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TRANSMUTANDO-SE PARA O PERDÃO

September 26, 2021 13:33 , by Vicente Aguiar - 0no comments yet | No one following this article yet.
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Transmutando-se para o perdão: uma reflexão sobre o compromisso de amar.

 

TRANSMUTANDO-SE PARA O PERDÃO

                                 por Nilton Lima

O Espírito de Verdade nos veio trazendo a Boa Nova do Consolador Prometido por Jesus.

O Espiritismo, assim, chegou-nos como efetivação dessa promessa, mas, sobretudo, sob a forma de tarefa a cumprir.

Sem sombra de dúvida, nele a tarefa determinada de instrução é de imprescindível cumprimento. Contudo, sendo vinculada ao que Jesus quer de nós, toda essa instrução consiste na compreensão exata do Evangelho Redivivo; tanto assim, que o imperativo paralelo, lá contido, é Espíritas, amai-vos!

O Espiritismo traz em si essas duas assertivas que andam de mãos dadas, conclamando-nos à união em entendimento e amor; à compreensão do Evangelho e aplicá-lo.

Em nossos dias, assistimos implacáveis sagas de perseguição aos “cangaceiros” contemporâneos. O primeiro pensamento que nos ocorre é “carcará” ... Dentro de nós, este pensamento justifica a realização da “justiça dos homens”, extirpar da sociedade quem nos faz o chamado mal.

Quem são os “cangaceiros” dos nossos dias? O que faremos com eles? Decapitação?

Qual a lei que deveremos aplicar? A do olho por olho, de outros tempos, em conformidade com o grau de compreensão dos tempos do Êxodo (período em que Moisés liderou os israelitas durante a fuga do Egito, através da região desértica do Monte Sinai)?

Não seriam aquelas pessoas as ovelhas desgarradas da Casa do Pai? Não caberia agora, para os novos tempos, a transmutação desse preceito em agir pelo amor? O que faria Jesus por eles?

Espíritas! Amai-vos[...]

Espíritas! Propagai o amor!

Essa é a tarefa que nos cabe como seguidores de Jesus na Nova Era. A verdadeira mudança de paradigma não deve residir unicamente na letra morta, porém, na palavra viva e vivificada pelo amor.

Agir amorosamente não é condenar simplesmente o irmão errante. É dar-lhe vez para o arrependimento. Deus não quer a morte do pecador, mas que ele viva e se arrependa. O que se busca é a tomada de consciência.

Agir amorosamente é transformar nossa guerra interior, atrelada a um senso de justiça calcada de ações de revide, de vingança; é transformar para a paz; é atender a esse desafio com a prudência cristã; é transmutar a perseguição em perdão; é agir com caridade.

O grande desafio dos tempos chegados é esse: transmutar-se de carne em Espírito.

Se pensarmos como seres já iluminados, a iluminação dificilmente se completará, porque é agindo como santos que a vida se nos abrirá as portas.

Agir como santo é abrir portas da eternidade. E o que significa “abrir portas da eternidade”, senão aplicar o sentimento de amor tal qual Jesus nos exemplificou naquele Calvário, diante dos algozes e daqueles companheiros de crucificação, lançando a rogativa ao Pai: Perdoa-os, eles não sabem o que fazem...

Paulo, o apóstolo, nos disse, em 1Coríntios13: [...]Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino [...]

O “cangaceiro” é mais um menino que necessita ser educado e amado para enxergar a luz divina, e nós precisamos pensar como homens e deixar para trás as coisas de meninos.

 

“(...) O verdadeiro Homem de bem é indulgente para com as fraquezas de outrem, porque sabe que ele mesmo precisa de indulgência e lembra-se destas palavras do Cristo: Aquele que é sem pecado atire a primeira pedra.

Não é vingativo: a exemplo de Jesus ele perdoa as ofensas para só se lembrar dos benefícios, pois sabe que lhe será perdoado como ele próprio houver perdoado.”

(questão 918/ O Livro dos Espíritos). 

(...) Perdoa a quantos te aborreçam, perdoa a quantos te firam.

 Perdoa agora, hoje e amanhã, incondicionalmente.

Recorda que todas as criaturas trazem consigo as imperfeições e fraquezas que lhes são peculiares, tanto quanto, ainda desajustados, trazemos também as nossas.

É por isso que Jesus; o Emissário Divino, crucificado pela perseguição gratuita, rogou a Deus, ante os próprios algozes:

— “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem…”

E, deixando os ofensores nas inibições próprias a cada um, sustentou em si a luz do amor que dissolve toda sombra, induzindo-nos à conquista da luz eterna

(Palavras de Vida Eterna, Emmanuel/psicografia Chico Xavier).

 


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