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Natal e Jesus

December 24, 2020 19:11 , by Casa do Caminho - 0no comments yet | No one following this article yet.
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Natal e Jesus... 


 

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Natal e Jesus     

                                                                 Patrícia Lins de Paula 

 

Todos sabemos que as datas, em realidade, são convenções; não raro criadas pelo comércio, para justificar o consumo, ainda que movidas por passagens nobres da história da humanidade. Porém, as datas comemorativas, a exemplo do Natal, constituem pausas significativas na marcha caudalosa dos dias que se seguem, quase em ritmo automático, pela sociedade do desempenho.

Simbolicamente, as datas comemorativas são marcos importantes, que do lado de fora podem levar os seres imortais temporariamente imersos no corpo físico a reflexões e mudanças do lado de dentro: repensar modos de funcionar, reações às mesmas situações que nos ocorrem, pensamentos persistentes que deprimem nosso humor e nos causam um abatimento e desânimo desproporcionais. Assim se dá com o Natal.

Não há pistas sobre o dia exato quando Jesus nasceu; aliás, se formos analisar com detença, no Cristianismo Primitivo o próprio nascimento do menino Jesus sempre foi menos relevante que a Páscoa judaica, sempre mais representativa sobre o ponto de vista de renovação interior. Só três séculos mais tarde, com o imperador Constantino, que a data ganhou essa relevância que se vê hoje.

Mas qual o significado do Natal e Jesus na sociedade tecnológica do século XXI?

Como à época em que Jesus nasceu, vê-se, ainda hoje, as guerras geradas pela competição desenfreada, em busca do poder transitório, para saber quem é o mais forte e tem maior poder de destruição. No seio das famílias os valores morais esquecidos apontam para a decomposição moral terrível, como convite ainda não atendido para a renovação de valores espirituais.

Do lado de fora, a nova Israel segue dominada pelas ambições transitórias, pelo orgulho vaidoso, pela ânsia de obter um momento de destaque não importa o que custe.

Hoje, como outrora, Jesus vem com a proposta de fazer renascer a Era do amor em nossos corações, reestruturando, de uma vez por  todas, a estrutura moral da sociedade, e restituindo a autonomia que o ser humano entregou nas mãos dos falsos ídolos: a própria imagem, o dinheiro, o poder, a beleza, a fama.

Enquanto se alastra a insensatez e a violência, a lembrança do menino que nasce na manjedoura simples, toca os corações crédulos e incrédulos de um sentimento diferente, qual hino de compaixão e caridade, não obstante os desvios humanos.

Por isso, Natal é renovação pelo amor; o momento quando Jesus ganha terreno no coração e passa a dirigir a existência, edificando o reino divino no âmago dos sentimentos, para mais tarde esparzir felicidade e paz na Terra.

Das estrelas ao charco, da convivência com os anjos ao contato com os doentes, de pastor a perseguido, do infinito à singular existência de um carpinteiro Jesus demonstra que a humildade não apaga seu brilho, mas faz resplandecer para sempre a mensagem do amor imortal que permanece incorruptível, não obstante todas as tentativas humanas de conspurcá-la.

Jesus foi capaz de entregar-se ao máximo, legando à humanidade sua própria vida; será que o ser humano já é capaz de dar-lhe pequeno espaço, na estrebaria do seu coração, para acolher um facho da sua glória? 

 

Que Jesus possa ampliar o espaço em nossos corações e que possamos seguir as Suas orientações para sermos mais plenos e mais felizes nesse Natal e sempre!

É o que deseja a Casa do Caminho Pronto-Atendimento Espírita.

 

"O Espiritismo, longe de negar ou destruir o Evangelho, vem, ao contrário, confirmar, explicar e desenvolver, pelas novas leis da Natureza, que revela, tudo quanto o Cristo disse e fez;

elucida os pontos obscuros do ensino cristão, de tal sorte que aqueles para quem eram ininteligíveis certas partes do Evangelho, ou pareciam inadmissíveis, as compreendem e admitem, sem dificuldade, com o auxílio desta doutrina;

vêem melhor o seu alcance e podem distinguir entre a realidade e a alegoria;

o Cristo lhes parece maior: já não é simplesmente um filósofo, é um Messias divino.

(A Gênese, cap.1, Allan Kardec) 

 


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