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O Sentido da Páscoa para o Epiritismo

April 21, 2019 22:36 , by Vicente Aguiar - 0no comments yet | No one following this article yet.
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“Por que me abandonaste?”

            (...) Quando Jesus  estava na cruz, ele pronunciou, em aramaico, as seguintes palavras: “Eli Eli lama sabactani” que significam ‘Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?’ ou ‘por que me desamparaste?’. E muitas pessoas ficam perplexas, ao imaginarem que Jesus disse essas palavras. Mas, na verdade, Jesus recitava um salmo, o salmo 22 versículo 1,  que começa exatamente dizendo “meu Deus,  meu Deus por que me desamparaste?”

            Que salmo é este? Por que Jesus recitou esse salmo na cruz? É preciso então que a gente faça uma viagem, que nós recuemos no tempo,  ao  tempo do rei David, porque este salmo é um salmo davídico.  É um salmo em que David, nos seus apuros, nas suas dificuldades, compõe esse belíssimo poema que está incrustrado na Bíblia junto com outros salmos  belíssimos  e que é conhecido pela tradição do povo hebreu como “o salmo do servo fiel” ou “o  salmo do justo sofredor”.

Que história é essa? Bom, imaginavam, na tradição hebraica, a vinda de um Messias. E  quando esse Messias viesse, ele instauraria na terra o reino de Deus, um mundo de paz, de amor, de harmonia, sem guerras, sem injustiça, sem sofrimento - um mundo de fraternidade suprema.  Mas, antes da vinda do reino de Deus, segundo algumas tradições, era preciso a vinda de um servo fiel, de um servo sofredor. Essa tradição está registrada também nos capítulos 52 e 53 do profeta  Isaías. Portanto, quando o salmo começa cantando, “meu Deus,  meu Deus por que me desamparaste?“, é uma forma poética, um lamento poético do justo, daquela pessoa honesta, sem nenhuma mancha, que se oferece em sacrifício, que sofre aparentemente sem uma justa razão, sem nenhum motivo.

            Nessa transição, eles acreditavam que o Messias seria um servo sofredor que encurvaria, que levaria nos seus ombros toda a carga de ódio e de sofrimento da humanidade. Enquanto não viesse esse Messias, que sofresse pelos homens, que levasse nos ombros toda a carga de mágoas, de ódio e de agressividade do ser humano, não se implantaria na terra o reino de Deus. Portanto, no momento em que Jesus, na cruz, abandonado, com os discípulos atemorizados, aparentemente derrotado, pronuncia o salmo 22, ele deixa uma lição maravilhosa: a lição de que começava a se instaurar a terra o reino de Deus.

                   Haroldo Dutra Dias

 

Qual é então, o significado da Páscoa para o Espiritismo?

A Páscoa tem diferentes interpretações para diferentes povos e religiões. Para alguns representa a ressureição de Jesus Cristo, para outros, a liberdade dos judeus da escravidão egípcia, liderada por Moisés.  A celebração é também diferente entre os povos. Todos esses acontecimentos merecem celebração e, de algum modo, nos lembram as Leis Divinas inscritas em nossas consciências.

A Doutrina Espírita respeita todas as manifestações de crenças e fé, embora não comemore formalmente o período de Páscoa, com os diversos simbolismos associados à ele.

Entretanto, para os espíritas e todos os seres humanos, é um bom momento para relembrar e refletir sobre esse período da vida de Jesus Cristo. O momento em que ele deixa o exemplo de amor maior por toda a humanidade, indistintamente, demonstrando com clareza que todas as aflições são temporárias. E, indubitavelmente, o aspecto de maior relevância: deixou para todos nós o ensinamento  sobre a imortalidade da alma. A incerteza da continuidade da nossa existência para além da matéria chegava ao fim quando Jesus Cristo apresentou-se a Maria Madalena e, em seguida aos seus  discípulos. Finalmente, Ele deixou a maior de todas as lições:  a de que a vida é eterna. Dessa forma, a nossa necessidade de evolução moral constante torna-se inequívoca. E, somente se completará quando aprendermos a amar uns aos outros. Com humildade e simplicidade Jesus mostrou ser possível!

Que possamos desenvolver em nós, a cada dia, o amor por nós mesmos e pelo nosso próximo, bem próximo e assim, vivermos em harmonia e plenitude!

 

  1. Qual o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem para lhe servir de guia e de modelo?

— Vede Jesus.

Comentário de Kardec: Jesus é para o homem o tipo de perfeição moral a que pode aspirar a Humanidade na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ele ensinou é a mais pura expressão de sua lei, porque ele estava animado do espírito divino e foi o ser mais puro que já apareceu na Terra.

Se alguns dos que pretenderam instruir os homens na lei de Deus algumas vezes s desviaram para falsos princípios, foi por se deixarem dominar por sentimentos demasiado terrenos e por terem confundido as leis que regem as condições da vida da alma com as que regem a vida do corpo. Muitos deles apresentaram como leis divinas o que era apenas leis humanas, instruídas para servir às paixões e dominar os homens

(O Livro dos Espíritos, Allan Kardec).  

 


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