corda sensível. A mão que dirige o cinzel é a de um artisita incomparável, não se cansa de trabalhar, enquanto nao tem arredondado, polido, desbastado as arestas de nosso caráter.

(...) Por mais admirável que possa parecer à primeira vista, a dor é apenas um meio de que usa o Poder infinito para nos chamar a si e, ao mesmo tempo, tornar-nos mais rapidamente acessíveis à felicidade espiritual, única duradoura

(O problema do ser, do destino e da dor/ Léon Denis).

 


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22 comments

  • B9cd029eada20f3b9700784238a239f3?only path=false&size=50&d=404Angela(unauthenticated user)
    July 4, 2020 15:41

    sugestão

    Excelente explanação, gostaria de ver esse tema tratado em forma de Estudo ou de Palestra.


    • Marca fundo branco minorRedação CDC
      July 5, 2020 2:18

       

      Oi Angela!
      Agradecemos o comentário.
      Vamos encaminhar sua sugestão para o setor doutrinário da Casa, que organiza as palestras.

      Abraços fraternos,
      Equipe de Comunicação.


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