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Ser feliz hoje, rumo ao porvir: eis a meta!

October 17, 2020 16:10 , by Redação CDC - 0no comments yet | No one following this article yet.
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Ser feliz 2

Ser feliz hoje, rumo ao porvir: eis a meta!

- Roberto Sabbadini

Desde que o homem surgiu na face da Terra sua relação com as coisas desconhecidas o entretém e estimula. Dentre elas, o desejo ardente de conhecer o futuro destaca-se. Fruto de uma reflexão detida nos aspectos que vida oferece, surge o instinto e a repulsão em relação ao nada. 

Noutros aspectos furtivos e incomodativos, chegando ao patamar da angústia, a dúvida se o amanhã será um local melhor do que o hoje descortina um sentimento desconfortável. Será que o amanhã consistirá, realmente, numa consequência dos atos ordinários?

Com a aquisição do bem-estar social e íntimo, nutre-se uma perspectiva positiva de estender a sensação agradável pelo infinito, ou seja, perpetuá-la na realidade que deveremos, ou não, vivenciar.

Fruto das diversas interações com a natureza em comparação às lucubrações sobre o viver, surgem diversos questionamentos fundamentais que nos acompanham, desde sempre, ocasionando dúvidas que nos dias atuais desafiam a nossa razão.

Estamos satisfeitos com o hoje? Se fosse possível, alteraria alguma circunstância em minha vida? Sinto-me devidamente confortável com os atributos que possuo? As relações afetivas e sociais estão de acordo com meus sonhos? Algum familiar poderia não existir, ou manifestar uma personalidade diferente? A comunidade que estou inserido representa todos os meus anseios? E eu? Mudaria algum predicado que me pertence, física ou moralmente?

O que desejamos para o amanhã? Quais são meus anseios mais íntimos? Consigo identificar as barreiras que me impedem de alcançá-los? Faço o empenho necessário para que seja perene em minha vida? Alguma limitação física, intelectual, cultural, financeira que restrinja a minha realização plena para a felicidade? 

Por que não concretizar a partir de agora os meus anseios? Possuo restrições reais, ou imaginárias que cerceiam meu agir? Por que será que a vida as colocou no meu caminho? Teriam algum ensinamento escondido? O que me falta que ninguém me dá? Ou me dão, mas da forma que não gosto?

O que me atemoriza quando eu penso no amanhã? Serão os ensinamentos viciosos com o intuito de me atemorizarem e assim tentarem controlar o meu viver? Serão os pensamentos distorcidos acumulados das histórias de terror veiculadas nas mídias? Alguns preconceitos que me valem como amarras psicológicas?

O futuro pertence a mim e às minhas escolhas ou haverá um juiz capaz de determiná-lo? Quem seria este juiz? Quais os argumentos que utiliza para a decisão? Conhece todos os meus sentimentos mais profundos e a intenção com a qual tomei minhas decisões?

Algum ser pode interferir no meu futuro, ou seja, existirá interseção a meu favor? Por parte de quem? Até que ponto? Seria ilimitado? Alcançaria todos os meus pedidos?

Pensar demasiadamente no futuro não interferirá nas minhas ações presentes? Sonhar não me tira a concentração necessária para a realização do agora? Deixaria de fazer algo hoje na certeza que poderia realizá-lo amanhã, ou quando me convier?

Hoje é o futuro de ontem. Quais foram nossas escolhas anteriormente? Em que sendas colocamos nossos esforços? Ou não fizemos esforços e aguardamos as benesses de um paraíso preparado por alguém? Alguma coisa é conquistada sem que haja trabalho incessante para construí-lo?
No ‘O Livro dos Espíritos’ está escrito que “não é debalde que uma voz interior vos fala. O vosso erro consiste em não lhe prestardes bastante atenção. Melhores vos tornaríeis, se nisso pensásseis muito, e muitas vezes”. O que seria esta voz? Quando se manifesta? Seria infalível? Se lhe seguíssemos todas as orientações onde estaria o livre-arbítrio? Precisa-se de algum atributo especial para ouvi-la, ou seja, só os médiuns a ouvem?

São muitas perguntas! Onde encontrar todas as respostas? Para essas e todas as inúmeras perguntas que jazem na mente racional, encontram, indelevelmente, suas respostas no âmago de cada espírito. Somente no mergulho interior defrontaremos o porto seguro capaz de afagar os tormentosos pensamentos desconexos que a razão não dá conta de dominar.

No conhecimento de si mesmo edifica-se o cabedal necessário, cuja apropriação demanda os esforços ingentes que aguardam o despertar de nossa vontade. Sempre em frente rumo ao porvir, eis a meta!

Imprescindível não esquecer que há um modelo e guia a ser seguido quando o assunto é a busca pela felicidade. Disponível e acessível a todos, desde já: Jesus Cristo.

921. Concebe-se que o homem será feliz na Terra, quando a Humanidade estiver transformada. Mas, enquanto isso não se verifica, poderá conseguir uma felicidade relativa?

“O homem é quase sempre o obreiro da sua própria infelicidade. Pela prática da lei de Deus, a muitos males pode forrar-se, proporcionando a si mesmo felicidade tão grande quanto o comporte a sua existência grosseira.”

Aquele que se acha bem compenetrado de seu destino futuro não vê na vida corporal mais do que uma estação temporária, uma como parada momentânea numa hospedaria de má qualidade. Facilmente se consola de alguns aborrecimentos passageiros de uma viagem que o levará a tanto melhor posição, quanto melhor tenha cuidado dos preparativos para empreendê-la.

922. A felicidade terrestre é relativa à posição de cada um. O que basta para a felicidade de um, constitui a desgraça de outro. Haverá, contudo, algum critério de felicidade comum a todos os homens?

“Com relação à vida material, é a posse do necessário. Com relação à vida moral, a consciência tranqüila e a fé no futuro.”


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