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O DNA de Deus

May 2, 2019 14:28 , by Redação CDC - 0no comments yet | No one following this article yet.
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O DNA de Deus

 

“Só na inteligência Divina encontramos a origem de toda a coordenação e de todo o equilíbrio; razão pelo qual, nas suas questões mais íntimas, a física da Terra não poderá prescindir da lógica com Deus.” Assim nos fala Emmanuel, através das mãos de Chico Xavier, em ‘O Consolador’, questão 18, na sessão correspondente aos questionamentos reunidos no verbete ‘física’. O benfeitor espiritual reúne diversas considerações que vão construindo um sólido raciocínio sobre a existência do Criador e as constatações e desenvolvimentos promovidos através dos estudos da ciência no campo da física e de outras disciplinas.

Pensar Deus, diante de tais circunstâncias, significa compreender autoria em tudo a nossa volta. Através da combinação das forças, das leis, do movimento, e do mecanismo de precisão nesses envolvidos e distribuídos em todo o universo, nas obras visíveis de sua criação é possível certificar-se da Sua presença.

Esta percepção, associada a consequente e progressiva compreensão, é uma tendência humana inata, segundo Kardec, na questão 650, quando considera a Lei de Adoração, em O Livro dos Espíritos. Os Espíritos respondem que a adoração é um ‘sentimento inato, como o da existência de Deus’ e a ‘consciência de sua fraqueza leva o homem a curvar-se diante daquele que o pode proteger’, ou seja, a ideia de Deus é uma condição constatada através da evolução e da história da civilização, por isso resultante da aquisição da consciência. Os ritos e as religiões organizadas são formas exteriores de manifestação dessa tendência inata. Há, portanto, uma natural tendência do ser, a voltar-se para uma força maior que ele, qualquer que seja o nome que lhe atribua. Esse seria um dos níveis de conexão, praticamente biológico, com a Inteligência Superior que nos criou.

Diz-se que o pensamento religioso é uma ilusão. Tal afirmativa carece de fundamento. Nenhuma teoria científica, nenhum sistema político, nenhum programa de reeducação pode roubar do mundo a ideia de Deus e da imortalidade do ser, inatas no coração dos homens’, acrescenta  Emmanuel sob o título O sublime Legado, entre as dissertações que apresenta no livro sob o seu próprio nome, no capítulo IV, intitulado a Base Religiosa.

Em suas considerações sobre as cartas de Paulo, especificamente a de Coríntios, a primeira (https://www.youtube.com/watch?v=kO8lEWej10E&t=3206s), Haroldo Dutra aprofunda nosso entendimento dessa compreensão, de uma conexão biológica com Deus. Quando em suas considerações sobre a etimologia das palavras hebraicas para a ideia de Deus, remete ao vento, como atributo do espírito e consequente referência ao ar, que nós respiramos, Haroldo reforça essa conexão. Remete também ao sopro Divino, magistralmente pintado na figura do Gênesis bíblico, como responsável pela obtenção de vida, pelo corpo do figurativo Adão, quando Deus lhe sopra as narinas. O fôlego nos dá vida. É fato que o corpo físico demonstra sua finitude. A genética impressa neste corpo e a sustentação celular apenas existem quando está impregnado da essência Divina, entendida como o resultado de sua intervenção criadora.

Assim é que, enquanto estagiários em um corpo, somos completamente dependentes da sustentação divina que dá a vida para a permanência desse corpo. Como espíritos, ainda que vivendo neste corpo, somos completamente dependentes de uma força superior, que nos conduz onde nosso entendimento não dá conta de nos levar – diante dos problemas, adversidades e questionamentos da vida. E, ainda como Espíritos, então fora do corpo, somos confrontados com uma realidade incontestável, de que a vida impregnada de Deus em suas diferentes manifestações, não pode dele prescindir e ultrapassa as dimensões da limitada cela material.

 

Uósnei Moncorvo, Comunidade Espírita Casa de Oração e Luz

 

1. Que é Deus?

— Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas

2. O que devemos entender por infinito?

— Aquilo que não tem começo nem fim; o desconhecido; todo o desconhecido é infinito.

3. Poderíamos dizer que Deus é o infinito?

— Definição incompleta. Pobreza da linguagem dos homens, insuficiente para definir as coisas que estão além de suas inteligência.

comentário de Kardec: Deus é infinito nas suas perfeições, mas o finito é uma abstração; dizer que Deus é o infinito é tomar o atributo de uma coisa por ela mesma, definir uma coisa ainda não conhecida, por outra que também não o é

7. Poderíamos encontrar a causa primária da formação das coisas nas propriedades íntimas da matéria?

— Mas, então, qual seria a causa dessas propriedades? E semprenecessária uma causa primária.

Comentário de Kardec: Atribuir a formação primária das coisas às propriedades íntimas da matéria seria tomar o efeito pela causa, pois essas propriedades são em si mesmas um efeito, que deve ter uma causa.

8. Que pensar da opinião que atribui a formação primária a uma combinação fortuita da matéria, ou seja, ao acaso?

— Outro absurdo! Que homem de bom senso pode considerar o acasocomo um ser inteligente? E, além disso, o que é o acaso? Nada!

Comentário de Kardec: A harmonia que regula as forças do universo revela combinações e fins determinados, e por isso mesmo um poder inteligente. Atribuir a formação primária ao acaso, seria uma falta de senso, porque o acaso é cego e não pode produzir efeitos inteligentes. Um acaso inteligente já não seria um acaso..

(O Livro dos Espíritos, Allan Kardec)


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