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PRESENTES E CARTÕES

December 24, 2019 14:33 , by Casa do Caminho - 0no comments yet | No one following this article yet.
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Dezembro é um mês no qual, de forma natural e costumeira, muitas coisas passam a compor nossa realidade de maneira diferente dos demais meses do ano. Guirlandas, bolas coloridas, enfeites, pisca-piscas. Panettones e perus. Árvores de Natal, presépios, decoração especial na casa e nas ruas.

Mesmo com tudo isso, há pessoas que consideram o Natal triste, ou mesmo, se esquivam de comemorá-lo. Há quem até mesmo verbalize que não gosta do Natal.

Precisamos sentir um pouco a respeito desta temática. O Natal é considerado como época de realização dos encontros com a família, com pessoas que amamos, e aquelas que consideramos  amigas. Época de conectar-se de forma mais efetiva com Deus, e de reflexionar sobre a passagem do Mestre Jesus no planeta, bem como sobre seu significado.

Os protestos associados  à ocasião, geralmente surgem de considerações sobre não haver necessidade de uma data específica para fazer o que o Natal propõe. De que a determinação de um momento para isso é fruto de hipocrisia, afinal as pessoas deixam de fazer isso o ano todo e querem resgatar no período do Natal. Ou ainda, de que os gastos feitos nessa ocasião são um desatino, diante da pobreza ao nosso redor. Uma contradição em relação as ideias propostas pelo aniversariante. Aliás, outro motivo de questionamento é a imprecisão da data, para ser atribuída como a do nascimento de Jesus.

Emmanuel, psicografando através de Chico Xavier, no livro Fonte da Paz (Espíritos Diversos, Editora IDE, capítulo 12),  tece as seguintes considerações sobre o Natal:


"A sabedoria da Vida situou o Natal de Jesus frente ao Ano Novo, na memória da humanidade, como que renovando as oportunidades do amor fraterno, diante dos nossos compromissos com o Tempo.

Projetam-se anualmente, sobre a Terra os mesmos raios excelsos da estrela de Belém, clareando a estrada dos corações na esteira dos dias incessantes, convocando-nos a alma, em silêncio, a ascensão de todos os recursos para o bem supremo.

A recordação do Mestre desperta novas vibrações no sentimento da cristandade.

Não mais o estábulo simples, nosso próprio espírito, em cujo íntimo o Senhor deseja fazer mais luz.

Santas alegrias nos procuram a alma, em todos os campos do idealismo evangélico.

Natural o tom festivo das nossas manifestações de confiança renovada, entretanto não podemos olvidar o trabalho renovador a que o Natal nos convida, cada ano, não obstante o pessimismo cristalizado de muitos companheiros, que desistiram temporariamente da comunhão fraternal.

É o ensejo de novas relações, acordando raciocínios enregelados com as notas harmoniosas de amor que o Mestre nos legou.

E a oportunidade de curar as nossas próprias fraquezas retificando atitudes menos felizes, ou de esquecer as faltas alheias para conosco, restabelecendo os elos da harmonia quebrada entre nós e os demais, em obediência a lição da desculpa espontânea, quantas vezes se fizerem necessárias.

É o passo definitivo para a descoberta de novas sementeiras de serviço edificante, através da visita aos irmãos mais sofredores do que nós mesmos e da aproximação com aqueles que se mostram inclinados a cooperação no progresso, a fim de praticarmos, mais intensivamente, o princípio do “amemo-nos uns aos outros”.

Conforme a nossa atitude espiritual ante o Natal, assim aparece o Ano Novo a nossa vida.

O aniversário de Jesus precede o natalício do Tempo.

Com o Mestre, recebemos o Dia do Amor e da Concórdia.

Com o tempo, encontramos o Dia da Fraternidade Universal.

O primeiro renova a alegria.

O segundo reforma a responsabilidade.

Comecemos oferecendo a Ele cinco minutos de pensamento e atividade e, a breve espaço , nosso espírito se achará convertido em altar vivo de sua infinita boa vontade para com as criaturas, nas bases da Sabedoria e do Amor.

Não esqueçamos. Se Jesus não nascer e crescer, na manjedoura da nossa alma, em vão os Anos Novos se abrirão iluminados para nós."



Pensando em provocar um ‘sentir’ o Natal queremos lhe trazer material para pensar, de forma leve, com a proposta de sim, comemorá-lo, mas buscando principalmente, senti-lo.

Como seres humanos , construímos através da História o costume de realizar comemorações. Desenvolvemos isso como aspecto cultural. Escolhemos dias especiais para fazer as coisas. Quando fazemos isso a nossa mente faz algo que as vezes é difícil de realizar: se propõe a  um objetivo,  uma meta. Concretizamos os pensamentos, as ideias, com atos. Transformamos a intenção em realização. A especialidade da ocasião, nos envolve afetivamente no desejo de ver as coisas acontecerem.

Nos enchemos das melhores intenções.

O Natal abre a paleta, o leque de possibilidades de sorrir, amar, presentear, fazer carinho, proporcionar um agrado. Viabiliza reunir, buscar os outros deixando de lado os acontecimentos passados, esquecendo as mágoas. Ter como propósito aproximar, reunir, não afastar.

Jesus foi a casamentos, visitou o templo, reuniu-se em almoços e jantares. Visitou pessoas, conhecidos e estranhos, bem como amigos. Viveu como um homem da época e da cultura na qual estava inserido. É só consultar os evangelhos. Viveu, amou, serviu, curou e ensinou: convivendo com as pessoas.

Vamos fazer como ele?

Feliz Natal. Que Jesus Cristo possa fazer parte da nossa celebração de Natal!

  Uósnei Moncorvo 


This article's tags: convivência humana amor 2019 Jesus natal

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