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O LANÇAMENTO DO CÉU E O INFERNO FOI EM AGOSTO DE 1865

August 1, 2018 19:47 , by Redação CDC - 0no comments yet | No one following this article yet.
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Ceueinferno

 

O LANÇAMENTO DO CÉU E O INFERNO FOI EM AGOSTO DE 1865

 

O Céu e o Inferno é a quarta obra da codificação, elaborada e publicada por Allan Kardec. É uma obra que traz sólidos ensinamentos buscando ampliar a quarta parte de O Livro dos Espíritos que nos fala Das esperanças e consolações. O Céu e o Inferno “é o guia do viajante antes de adentrar em país novo“.

 
No dia 1º de agosto de 1865 era lançado O Céu e o Inferno.  Seu principal escopo é explicar a Justiça de Deus à luz do Espiritismo. Objetiva demonstrar a imortalidade do Espírito e a condição que ele usufruirá no Mundo Espiritual, como consequência de seus próprios atos (http://www.febnet.org.br/).  
 
O Céu e o Inferno nos transporta para o mundo imaterial e oferece o entendimento e reflexões sobre as nossas oportunidades ainda enquanto encarnados, nesse planeta que nos acolhe. No livro, temos oportunidades de ler sobre depoimentos de espíritos que retornaram a esse plano, através dos médiuns para contar sobre o quanto estão vivos e suas experiências de arrependimento, remorso pelo tempo perdido e seus atos. Discute sobre a morte, o céu, o inferno que existe em nosso mundo interior. 
 
Dessa forma, para impulsionar a nossa reflexão sobre a morte, ainda no nosso momento em vida material que nos encontramos, transcrevemos abaixo um texto publicado no Reformador, retirado do site da Federação Espírita Brasileira.
 

Morri, e agora?!

Breves reflexões sobre a morte

A principal surpresa do indivíduo ao se defrontar com a experiência da morte é a de que continua vivo. A morte não existe. Acreditar na imortalidade espiritual implica em modificar por completo os padrões de vida quando comparados com o perfil do materialista, que não crê em nada além da morte. Aquele que imagina o fim absoluto ao término da existência física não tem razão alguma para ser uma boa pessoa, ajudar o outro, ser honesto, solidário, caridoso. Tudo deixará de existir mesmo; então, para que considerar a ética e os valores defendidos pelos moralistas?
No entanto, quando admitimos a continuidade existencial após o sepulcro, somos naturalmente impelidos a adotar mínimas providências para considerar como ficará nossa situação do outro lado da vida. As concepções religiosas acerca do assunto são variadas e, às vezes, conflitantes. Porém, essa é a razão da existência de diversas religiões, pois cada uma explica à sua maneira como ficará a alma após a morte do corpo físico. Céu, inferno, purgatório, sono eterno, espera de julgamento são opções tradicionais que as doutrinas dogmáticas ofertam a seus profitentes. O Espiritismo tem mais a oferecer.
A vida futura contém a explicação para o entendimento da mensagem de Jesus. Sem a perspectiva do porvir, ficamos limitados a estreitos horizontes que nos impedem de ampliar a visão para entendimento mais aprofundado do verdadeiro significado da vida, em sua expressão de imortalidade. Um amigo comentava ainda outro dia: “o maior patrimônio que Deus ofereceu ao homem foi conferir-lhe o dom de ser imortal”. Essa condição é inerente à nossa natureza. Portanto, não há como excluí-la, por mais que alguém tenha esse propósito. Nem nós mesmos conseguimos eliminar a essência divina que guardamos na intimidade do ser, pois reconhecer a paternidade de Deus implica assumir a postura de filhos. Entretanto, por mais que tenhamos a ideia de nossa imortalidade, a experiência da morte física é algo que ainda nos causa estranheza, surpresa e, por que não dizer, em algumas situações, mal-estar?!
Nascemos, morremos, renascemos inúmeras vezes, e continuamos nos acertos e desacertos das provas e expiações, repetindo lições não aprendidas, indo e vindo e tornando a voltar… E a morte, ainda nos causando enorme impacto! Quando observamos e acompanhamos entes queridos, familiares ou amigos próximos, despedindo-se da vida impermanente e acessando o portal da realidade imorredoura, é quase inevitável refletirmos sobre a transitoriedade da existência passageira e a importância da vida perene.
É indispensável que tais reflexões se manifestem enquanto estivermos a caminho, do lado de cá. E o Espiritismo concede-nos essa extraordinária oportunidade, por nos oferecer os elementos indispensáveis para que pensemos mais amplamente, entendendo a essência da vida no antes e depois da breve passagem pela vida material.
Do outro lado da vida não há milagres. E a morte não nos transformará num “passe de mágica”. A situação a ser encontrada por lá é exatamente a que estamos construindo aqui neste momento. Por isso, não percamos tempo em dúvidas e questionamentos desnecessários; esforcemo-nos por praticar a lei de justiça, amor e caridade em sua essência e plenitude. Isso sim é que fará a diferença fundamental entre a felicidade ou infelicidade no grande amanhã que aguarda a todos nós.

*KARDECAllan. O evangelho segundo o espiritismo. Trad. Guillon Ribeiro. 130. ed. 8. imp. Brasília: FEB, 2017. Cap. 28, it. 40 e 41.
______. O livro dos espíritos. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 4. ed. 3. imp. Brasília: FEB, 2016. q. 165.
SIMONETTI, Richard. Quem tem medo da morte? 37. ed. Bauru, SP: CEAC, 2016.
XAVIER, Francisco C. Voltei. Pelo Espírito Irmão Jacob. 28. ed. 12. imp. Brasília: FEB, 2017. 

*Artigo publicado em Reformador, jun. 2012, p. 214-215. As referências foram atualizadas.

 

 

 "A Doutrina Espírita transforma completamente a perspectiva do futuro. A vida futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade. O estado das almas depois da morte não é mais um sistema, porém o resultado da observação. Ergueu-se o véu; o mundo espiritual aparece-nos na plenitude de sua realidade prática; não foram os homens que o descobriram pelo esforço de uma concepção engenhosa, são os próprios habitantes desse mundo que nos vêm descrever a sua situação; aí os vemos em todos os graus da escala espiritual, em todas as fases da felicidade e da desgraça, assistindo, enfim, a todas as peripécias da vida de além-túmulo. Eis aí por que os espíritas encaram a morte calmamente e se revestem de serenidade nos seus últimos momentos sobre a Terra. Já não é só a esperança, mas a certeza que os conforta; sabem que a vida futura é a continuação da vida terrena em melhores condições e aguardam-na com a mesma confiança com que aguardariam o despontar do Sol após uma noite de tempestade." (O Céu e o Inferno). 


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