Go to the content
Colabore com a casa
or

 Go back to Temas Doutri...
Full screen Suggest an article

Somente a Declaração dos Direitos dos Espíritos permitirá as reformas moral e social tão sonhadas!

June 21, 2020 15:43 , by Redação CDC - 1One comment | No one following this article yet.
Viewed 123 times

Site declaracao universal dos direitos do espirito

 

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ESPÍRITO

Adilton Pugliese

 

Anualmente noticiários na mídia nacional e mundial destacam eventos realizados para referenciar a passagem do Dia Internacional da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada em 10.12.1948 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, após o fim da Segunda Guerra Mundial. Nesse dia histórico, a Assembleia tem solicitado a todos os países membros que publiquem e divulguem o texto da Declaração, “para que seja disseminado, mostrado, lido e explicado, principalmente nas escolas e outras instituições educacionais, sem distinção nenhuma baseada na situação política dos países ou territórios”.

No artigo 1 da declaração pode ser lido: 

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.

Na história da Humanidade há toda uma epopeia de feitos heroicos, de conteúdo político, sociológico, filosófico, religioso, etc., que visaram à elaboração e a prática de princípios que possam reger e proteger procedimentos ideais em torno dos direitos da pessoa.

Inúmeras organizações de direito privado, de caráter não governamental, têm surgido na Comunidade Mundial, ostentando a bandeira do respeito à cidadania, mobilizando milhares de simpatizantes, de pessoas em torno da defesa dos direitos do homem a uma vida digna. Nesse contexto podemos inserir, por exemplo, milhares de Instituições Espíritas localizadas nos diversos estados do Brasil e em outras nações. Mas, apesar desses relativos progressos e da força jurídica do Documento proclamado pela Assembleia da ONU; muito embora os frequentes e superlativos esforços de cidadãos idealistas, observa-se que ainda não foram criados mecanismos capazes de dar suporte e assegurar a universal observância dessas diretrizes, constatando-se essa realidade em face do considerável movimento de processos de reclamações junto à Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas, denunciatório da violação de direitos civis e políticos.

O célebre príncipe indiano Siddharta Gautama (século VI a.C), o Buda, “Justificava suas prioridades com a famosa metáfora da flecha. Buda identificava a condição humana com a do homem que tivesse uma flecha envenenada nas costas, e declarava que a tarefa humana fundamental era arrancá-la e ajudar os outros a fazerem o mesmo”. Krishnamurti (1895-1986) recusava-se a falar sobre as teorias da Física, sobre o Big Bang que teria iniciado o Universo enquanto, dizia ele, “Não for solucionado o problema humano básico, enquanto o mundo estiver em chamas, as pessoas chorando e o homem se mostrar incrivelmente cruel para com o seu semelhante”.

São múltiplas iniciativas no campo da Filosofia, do Direito, da Ciência, da Religião; milhares de horas de pensadores dedicadas à solução desse magno e grave problema que é a atual condição humana na Terra, uma verdadeira flecha envenenada cravada nas costas da Humanidade.

Centenas de páginas de textos têm sido então escritas e transformadas em Declarações de repercussão mundial, estimuladoras de diretrizes, de discussões, de encontros e simpósios para as tentativas de mudança desse cruel panorama terrestre. Mas a situação parece agravar-se, desafiando o Tempo e os homens, que tombam alvejados... Onde há solução? Que mão poderosa poderia arrancar a seta envenenada e ainda conservar o paciente vivo para manter a sua trajetória e ser feliz?

Noventa e um anos antes da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, Allan Kardec, na França da Revolução Francesa, da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão divulgada em 14 de julho de 1789, movimentada pela célebre tríade Liberdade, Igualdade, Fraternidade, divulgava através de E. Dentu, Libraire, então localizada no Palais Royal, Galérie D’Orléans, 13, Paris, – uma obra intitulada O Livro dos Espíritos, “de formato grande, in-8o, com 176 páginas de texto, e que apresentava o assunto distribuído em duas colunas. Quinhentas e uma perguntas e respectivas respostas estavam contidas nas três partes em que então se dividia a obra: Doutrina Espírita, Leis morais, Esperanças e consolações”, – contendo, assim, a maior de todas as Declarações, recebida diretamente das autoridades espirituais que governam a Terra, acerca do destino humano, do por que das condições humanas observadas e os meios para implantar na Terra o reinado do Bem: “– O Bem reinará na Terra quando, entre os Espíritos que a vêm habitar, os bons predominarem, porque, então, farão que aí reinem o amor e a justiça, fonte do bem e da felicidade. Por meio do progresso moral e praticando as leis de Deus é que o homem atrairá para a Terra os bons Espíritos e dela afastará os maus. Estes, porém, não a deixarão, senão quando daí estejam banidos o orgulho e o egoísmo”.

Ficamos a imaginar a Assembleia que se reuniu, no mundo espiritual, naquele memorável dia 18 de abril de 1857, para concretizar a vinda do Consolador, que reafirmaria as prerrogativas proclamadas dezoito séculos antes por Jesus para o homem encontrar a felicidade: a caridade e a humildade. As Bem-Aventuranças do Sermão da Montanha seriam renovadas e ampliadas nos 279 artigos, e seus desdobramentos, que compõem a parte terceira de O Livro dos Espíritos e que tratam das LEIS MORAIS.

E é nessas Leis e em outros estudos oferecidos pelos Espíritos Codificadores da Doutrina Espírita, contidos nos demais livros básicos, enriquecidos com a contribuição da inteligência e da sensibilidade dos comentários de Allan Kardec, que vamos encontrar subsídios para formulação de emergencial Declaração Universal dos Direitos do Espírito:

Artigo 1 Direito de reconhecer-se como um Espírito imortal;
Artigo 2
Direito à realização de sua reencarnação;
Artigo 3
Direito de conhecer os atributos de Deus;
Artigo 4

Direito de ajustar-se perante as leis divinas através do mecanismo da Lei de Causa e Efeito

Artigo 5
Direito ao exercício das Leis Morais;
Artigo 6
Direito à educação de suas faculdades paranormais;
Artigo 7
Direito de viver, primeiro de todos os direitos naturais do homem.

Porque somente com a Declaração Universal de que somos Espíritos imortais, usufruindo os direitos e deveres dessa condição e essência, possibilitaremos as reformas morais que necessitamos realizar, prioritárias para lograrmos êxito nas reformas sociais tão sonhadas e banirmos as desigualdades da Terra.

¹WEBER, Renée. Diálogo com Cientistas e Sábios - A Busca da Unidade. Círculo do Livro. p.269.

² WANTUIL, Zeus. Thiesen, Francisco. Allan Kardec o Educador e o Codificador. 4.ed.FEB, 2019, p.223.

³ KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 76.ed.FEB, pergunta 1019.

4IDEM, Ibidem, pergunta 880.

 

“O Espírito não é, pois, um ser abstrato, indefinido, só possível de conceber-se pelo pensamento. É um ser real, circunscrito, que, em certos casos, se torna apreciável pela vista, pelo ouvido e pelo tato.(...)

“Deixando o corpo, a alma volve ao mundo dos Espíritos, donde saíra, para passar por nova existência material, após um lapso de tempo mais ou menos longo, durante o qual permanece em estado de Espírito errante.

“Tendo o Espírito que passar por muitas encarnações, segue-se que todos nós temos tido muitas existências e que teremos ainda outras, mais ou menos aperfeiçoadas, quer na Terra, quer em outros mundos

 

(O Livro dos Espíritos, Allan Kardec).


1One comment

Post a comment

* field is mandatory

If you are a registered user, you can login and be automatically recognized.