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O QUE É HUMANIDADE

May 13, 2021 18:05 , by Redação CDC - 0no comments yet | No one following this article yet.
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O QUE É HUMANIDADE?

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O QUE É HUMANIDADE?

                                                     (Por: André Luiz Rodrigues Lima)

Raciocinamos da Terra para a essência espiritual e não o contrário, diminuindo o alcance do termo Humanidade 

No atrasado mundo em que vivemos, que ainda é de provas e expiações, quando usamos o termo ‘humanidade’, no mais das vezes, estamos falando de um conjunto de seres humanos ou do conjunto de características que formam o ser humano.

O vocábulo humanidade vem do latim humanitas, que faz referencia à natureza humana, ao gênero humano e, finalmente, ao conjunto de todas as pessoas do mundo, que é o significado mais conhecido.

Assim, os conceitos e referências de humanidade que estão disponíveis demonstram a nossa limitada visão sobre muitas coisas, ou quase todas elas, posto que raciocinamos sempre partindo da Terra para a essência espiritual e não o contrário, diminuindo o alcance do termo para que fique contido em nossa limitação intelecto-moral.

Já são chegados os tempos da regeneração do planeta Terra, onde essa limitação será superada e acabaremos por enxergar melhor quem de fato somos e o que viemos fazer aqui. A contar daí, não será mais possível restringir a humanidade ao ser humano encarnado nesse planeta.

Dia chegará onde todos terão a convicção de que somos Espíritos que receberam um corpo para poder manifestar-se no plano material e não um corpo que contém uma inteligência ou uma alma. Esse entendimento  possibilitará a retirada do véu dos nossos olhos, ampliando o campo à frente.

Em breve, teremos a certeza de que viemos para a Terra em razão da nossa vibração ser compatível com este orbe e que se melhores fossem as nossas vibrações, estaríamos em planetas já regenerados ou até felizes[i].

Fato é que a nossa visão sobre o que é humanidade é pequena e restritiva porque sofre a influência do nosso orgulho e do materialismo. Os habitantes da Terra, na sua maioria, ainda acredita que neste pequeno planeta perdido na Via Láctea, estão instalados os únicos seres inteligentes do Universo. Nesse ponto, veja-se as respostas dos Espíritos à pergunta 55 de O Livro dos Espíritos[ii]:

“55 -  Todos os globos que circulam no espaço são habitados?

- Sim, e o homem da Terra está longe de ser como crê, o primeiro em inteligência, em bondade e perfeição. Todavia há homens que se crêem muito fortes, que imaginam que somente seu pequeno globo tem o privilégio de abrigar seres racionais. Orgulho e vaidade! Julgam que Deus criou o Universo só para eles”.

Muito antes das revelações dos Mensageiros, o próprio Jesus, há mais de 2000 anos, tinha dito que existem ‘muitas moradas na casa do Pai’[iii].  Se a casa do Pai é o Universo, para os que acreditam no Rabi de Nazaré, sejam espíritas ou não, não deveria haver dúvidas da existência de vida nos outros orbes.

Também os que não acreditam no Mestre, os que são materialistas, céticos, ateus, agnósticos, etc., deveriam através da razão que tanto cultivam deduzir que pelo tamanho do Universo e pela quantidade de planetas e galáxias descobertos e desconhecidos, a probabilidade de existir vida inteligente em outros planetas é absoluta.

Vida existe, sem dúvida, mas claro que a vida material nos demais orbes pode não ser igual à vida que se manifesta na Terra. Todos os mundos têm características próprias e os Espíritos a eles vinculados às têm da mesma sorte.

Por isso, é preciso ter em mente que a vida se adequada à vibração de cada planeta[iv],  que o perispírito é plasmado a partir de cada  atmosfera  e até a manifestação material da vida em cada um  será  adequado à nave a ser habitada.

Quanto ao que se diz nesse breve artigo, alguém poderia perguntar: ‘se a vida existe em todo canto e em todos os orbes, onde estariam os chamados extraterrestres? Porque as sondas enviadas à Lua, a Marte, os satélites, etc., não detectam a vida que lá existe?’

No Evangelho Segundo o Espiritismo consta uma observação pertinente[v]:

“À medida que esta se desenvolve, diminui a influência da matéria, de tal maneira que, nos mundos mais adiantados, a vida é, por assim dizer, toda espiritual”.

Ora, se a maioria de nós ainda não pode ver a Humanidade desencarnada do nosso próprio planeta, cujo perispírito é formado com os elementos retirados da própria Terra, certamente não conseguiremos com os olhos de encarnados aqui, vislumbrar os nossos irmãos mais adiantados e as belezas dos mundos que estão a nossa frente através de nossos telescópios ...

Não existe, no particular, a sintonia, a vibração, a conexão que viabiliza a percepção da vida mais transcendente e evoluída.  Como outras tantas coisas e outros tantos exemplos, que não cabem neste pequeno texto, não é porque não vemos alguma coisa que ela não existe, vide, por todos, o ar que respiramos.

