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Espiritismo: Anunciando o amanhecer de uma nova era - pt 2

July 8, 2020 0:02 , by Redação CDC - 0no comments yet | No one following this article yet.
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ESPIRITISMO: ANUNCIANDO O AMANHECER DE UMA NOVA ERA

                                                                                                                       PARTE 2

 Adilton Pugliese

“Sendo a Terra um mundo de provas, é um mundo inferior porque os seus habitantes somos inferiores. Na medida em que nos melhoramos, o planeta melhora”. [1]

 

Imaginemos o Espiritismo um anfitrião, fazendo-nos vários convites para entendermos os acontecimentos terrestres e o sentido da vida. De repente a Terra pode ser vista como imenso “Gabinete de Crise Espiritual”. Allan Kardec, representando Jesus, Governador do Planeta, se faz presente portando as obras básicas da Doutrina, sobretudo O Livro dos Espíritos (1857) e O Evangelho segundo o Espiritismo (1864) que contém o código moral do Cristo e onde “o mundo religioso encontrará nele as máximas que lhe são necessárias, como também a vida prática das nações haurirá dele instruções excelentes”.

Os primeiro e segundo convites sobre a existência de Deus e a progressão dos Mundos, respectivamente, foram tratados na parte 1 desse artigo. Passemos agora ao terceiro convite. 

O Terceiro convite do Espiritismo é para apresentar as causas do sofrimento e a sua terapia adequada, lembrando Jesus cercado pelas multidões, ouvindo inquietantes interrogações sobre o sofrimento, proclamando as Suas nobres verdades no Sermão da Montanha: “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados”. “Bem-aventurados os aflitos, porque deles é o reino dos céus.”

Durante 1800 anos essas promessas do Cristo ficaram veladas, até que se concretizou o advento do Consolador, quando, em 1864, após o lançamento de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec faz uma análise da mensagem de Jesus, no livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, nos oferecendo as quatro nobres verdades espíritas acerca do sofrimento. 

A justiça das aflições: as vicissitudes da vida derivam de uma causa e, pois que Deus é justo, justa há de ser essa causa. 

As causas atuais das aflições: remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são consequência natural do caráter e do proceder dos que os suportam. 

As causas anteriores das aflições: o Codificador declara que segundo um axioma segundo o qual todo efeito tem uma causa, certas tragédias são efeitos que hão de ter uma causa e, se esta causa não se encontra na vida atual, há de ser anterior a essa vida, há de estar numa vida precedente. Declara ainda que não podendo Deus punir alguém pelo bem que fez, nem pelo mal que não fez, se somos punidos, é que fizemos o mal; se esse mal não o fizemos na presente vida, tê-lo-emos feito noutra. É uma alternativa lógica e que afirma a justiça de Deus. É uma conexão com a Lei da Reencarnação. 

A resignação: as nobres verdades de Jesus apontam a compensação que hão de ter os que sofrem e a resignação que leva o padecente a bendizer do sofrimento, como prelúdio da cura[2].“A dor é o aguilhão que impele o homem para a frente, na senda do progresso”[3]:

O Espírito Joanna de Ângelis, no livro Em Busca da Verdade[4], enfatiza que “os sofrimentos encontram-se no mundo porque os Espíritos que o habitam ainda permanecem num período de desenvolvimento ético-moral em que a dor lhes constitui uma necessidade psicológica, e que os sofrimentos defluem dos dramas existenciais dos indivíduos em desajuste e em carência afetiva. Em 1862 esse venerável Espírito ditaria uma mensagem na cidade de Havre, assinando-a como Um Espírito Amigo, intitulada A Paciência, inserida por Allan Kardec em O Evangelho segundo o Espiritismo, da qual transcrevemos o caput: “A dor é uma benção que Deus envia a seus eleitos. Não vos aflijais, pois, quando sofrerdes; antes, bendizei de Deus Onipotente que, pela dor, neste mundo, vos marcou para a glória no céu. (...)”[5].

Sem esses conhecimentos, a criatura humana fica aturdida frente a eventos catastróficos e ameaçadores, vivenciando a angústia de uma vida vazia e sem sentido. O Espiritismo lhe oferece sólidas informações sobre a vida no mundo espiritual. Que a morte não mata a vida, propondo um elemento fundamental para a renovação de cada ser humano e, em consequência, da Humanidade: a educação espírita.

