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Kardec: além do seu tempo - Ricardo Carvalho

October 3, 2020 16:58 , by Redação CDC - 0no comments yet | No one following this article yet.
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KARDEC - ALÉM DO SEU TEMPO

Há avatares das revoluções em cada tempo.  São seres essenciais. Reúnem em si as aspirações de milhões de outros coirmãos.  Se nascem em sincronia com as necessidades circunstanciais da humanidade, sem dúvidas, por outro lado, carregam também consigo o peso do tempo evolutivo da Criação Divina. Ou seja, ao tempo que se inserem nas necessidades de uma geração, por melhorias científicas e tecnológicas, conceituais, de valores políticos e jurídicos, trazem paralelamente a definição do seu gérmen do Eterno, como diria Emmanuel, da inevitável perfectibilidade que é a nossa marca.

Kardec é assim um homem do seu tempo e um Ser além do seu tempo. Traz a marca da contemporaneidade em que foi inserido. É um homem do Século XIX, da Revolução Industrial que assistiu as primeiras locomotivas rasgarem os continentes; que ouviu o rufo dos motores a vapor elevarem as potências físicas a níveis impossíveis de se imaginar d’outrora; um cidadão do seu tempo que, provavelmente perplexo, assistiu na velha França dos Bourbons, os estampidos das trincheiras se misturarem com as vozes roucas do proletariado desvalido clamando por justiça social na Primavera dos Povos; que sorveu da Química Farmacêutica as novas medicinas a revolucionar os tratamentos e terapias, salvando vidas às centenas.

Allan Kardec foi, com certeza, personagem presente no tapete vermelho imaginário dos grandes gênios do seu século, desfilando com leveza ao lado de Pestalozzi, Darwin, Marx, Ford, Curie, Mendel, Beethoven e Coubert.

Mas Kardec foi além do seu tempo pois, enquanto coadunou com os avanços de uma época tão proficiente em mudanças, no mesmo passo que bebeu na fonte profícua da ciência materialista da qual fez uso devido, também ampliou suas dimensões para territórios nunca concebidos pelo conhecimentos. Trouxe a interexistencialidade para o campo da Epistemologia e alterou definitivamente os métodos para a busca da verdade.

Assim, nosso Mestre de Lion e do Mundo - e que me desculpem, Saimon, Marx e Furrier - foi um Filósofo da Nova Era muito mais que um futurólogo:

"Falsíssima idéia formaria do Espiritismo quem julgasse que a sua força lhe vem da prática das manifestações materiais e que, portanto, obstando-se a tais manifestações materiais, se lhe terá minado a base. Sua força está na sua filosofia, no apelo que dirige à razão e ao bom-senso."

Kardec, para além dos ficcionistas brilhantes, como Hugo e Verne, foi um Pesquisador da Nova Ciência dos Espíritos, mesmo sendo irretocável como acadêmico:

"O homem não se preocupará com a vida futura senão quando vir nela um fim claro e positivamente definido, uma situação lógica, em correspondência com todas as suas aspirações, que resolva todas as dificuldades do presente ...“

Enfim, nosso Professor Rivail não foi um idealista - pedindo licença a Owen, Proudhon e Babeuf -, ele foi o Profeta de um Novo Tempo, de um Novo Homem:

"No Espiritismo, a doutrina sobre o futuro não é obra da imaginação mas o resultado da observação de fatos materiais.” 


E assim, quando mais uma vez nos debruçamos sobre nossa já ancestral Doutrina de Luz, filha consanguínea dos Grandes Ideais e Clone Revigorado do Cristianismo, agradecemos ao Professor Genial e assumimos a rédea do labor. Grato, Mestre. Não vamos decepcionar, afinal, somos todos ‘Kardecs’ também.

Ricardo Carvalho

Historiador, Produtor Cultural e Diretor do Documentário “Je Suis Kardec”

 

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