Ademais existem relatos em obras da maior credibilidade, relatadas por Allan Kardec em sua ‘Revista Espírita’, ou recebidas pela doce mediunidade de Francisco Candido Xavier.

A título de ilustração, vale citar o trecho da obra Cartas de uma Morta da psicografia do festejado médium Chico Xavier, quando Maria João de Deus é conduzida à atmosfera de Saturno[vi]:

Vi-me então, numa superfície diversificada, onde parecia pisar sobre um amontoado de massas mais ou menos análogas ao gelo sentindo-me envolvida numa temperatura singular.

Avistei muito distante, como um novelo de luz, levemente azulada, o sol; todavia, só pude saber que se tratava desse astro porque me disse o esclarecido mentor e devotado guia, tal era a diferença que eu constatava. A luz se espalhava por todas as coisas, mas, o seu calor era menor, dando-me a impressão de frescura e amenidade, arrancando do cenário majestoso, que eu presenciava, tonalidades de um rosa pálido e de um azul indefinível.

Vi, depois, várias habitações de estilo gracioso, onde predominavam grandes colunatas artisticamente dispostas, decoradas com uma substância para mim desconhecida, que mudava de cor, em lindíssimas nuanças, aos reflexos da luz solar.

Colaciono ainda trecho da  ‘Revista Espírita’ de agosto de 1858, onde consta, entre outras revelações, um relato sobre os corpos dos Espíritos encarnados em Júpiter[vii]:

“O corpo desses Espíritos, como aliás de todos os habitantes de Júpiter, é de tão pouca densidade que só pode ser comparada à dos nossos fluidos imponderáveis. Um pouco maior que o nosso corpo, cuja forma reproduz exatamente, entretanto mais bela e mais pura, ele teria, para nós, a aparência de um vapor ─ e aqui emprego contrafeito um vocábulo que designa uma substância ainda muito grosseira ─ de um vapor, dizia eu, intangível e luminoso... luminoso sobretudo nos contornos do rosto e da cabeça, pois aí a inteligência e a vida irradiam como um foco muito ardente. É exatamente esse brilho magnético, entrevisto pelos visionários cristãos, que os nossos pintores traduziam como o nimbo ou auréola dos santos”.

Dito isso, quem são os extraterrestres?

Quem são os Espíritos que vem a encarnar em Júpiter ou Marte se não nós mesmos em futuro próximo quando mais evoluídos estivermos?

Com base nisso vale perguntar: quando as nossas vibrações forem se elevando pelas nossas conquistas de ordem intelectual e moral  e nos fizer merecer a benção de encarnar em um planeta feliz, deixaremos de ser humanos?

Claro que não!

Assim, parece claro que é preciso atualizar o conceito de Humanidade e, acima de tudo, buscar abrir as nossas mentes para o mundo de regeneração que se apresenta, que bate a nossa porta, que nos chama ao dever e à responsabilidade sobre nos mesmos, sobre o nosso planeta e, porque não, em relação a toda a criação.

Por tudo isso, me parece que o conceito de Humanidade deve ser revisto e ampliado para que venha a conter o conjunto de Espíritos, encarnados ou errantes, vinculados a qualquer dos orbes do Universo.

Somos todos irmãos e iguais em Espírito habitando, de acordo com o nosso merecimento, as diversas moradas da casa do Senhor.

 

[i] Evangelho Segundo o Espiritismo, capitulo III, Diferentes categorias de mundos habitados.

[ii] O Livro dos Espíritos, Autor Allan Kardec, Editora IDE, página 47.

[iii] Evangelho Segundo o Espiritismo capitulo III, Diferentes Estados da Alma na Erraticidade.

[iv] O Livro dos Espíritos, Autor Allan Kardec, Editora IDE, página 58 questão 94

[v] Evangelho Segundo o Espiritismo, capitulo III, item 3, Diferentes categorias de mundos habitados.

[vi]  Cartas de uma Morta. Autor Francisco Candido Xavier, pagina 56.

[vii] Revista Espírita 1958, Editora Edicel, 1ª Edição 2006,  página 269.

 

" Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os felizes. (...) Sem dúvida, mesmo nesses mundos, o homem ainda está sujeito às leis que regem a matéria. A humanidade experimenta as vossas sensações e os vossos desejos, mas está isenta das paixões desordenadas que vos escravizam. Neles, não há mais o orgulho que emudece o coração, a inveja que o tortura e o ódio que os asfixia. A palavra amor está escrita em todas as frontes; (...)

Nesses mundos, (...) o homem ainda é carnal, e por isso mesmo sujeito às vicissitudes de que só estão isentos os seres completamente desmaterializados. Ainda tem provas a sofrer, mas estas não se revestem das pungentes angústias da expiação. (...) Menos absorvido pelas coisas materiais, o homem entrevê melhor o futuro do que vós,

(...) Contemplai, pois, durante a noite, na hora do repouso e da prece, essa abóbada azulada, e entre as inumeráveis esferas que brilham sobre as vossas cabeças, procurai as que levam a Deus, e pedi que um mundo regenerador vos abrisse o seu seio, após a expiação na Terra"

(O Evangelho segundo o Espiritismo, Allan Kardec).


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