“– Por que indícios se pode reconhecer uma civilização completa?”, pergunta o Codificador, às Entidades amigas, que respondem: “– Reconhecê-la-eis pelo desenvolvimento moral”. Em seguida, do pensamento lúcido e impregnado da vasta experiência pedagógica do Mestre do Espiritismo são anotados os seguintes comentários à pergunta 793 de O Livro dos Espíritos: “De duas nações, que tenham chegado ao ápice da escala social, somente pode considerar-se a mais civilizada, na legítima acepção do termo, aquela onde exista menos egoísmo, menos cobiça e menos orgulho; (...) onde a vida do homem, suas crenças e opiniões, sejam melhormente respeitadas”[6].

Intensificando o diálogo com os Espíritos em torno do saber espírita da educação, esboça a pergunta que receberia o registro de número 796: “– No estado atual da sociedade, a severidade das leis penais não constitui uma necessidade?”. “– Uma sociedade depravada”, respondem os Espíritos, “certamente precisa de leis severas. Infelizmente essas leis mais se destinam a punir o mal depois de feito, do que a lhe secar a fonte. Só a educação poderá reformar os homens, que, então, não precisarão de leis tão rigorosas”. 

Avançando no tema, em nota complementar à pergunta 917, após a exposição do Espírito Fénelon sobre “os meios de destruir-se o egoísmo”, o educador lionês se deixa sensibilizar pela inteligente e vigorosa resposta e comenta: “Poderá ser longa a cura [do egoísmo], porque numerosas são as causas, mas não é impossível. Contudo, ela só se obterá se o mal for atacado em sua raiz, isto é, pela educação, não por essa educação que tende a fazer homens instruídos, mas pela que tende a fazer homens de bem. A educação, convenientemente entendida, constitui a chave do progresso moral. Quando se conhecer a arte de manejar os caracteres, como se conhece a de manejar as inteligências, conseguir-se-á corrigi-los, do mesmo modo que se aprumam plantas novas”.

Podemos enfatizar, então, que a essência do Espiritismo é a educação e que o Espiritismo é um tesouro a descobrir. Os mapas para a descoberta desse tesouro estão disponíveis, há mais de um século e meio, graças à promessa de Jesus e do esforço hercúleo do grande educador que foi Allan Kardec.

É deveras instrutivo, pedagógico e oportuno, incluir o saber espírita, que é um saber emergente, revelado há pouco mais de 163 anos, no contexto das discussões que estão sendo dinamizadas em torno do futuro do planeta Terra, o que possibilita um diálogo criativo e de eficácia. (Todos os grifos são do articulista).

 

[1] FRANCO, Divaldo. Roteiro de Luz na Europa 2013. 1ª ed.2015, FEP, p.314.

[2] KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 1.ed.FEB, cap V.

[3] KARDEC, Allan. A Gênese, cap. III, O Bem e o Mal, 53 ed. Histórica, FEB, 2013, p.65.

[4] FRANCO, Divaldo. Ângelis, Joanna de (Espírito). Em Busca da Verdade. 1.ed. LEAL, p.186 e ss.

[5] KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 1.ed. FEB, cap.IX, item 7.

[6] KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 76.ed.FEB, 1995, tradução de Guillon Ribeiro.

 

Deseja conhecer as outras reflexões que o Espiritismo nos propõe diante dos desafios da Humanidade? Acesse o link e leia a primeira parte desse artigo:

https://casadocaminho-pae.org.br/temas-doutrinarios/espiritismo-anunciando-o-amanhecer-de-uma-nova-era

 

"(...) Não basta crer e saber, é necessário viver nossa crença, isto é,

fazer penetrar na prática diária da vida os princípios superiores que adotamos;

é necessário habituarmo-nos a comungar pelo pensamento e pelo coração com os Espíritos eminentes que foram os reveladores, com todas as almas de escol que serviram de guias à Humanidade,

viver com eles numa intimidade cotidiana, inspirar-nos em suas vistas

e sentir sua influência pela percepção íntima que nossas relações com o mundo invisível desenvolvem."

(O problema do ser, do destino e da dor/ Léon Denis)  


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