Go to the content
Colabore com a casa
or

 Go back to Temas Doutri...
Full screen Suggest an article

Teles de Menezes: pioneiro da imprensa espírita no Brasil

March 20, 2018 17:11 , by Redação CDC - 0no comments yet | No one following this article yet.
Viewed 66 times

Luiz olimpio teles de menezes

 

Luiz Olímpio Teles de Menezes: pioneiro da imprensa espírita no Brasil

 

Luís Olímpio Teles de Menezes nasceu na cidade do Salvador em 26 de julho de 1825 e desencarnou, no Rio de Janeiro  em 16 de março de 1893. Era filho do Capitão graduado Fernando Luís Teles de Menezes e D. Francisca Umbelina de Figueiredo Menezes. Casou-se pela primeira vez, aos 23 anos, com D. Ana Amélia Xavier de Menezes e pela segunda vez com D. Elisa Pereira de Figueiredo Menezes.

Teles de Menezes dedicou-se ao magistério participando, ardorosamente, da campanha contra o analfabetismo e ao incentivo da literatura entre os jovens baianos, foi “Oficial de Biblioteca”, jornalista e um dos pioneiros do Espiritismo no Brasil.

Atuou como jornalista  escrevendo em vários jornais e revistas da imprensa leiga da Cidade do Salvador. Dentre estes, em 1872, no “Diário da Bahia” (1856-1956) e no “Jornal da Bahia” (1853-1878) liberal o primeiro, conservador o segundo, e ainda, no “Interesse Público” (1860-1870), períodos considerados àquela época, os mais importantes da Bahia. Ainda fez parte da redação da “A Época Literária”, sendo o seu principal redator. Nesta revista, publicou, ainda sem muita experiência e quando ainda não era espírita, nas páginas 24 e seguintes, em folhetins até o capítulo VIII, a novela “Os Dois Rivais”, em estilo ultra-romântico, considerada por David Salles uma das primeiras manifestações da ficção na Bahia, embora peque pela não citação do autor.

Aos 24 anos de idade, escreveu um artigo, para a primeira edição da revista “ A Época Literária”, sob as iniciais L.O.T.M., e se intitulava, simplesmente, “LEDE”. De forma patriota e revolucionária, Teles de Menezes enalteceu o Brasil: “O colosso americano começou a caminhar a passos de gigante para o progresso e a civilização, e, consequentemente, muito avulta a sua literatura, por que é esta – o órgão do progresso e da civilização de um povo”.

Sempre muito estudioso, Teles de Menezes veio a se interessar pelos fenômenos “inexplicáveis” que ocorriam em todos os continentes e que chamaram a atenção da humanidade. Durante toda a fase de implantação da Doutrina Espírita na França, por Allan Kardec, Teles de Menezes manteve relações de amizade com os espíritas franceses. O compartilhamento de ideias entre o Brasil e a França, propiciou  chegar na Bahia as tendências filosóficas e culturais, fazendo com que Teles de Menezes tornara-se sócio honorário correspondente da Sociedade Magnética da Itália, filiando-se, “igualmente a várias entidades espíritas” e espiritualistas européias.

Ainda como grande defensor da causa espírita, foi tradutor da 13ª edição francesa do "O Livro dos Espíritos", conseguindo também que a livraria  Garnier fosse autorizada a traduzir em português todas as obras de Kardec.

No dia 17 de setembro de 1865 , fundou o primeiro Centro Espírita do Brasil   o "Grupo Familiar Do Espiritismo", e no mesmo dia, os membros do Grupo recém-fundado recebiam assinada por "Anjo de Deus", a primeira página psicográfica de que se tem notícia na Bahia, fato este que lhes trouxe inefável felicidade.

Em 8 de março de 1869 publica o 1º jornal espírita brasileiro, "Eco de Além - Túmulo", contendo os  princípios imortais do Espiritismo, sustentados na máxima: igualdade, liberdade e fraternidade, cuja assinatura custava nove mil réis. Teles de Menezes deixava transparecer pelas páginas do jornal espírita que dirigia, sua filiação à obra emancipadora, dos grandes liberais baianos daquele tempo, tal como Castro Alves.

No periódico havia uma seção destinada a publicação de manifesto dos espíritos, com comunicações transmitidas por médiuns brasileiros estrangeiros. Era considerada a mais importante e trazia instruções sobre o proceder os adeptos do Espiritismo, encorajando-os na tarefa de divulgação, além de chamar atenção contra o materialismo e a descrença nos espíritos. O Eco de Além-Túmulo também reproduzia artigos traduzidos por Teles de Menezes da Revista Espírita, relacionava e sugeria a leitura de obras espíritas e tinha até um tipo de folhetim, a “Aurora da Ressurreição” que teve sete capítulos. Luiz Olímpio destinava mil reis de cada assinatura vendida para dar liberdade a escravos, de qualquer cor, do sexo feminino, de 04 a 07 anos de idade, nascidos no Brasil. O dinheiro arrecadado pretendia comprar cartas de alforria.



Iniciando, pois, a publicação do Écho d’Além-Tumulo, Monitor d’o Spiritismo no Brasil, não temos por fim fazer propaganda a todo o transe das ideias espíritas; nosso intuito é estudar os fenômenos, que se nos apresentam por maneira tão extraordinária, quanto admirável; e não fazendo monopólio de luzes, buscamos a imprensa para registrar todos os fatos, que tiverem lugar em nossas reuniões, feitas, unicamente, no interesse de sermos úteis aos nossos irmãos em Jesus Cristo, e para que os homens em geral, revestindo-se de boa vontade, e procurando despojar de si o espírito de controvérsias, de divisão, de egoísmo e de vaidade, possam encontrar um meio seguro de observação e de estudo.

[Luiz Olímpio Teles de Menezes, apresentação do periódico Ecos d’Além Túmulo]


This article's tags: 2018 Temas Doutrinários bahia Movimento Espírita Personalidades Espíritas Imprensa Espírita Teles de Menezes

0no comments yet

Post a comment

* field is mandatory

If you are a registered user, you can login and be automatically recognized.