Go to the content
Colabore com a casa
or

 Go back to Temas Doutri...
Full screen Suggest an article

O Suicídio e a Loucura

September 13, 2020 13:29 , by Redação CDC - 0no comments yet | No one following this article yet.
Viewed 41 times

Volta te para a luz post 1

O Suicídio e a Loucura

                                             Uósnei Moncorvo

 

Léon Denis, nas considerações de abertura do livro ‘O Problema do Ser, do Destino e da Dor’, enumera motivos pelos quais a busca de sentido da vida necessita ser tida como algo a ser realizado de forma grave, séria e profunda. Ele descreve um contexto de descrença e desesperança, mediado pela impossibilidade da religião dominante à época, em promover uma mentalidade que estimulasse esperanças para o futuro. Isso, portanto, não proporcionava sustentação real e emocional para seus adeptos. 

Associado a isso, os setores acadêmicos da sociedade, apesar de suas diferentes elaborações e justificativas filosóficas a respeito do sentido da vida, também haviam falido. Não era à toa que o número de suicídios havia crescido.

Os espíritos superiores já haviam direcionado atenção objetiva à questão do suicídio, quando em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo V - Bem Aventurados os Aflitos (item 14), trataram do subtema acima. Em um dos trechos, eles detalham considerações sobre as aflições ou sofrimentos, sob a ótica das bem-aventuranças:

“A calma e a resignação hauridas da maneira de considerar a vida terrestre e da confiança no futuro dão ao espírito uma serenidade que é o melhor preservativo contra a loucura e o suicídio. (…) Ora, se encarando as coisas deste mundo da maneira por que o Espiritismo faz que ele as considere, o homem recebe com indiferença, mesmo com alegria, os reveses e as decepções que o houveram desesperado noutras circunstâncias, evidente se torna que essa força, que o coloca acima dos acontecimentos, lhe preserva de abalos a razão, os quais, se não fora isso, a conturbariam. (…) 

Ora, aquele que está certo de que só é desventurado por um dia e que melhores serão os dias que hão de vir, enche-se facilmente de paciência. Só se desespera quando nenhum termo divisa para os seus sofrimentos. E que é a vida humana, com relação à eternidade, senão bem menos que um dia?

Por qual razão: bem aventuranças? Um trecho de destaque na mensagem acima é “a maneira de encarar a vida terrestre”. Analisemos mais de perto o assunto.

Boa parte das causas de desesperança se dão em razão do olhar que se tem sobre as dificuldades que são vividas - a perspectiva; assim como na incapacidade de ver que estes são passageiros, ou seja, virão a termo. 

Problemas e dificuldades, sofrimentos e inquietações fazem parte natural da vida. Falta a conscientização do sentido desta vida e dos acontecimentos que se desenrolam dentro dela.

Além da conscientização, não podemos deixar de assinalar aqueles que possuem, além da dificuldade de olhar por uma perspectiva diferente, um baixo nível de resiliência, ou seja, incapacidade de adequar-se a mudanças e acontecimentos considerados infelizes.

Nesses indivíduos, cuja estrutura de personalidade, quer em seus aspectos inatos (advindos do inconsciente coletivo, ou ainda das etapas anteriormente vividas), quer em seus aspectos culturalmente aprendidos, há nítida dificuldade para lidar com frustrações e dificuldades, o que demanda imediata ajuda medicamentosa e psicoterapêutica. 

Aprofundando para além destas questões, os espíritos enfocam a capacidade de entender, aceitar e entrever a possibilidade de uma vida futura. Tal esperança, relativiza os sofrimentos atuais,  promove a compreensão de um causa, presente ou anterior, que se diluirá com o prosseguimento da etapa de vida atual, em condições bem sucedidas de aceitação, trabalho perseverante e constante na mudança, além da resignação diante das impossibilidades.

A loucura enquanto doença mental, quando advinda da desesperança, assim como a ideação suicida, devidamente tratadas com os recursos e técnicas especializadas, e recebendo a atenção do envolvido em seu processo de auto-cura, provocará a homeostase. Esse equilíbrio entre o espírito, a mente e o corpo, promove o alívio do sofrimento e de suas repercuções dolorosas. 

A partir daí, instalar-se-á o estado de bem aventurança revelado pelos bons espíritos e almejado por todos.

É preciso acreditar! Acender a esperança da conquista de si mesmo. Assim, um novo caminho começa a desenhar-se diante dos pés sofridos, rumo a um novo olhar sobre o sentido da vida. 

 

982. É necessário fazer profissão de fé no Espiritismo e crer nas manifestações para assegurar nossa sorte na vida futura?

 — Se assim fosse, todos os que não crêem ou não puderam esclarecer- se seriam deserdados, o que é absurdo. É o bem que assegura a sorte no futuro; ora, o bem é sempre o bem, qualquer que seja a via pela qual se conduz. (Ver itens 165 e 799.)

 

Comentário de Kardec: A crença no Espiritismo ajuda o homem a se melhorar ao lhe fixar as idéias sobre determinados pontos do futuro; ela apressa o adiantamento dos indivíduos e das massas porque permite considerarmos o que seremos um dia: é, pois, um ponto de apoio, uma luz que nos guia. O Espiritismo ensina a suportar as provas com paciência e resignação, desvia o homem da prática dos atos que podem retardar-lhe a felicidade futura, e é assim que contribui para a sua felicidade. Mas nunca se disse que sem ele não se possa atingi-la (O Livro dos Espíritos).

 


0no comments yet

Post a comment

* field is mandatory

If you are a registered user, you can login and be automatically recognized.