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Perspectiva. Aprender e crescer através da superação. Suicídio não é opção. Peça ajuda

September 6, 2019 13:11 , by Redação CDC - 0no comments yet | No one following this article yet.
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1 perspectiva

 

 

PERSPECTIVA

 

Viver, ou existir na condição humana  é uma singularidade.

Percebemos, sentimos, pensamos, elaboramos raciocínios complexos – e travamos uma constante batalha com essa teia de sentidos e significados gerados a partir da nossa interação com o meio, com os outros e conosco. Uma grande questão se sobressai: como desenvolver habilidades para lidar com o emaranhado de emoções e sentimentos produzidos por tudo isso.

Quando a inabilidade prevalece, uma das estratégias inadequadas assumidas é o suicídio.

Este texto chamado Perspectiva, é o primeiro de uma série de quatro, seguido por Angústia, Esperança e Cura, onde nos propomos a olhar a questão do suicídio de outra posição.

Segundo site do Conselho Federal de Psicologia:

 O suicídio foi a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos em todo o mundo em 2015 e 78% deles ocorreram em países de baixa e média renda. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam o Brasil como oitavo país do mundo em suicídios.

O suicídio passou a categoria de questão de saúde pública durante a década de 1990.  Recentemente, entre outras ações no Brasil, surgiu o Setembro Amarelo, um mês dedicado à prevenção do suicídio, através de estratégias de conscientização da sociedade (2).

Diversos quadros patológicos que se manifestam em nosso psiquismo podem conduzir ou favorecer a instalação da ideação suicida, com posterior concretização do intento, quando não manifestos, reconhecidos e tratados.

Um fato a considerar é que nos deparamos com duas perspectivas da  realidade. A primeira, o dia amanhecendo e proporcionando uma infinidade de possibilidades, de caminhos para as situações vivenciadas, por mais difíceis que elas sejam. E outra, onde tudo perde gradualmente a cor, onde nada mais faz sentido, onde a esperança desaparece e no ápice do desespero, tem por resultado a fuga repentina da realidade através da finalização da própria vida.

Na década de 80, Dado Villa Lobos, Renato Russo e Marcelo Bomfá compuseram Pais e Filhos, incluída no álbum Quatro Estações, tratando do suicídio de uma jovem, lançando-se do quinto andar de um prédio. Conta-se  que o trecho que se segue, incluído na música, foi retirado de um livro chinês, “...é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar na verdade, não há.” A música causou polêmica à época, por tratar de uma temática não comumente falada, exposta na letra da canção, incluindo conflitos e questões familiares relacionadas. O trecho que trazemos pode ser filtrado através de dois olhares diversos. O primeiro, materialista, sem qualquer esperança ou perspectiva quanto ao futuro. Isso significaria uma tendência fatalista, que até nos empurraria na direção da exacerbação dos prazeres através dos sentidos, em razão de não haver qualquer futuro. Mas o segundo olhar nos lança em direção à vivência plena de cada momento. Isto representa afirmar que cada momento é único, e cada pessoa que surge na nossa vida terá um significado e importância que não se repetirão. Esse olhar guarda também o entendimento de que os momentos difíceis também são passageiros, impermanentes e únicos. Logo, como nós os vivemos é que fará realmente a diferença.

Allan Kardec, tratando da lei de conservação, situou-nos a respeito da preservação da vida. O instinto de conservação é uma lei da natureza, um processo que no ser humano é raciocinado (Livro dos Espíritos, 702). Deus deu ao homem a necessidade de viver (3)

 Há uma delicada costura dos retalhos que compõem a vida num todo harmonioso. Para que isso aconteça, é necessário receber os acontecimentos, acolhê-los e aprender a delicada e engenhosa habilidade de lidar com eles!

Por vezes, precisamos realizar a nossa descida ao Hades, o mitológico mundo avernal dos mortos, descrito nos clássicos dos poetas gregos, governado pelo deus olímpico do mesmo nome. Uma região escura e sombria. Isso não significa abraçar a perspectiva da morte, mas encarar a escuridão.

Na mitologia a Deusa Perséfone é sequestrada por Hades, e ambos mergulham nas profundezas da Terra, no mundo do deus invisível, guardião das almas. Nessa região Perséfone atravessa sua metamorfose, até ressurgir diante dos apelos maternos de Deméter a seu pai Zeus, o Deus supremo do Olimpo. Dessa forma, implicam-se pai e mãe, a família.  Perséfone é conduzida pelas mãos de Hermes, o deus mensageiro, aquele que realiza a passagem entre os meios (4)

 Essa descida – ou confrontação psíquica com o nosso mundo afetivo diante das situações complexas, um mergulho, uma  interiorização, se dá como se fossemos a jovem deusa Perséfone. Somos todos nós, em algum momento, jovens, imaturos e inexperientes diante da dor e da dificuldade. Nesta condição escura, trevosa, lidando com nossas sombras e monstros, somos levados ao enfrentamento e a amadurecer.  No momento certo, oportunamente, emergimos para ao dia, florindo como a primavera. Claro, se não perdemos de vista a possibilidade da mudança. Diversificamos então o olhar diante dos problemas, sem fugas insensatas, atentando contra nossa vida, mas ressignificando cada um deles.

Precisamos oportunizar a nós mesmos a confrontação com as dificuldades e problemas, buscando soluções viáveis, aprendendo e crescendo através da superação. Alterar a nossa perspectiva diante das coisas, e quando necessário sinalizar em busca de ajuda.

https://site.cfp.org.br/tag/setembro-amarelo/

https://oglobo.globo.com/sociedade/saude/quatro-motivos-para-falar-sobre-dia-mundial-de-prevencao-ao-suicidio-17442515

3 O Livro dos Espíritos, Lei de Conservação, terceira parte

4  As Deusas e a Mulher, nova Psicologia das Mulheres, capítulo 10

    5 - http://www.oespiritismo.com.br/mensagens/ver.php?id1=355    

Uósnei Moncorvo, Comunidade Espírita Casa de Oração Luz

 

Joanna de Ângelis(5) em Exaltação a Vida, assim se coloca:

Originada no Psiquismo Divino como um campo primordial de energia, conduz todos os elementos indispensáveis ao seu engrandecimento durante a trajetória que lhe cumpre desenvolver até lograr a fatalidade que lhe está destinada.

           Não raro confundida com automatismo ou pulsações caóticas do acaso, é a mais pujante expressão da realidade que dá origem a todas as coisas.

           Para onde se direcione o pensamento e se proceda a observação, ei-la que se apresenta enriquecedora, convidando a reflexões acuradas.

           Por mais o ser humano se rebele e deseje fugir do fenômeno da vida, mais a defronta, porquanto jamais se extingue.

(...)

Desse modo, ama a tudo e a todos, deixando-te arrebatar pela excelência dos acontecimentos, que te constituem razões de aprendizado para aquisição da beleza a que te destinas.

          Contribui em favor do seu desabrochar mediante a razão bem orientada e a emoção equilibrada.

          És vida e és parte essencial da vida em tudo manifestada.

(...)

És vida em ti mesmo, e o exterior sempre refletirá o que cultives internamente.
         Jamais te evadirás da tua realidade.
          Assim, torna enriquecedora e produtiva a tua existência, sendo um hino de louvor e de exaltação à vida.
 


This article's tags: Valorização da vida Prevenção ao suicídio suicídio Setembro amarelo

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